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Crypto Talks

Parecido com o futebol

Estranho no elevador: Iaí, cara, tudo certo? Eu: Tudo, sim. E com você? – Também. Você trabalha por aqui? – Trabalho na Empiricus, com criptomoedas. […]

Por André Franco

16 jan 2019, 05:00

Estranho no elevador: Iaí, cara, tudo certo?
Eu: Tudo, sim. E com você?
– Também. Você trabalha por aqui?
– Trabalho na Empiricus, com criptomoedas.
– Sei! Legal, que diferente. Mas iaí, é pra comprar?
– Se você topar perder dinheiro, é, sim.
– Como assim? Vai cair então?
– Eu não sei, de verdade, mas… eita, meu Uber chegou. Falou!

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Estranho no elevador,

Desculpa se não consegui esclarecer para você, mas o ponto de investimento de alto risco sempre foi esse.

Tem que topar o risco de perder pra poder ganhar. E sei que, para algumas pessoas que querem levar isso ao pé da letra, deve ser bem complexa a tese.

No entanto, essa é mais uma daquelas frases que é difícil de explicar para quem não compreende o jogo.

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Como no futebol, que tem uma verdadeira escola neste tipo de frase:

“O melhor ataque é a defesa.”

Então o time tem que se defender muito e o gol vai sair naturalmente?

Não exatamente, porque ainda tem o complemento dessa primeira sentença.

“A melhor defesa é o ataque.”

Ai, caramba. Então é pra atacar e defender muito bem, que uma coisa ajuda a outra?

Quase isso.

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Explicar o ditado é como dissecar um sapo: você até entende, mas mata o objeto de estudo.

“Clássico é clássico, e vice-versa.”

Boa sorte na tentativa de explicar essa também.

Tem coisa que só com o tempo você consegue entender e, mesmo assim, com o passar dos anos, os ditados podem tomar outro sentido.

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Mas, voltando ao nosso universo cripto: em 2017, quem topou perder ganhou. Em 2018, quem topou perder de fato perdeu. (Tá um pouco parecido com um discurso da Dilma, eu sei.)

E, em 2019, você só precisa entender que, nesse jogo, você tem que topar perder pra poder sentar na mesa com os outros jogadores.

Tangenciando as inovações do mercado cripto, parece que temos um candidato a “novo e melhorado bitcoin” do ano.

Provavelmente, nos próximos dias você vai começar a ver e ler sobre algo chamado Grin, uma nova criptomoeda que foca em privacidade e usa um protocolo totalmente novo, chamado de MimbleWimble.

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Pra mim, essas batalhas entre protocolos, para ver aquele que marginalmente pode ser melhor que os outros, parecem uma imensa batalha de Yu-Gi-Oh!

Toda carta que o jogador tira no desenho é um pouco melhor que a do adversário, e este, por sua vez, na sua jogada, tira uma outra melhor ainda. O ciclo parece infinito.

Na verdade, é uma batalha de egos entre os desenvolvedores que querem provar para o mundo que os seus protocolos criados do zero podem ser melhores que os já existentes.

A melhor solução seria contribuir para algo que já está rodando, e não começar tudo de novo. Mas ninguém controla a inovação, e ela segue um curso próprio.

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Aquele abraço,

André Franco

Engenheiro mecatrônico formado pela Universidade de São Paulo, é editor responsável pelas séries sobre criptoativos. Vive em busca das próximas oportunidades nesse meio para multiplicar o patrimônio dos seus assinantes.