O institucional voltou a comprar?
Com alguns anos de experiência neste mercado, é fácil concluir que os ciclos de alta e de baixa são muito mais intensos e que isso exige um acompanhamento contínuo das métricas.
Uma que se comportou de forma inédita neste ciclo foi o saldo de bitcoin nas exchanges.
Perceba que, durante todo o ciclo de alta e de baixa nos anos de 2017 e 2018, essa métrica só mostrava que o fluxo de BTC era para dentro das exchanges.

Figura 1. Saldo de bitcoin nas exchanges de julho de 2016 a março de 2020
Fonte: Glassnode
No entanto, essa dinâmica sofreu uma mudança depois do “coronacrash”, em março, e então passou a mostrar uma tendência de saída de BTC das exchanges.
Em teoria, isso quer dizer que o investidor tem maior disposição para “holdar” (manter) o ativo para o longo prazo e por isso retira o saldo da exchange e envia para uma carteira própria ou para um custodiante.

Figura 2. Saldo de bitcoin nas exchanges de julho de 2016 a julho de 2021
Fonte: Glassnode
Vale ressaltar que esse não é o comportamento de pessoas com pouco dinheiro, mas sim de investidores que têm muito a perder caso uma corretora sofra um ataque bem-sucedido.
Por isso, acreditamos que essa métrica indica o apetite do investidor institucional ou, no limite, o investidor com mais dinheiro.
Vimos que, durante todo o último ciclo de alta, a tendência de saída de BTC das exchanges continuou até a mais recente queda para a casa dos US$ 30 mil, quando a tendência se tornou de entrada.

Figura 3. Saldo de bitcoin nas exchanges dos últimos seis meses
Fonte: Glassnode
No entanto, depois dessa grande queda, essa é a primeira vez que voltamos a ver a tendência de saída de bitcoin das exchanges, o que nos mostra a volta do apetite institucional.
Olhando apenas essa métrica, já é possível ficar otimista com uma nova volta do mercado ainda neste semestre.
E indo além, acredito que este ativo possa se beneficiar mais ainda do que o bitcoin de uma nova aquecida no mercado.
Por isso, não deixe de se posicionar no bitcoin e em uma carteira diversificada.
Forte abraço,
André Franco