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Day One

Lembrando que uma ação se parece com uma empresa

Ao que tudo indica, a temporada de resultados do 2T24 fez (alguma) diferença na performance das ações brasileiras.

Por Rodolfo Amstalden

14 ago 2024, 14:10

Atualizado em 14 ago 2024, 14:10

Imagem representando a bolsa de valores, mostrando uma imagem geral sobre a Bolsa de Valores de Nova York.

De uma forma ou de outra, os resultados corporativos voltaram a fazer (alguma) diferença para a performance das ações brasileiras.

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O prejuízo recorrente de R$ 744 milhões no 2T24 se traduziu em uma queda de -11,95% para Azul (AZUL4).

Na mesma linha, o cash burn trimestral de R$ 675 milhões contribuiu para Natura (NTCO3) lanterninha no pregão de ontem.

Havemos também de lembrar que Weg (WEGE3) disparou +10,47%, conseguindo surpreender positivamente mesmo a partir de um preço/lucro de 30x.

E não poderíamos esquecer de Bradesco (BBDC4), que renasceu das cinzas com uma alta de +7,59%, em momento de plena desesperança.

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É claro que Azul, Natura, Weg e Bradesco são apenas algumas das personagens de destaque nesta temporada de balanços trimestrais, mas carregam um valor simbólico crucial para o Zeitgeist.

Depois de um período dominado por niilismo e apatia do mercado, vemos emergir, aos poucos, um resgate da associação entre empresa e ação, ação e empresa.

Uma empresa nunca será sua ação, e vice-versa.

Contudo, existe sim um parentesco semântico entre essas duas famílias, apesar de termos sido obrigados a esquecer disso por um tempo.

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Em mercados disfuncionais e ilíquidos, as relações de causalidade submergem, e precisamos aprender a sobreviver sem elas; tudo parece vazio de sentido e repleto de aleatoriedade.

Os bons investidores se consideram estúpidos e ingênuos, e os bons financistas perdem o propósito de suas vocações profissionais.

Felizmente, mesmo as piores provações têm hora de começo e hora de fim.

Os mecanismos de precificação passam a prestar um pouco mais de atenção às características intrínsecas, na tentativa de diferenciar virtudes de vícios.

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Mais do que um embate maniqueísta entre o simplesmente bom e o simplesmente ruim, esse é um jogo mais rebuscado, entre o que está a melhorar e o que está a piorar.

Tudo aquilo que importa no mercado acontece na margem. Portanto, as mudanças são rápidas; tão rápidas que, imersos na rotina cotidiana, quase nem percebemos.

De repente, o esforço hercúleo para o Ibovespa segurar seus 120 mil pontos se transforma em um acúmulo de forças para ataque ao cume. 

Rumo aos 140 mil pontos até o fim do ano – é o que dizem as projeções atualizadas.

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Ao que tudo indica, a temporada de resultados do 2T24 serviu para alguma coisa.

Sócio-fundador e CEO da Empiricus, é bacharel em Economia pela FEA-USP, em Jornalismo pela Cásper Líbero e mestre em Finanças pela FGV-EESP.