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Na última quinta-feira (5), depois do fechamento do pregão regular, foi a vez da Amazon (B3: AMZO34 | Nasdaq: AMZN) entrar na mira dos investidores com seus balanços do quarto trimestre.
Ainda que os números tenham vindo mistos – com receita acima do esperado e lucro por ação praticamente em linha com as expectativas – a companhia foi mais uma que sofreu por conta dos vultuosos investimentos esperados para 2026, fazendo com que as ações caíssem forte no pré-market.
Destaque do balanço trimestral da Amazon segue sendo o AWS
No trimestre a receita da “Loja de Tudo” totalizou US$ 213,386 bilhões, um aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2024.
Por linha de negócio, o destaque de crescimento segue sendo o AWS, com vendas de US$ 35,579 bilhões (+24% vs. 4T24), seguido pelas operações Internacionais, com receita de US$ 50,724 bilhões (+17%). Maior segmento da companhia, a parte América do Norte reportou vendas de US$ 127,083 bilhões, valor 10% maior na comparação anual.
O lucro operacional da Amazon, por sua vez, somou US$ 24,977 bilhões, crescimento de 18% ante um ano atrás e o que representa uma margem de 11,7% (0,5 ponto percentual vs. 4T24).
Esse aumento se deu por conta dos melhores resultados das operações América do Norte, com lucro de US$ 11,472 bilhões (+24% vs. 4T24), o equivalente a 9% de margem (+1 p.p.) e da AWS, com resultado operacional de US$ 12,465 bilhões (+17%, 35%, -2 p.p.). Já a parte Internacional apresentou lucro de US$ 1,040 bilhão, valor 21% menor ante um ano atrás e uma margem de 2% (-1 p.p.).
Na linha final de resultado, o lucro líquido do trimestre totalizou US$ 21,192 bilhões, ou US$ 1,95 por ação, um aumento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
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O que os números de 2025 representam para este ano da Amazon?
Os números do ano de 2025 também mostraram a continuidade do bom momento da companhia.
A receita no período foi de US$ 716,924 bilhões, alta de 12% quando comparado com o ano anterior.
O AWS foi o principal motor de crescimento do negócio, com vendas de US$ 128,725 bilhões, valor 20% maior em relação a 2024. A parte Internacional cresceu 13%, com vendas de US$ 161,894 bilhões, enquanto as operações da América do Norte tiveram alta de 10%, totalizando US$ 426,305 bilhões.
O resultado operacional no ano foi de US$ 79,975 bilhões, crescimento de 16% comparado com o período anterior e o equivalente a uma margem de 11% (+0,3 ponto percentual vs. 2024).
Por linha de negócio, a melhora veio do AWS, com lucro de US$ 45,606 bilhões, 14% acima do reportado um ano atrás e o que representa uma margem de 35% (-2 p.p. vs. 2024).
O segmento América do Norte teve lucro de US$ 29,619 bilhões (+19%), ou 7% de margem (+0,5 p.p.), enquanto as operações Internacionais tiveram resultado operacional de US$ 4,750 bilhões (+25%, 3%, +0,4 p.p. vs. 2024).
O lucro líquido do ano totalizou US$ 77,670 bilhões, o que equivale a US$ 7,17 por ação, valor 30% maior do que o reportado um ano atrás.
Essa melhora nos resultados também acabou significando melhor geração de caixa da companhia, com o fluxo de caixa operacional nos doze meses encerrados em dezembo somando quase US$ 140 bilhões, crescimento de 20% em relação a 2024.
Só que essa forte geração também foi acompanhada por um aumento substancial nos investimentos, que totalizaram US$ 128 bilhões em 2025, aumento de 65% na comparação anual – fazendo com que o fluxo de caixa livre do ano encerrasse nos US$ 12 bilhões, 71% menor do que o reportado um ano atrás.
Além disso, a expectativa da companhia é que devido a necessidade de manter-se como uma das líderes no fornecimento de produtos e serviços de Inteligência Artificial, ela continuará investidos grandes montantes no negócio. A expectativa da direção é que o capex de 2026 fique perto dos US$ 200 bilhões, mais de 40% acima do valor investido em 2025.
É hora de comprar ações AMZO34?
Esse anúncio, porém, trouxe de volta a preocupação dos investidores até onde esses valores irão, e que podem impactar substancialmente a geração de caixa das companhias. Dessa forma, as ações caíam mais de 10% no pré-market.
Isso, porém, não invalida a nossa tese de investimento em Amazon (B3: AMZO34 | Nasdaq: AMZN), que deve continuar sendo uma das principais líderes no segmento de computação em nuvem dado a mentalidade de gerar maiores fluxos de caixa no futuro – mesmo que isso comprometa os lucros no curto prazo.
Com a queda e o papel negociando abaixo dos US$ 200/ação, estamos falando de um múltiplo Preço/Lucro projetado na casa das 20 vezes, algo impensável para o ativo pouco tempo atrás. Enxergo a queda como uma oportunidade de compra ou até mesmo aumento de posição, dado a qualidade e resilência do negócio.
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