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Crypto Talks

Peça desculpa, não peça licença

Para aqueles que não têm apetite pelo risco, a própria menção dele sugere negativismo e deve ser evitada ao máximo.

Por outro lado, para os mais ousados, a palavra soa como música aos seus ouvidos e se assemelha muito mais a uma grande oportunidade.

Por André Franco

16 set 2020, 17:13

COMO AS DISRUPÇÕES FLORESCEM

Para aqueles que não têm apetite pelo risco, a própria menção dele sugere negativismo e deve ser evitada ao máximo.

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Por outro lado, para os mais ousados, a palavra soa como música aos seus ouvidos e se assemelha muito mais a uma grande oportunidade.

Já para aqueles que querem ganhar dinheiro sem correr risco, resta serem enganados por algum ganho fixo diário de 1% (garantido).

Por isso, tenha sempre em mente que ganhos altos vêm com vários testes de estômago no caminho, não existem atalhos.

Você já deve ter tido uma prova disso nos últimos dias, certo?

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Isso serve tanto para o investidor quanto para o empreendedor.

Digo isso porque quem decide investir dinheiro e tempo em uma única empresa comete o erro da diversificação de dois recursos importantes da vida, o que, por definição, aumenta o risco.

Já o investidor, que pode alocar capital financeiro em mais de um projeto, corre um perigo bem menor.

A situação piora para o lado do empreendedor porque as startups que podem realmente disruptar e gerar valor extremo geralmente são aquelas que esbarram em alguma regulação vigente em vários lugares do mundo.

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Em momentos de embate como esse, a dica dos mentores com maior apetite ao risco é o de não pedir licença previamente, quebrar coisas no caminho e só depois pedir desculpas.

Esse processo faz com que a inovação se acelere e os ganhos de fatias do mercado cresçam.

E, cá entre nós, eles estão certos.

O Google e o Facebook não pediram permissão para competirem com grandes canais de mídia em todas as jurisdições pelo mundo.

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O Uber não pediu licença para entrar em todos os países em que opera.

O Airbnb não consultou os órgãos reguladores de hospedagem para adentrar nos territórios que está hoje.

Todos eles optaram por começar sem pedir bênção, quebraram coisas no caminho e então voltaram, juntaram os cacos e pediram desculpas.

O aparente contrassenso nada mais é que o modus operandi de uma inovação disruptiva.

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Pedir a bênção para o regulador é ter que se adequar ao tempo de instituições que claramente não têm o mesmo ritmo que mercados disruptores.

Cripto funciona da mesma forma e já tem algum tempo para provar que o que dá certo no mercado de startups também funciona na criptoeconomia.

O bitcoin não pediu para as instituições de Wall Street para ser um sistema ponto a ponto que funcionasse 24 horas por dia e atravessasse fronteiras.

Vitalik Buterin, criador do Ethereum, não consultou os reguladores mundiais antes de lançar o seu projeto de computador descentralizado.

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A empresa Tether, criadora do dólar digital USDT, não ligou para o presidente Trump e perguntou se podia emitir dólares dentro de um blockchain.

Todas essas iniciativas aconteceram e só depois coube ao regulador entender e então criar algum tipo de regulação.

Por outro lado, uma tendência que ficou bem quente no final de 2018 foi a tokenização de valores mobiliários (“security tokens”), que, infelizmente, teve que pedir a bênção dos reguladores no mundo todo.

Corta a cena.

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Cá estamos, sem nenhum avanço relevante nessa área.

Por outro lado, os projetos ligados às finanças descentralizadas (DeFi) nasceram quase que paralelamente à ideia de tokens de valores mobiliários.

No entanto, essa tendência não necessitava da permissão do regulador — e nem a queria —, pois funcionava inteiramente dentro de sistemas descentralizados com dinheiro cripto.

Corta a cena.

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Cá estamos, com uma quantidade absurdas de iniciativas lucrativas que fazem com que o DeFi se torne cada vez mais conhecido e, consequentemente, passe a incomodar alguns órgãos reguladores mundo afora.

Os próximos capítulos dessa história serão do regulador buscando entender o que essa nova tendência esconde de benefícios e efeitos colaterais, para então criar uma regulação a respeito. 

Forte abraço,
André Franco

Engenheiro mecatrônico formado pela Universidade de São Paulo, é editor responsável pelas séries sobre criptoativos. Vive em busca das próximas oportunidades nesse meio para multiplicar o patrimônio dos seus assinantes.