Imagem: Divulgação/ Axia Energia
No fim de 2025, cerca de 30 sindicatos protocolaram ações coletivas contra a Axia (AXIA6). Apenas para recapitular, a companhia anunciou uma bonificação de ações por meio da capitalização de R$ 30 bilhões da reserva de lucros.
O objetivo da manobra era evitar a nova tributação, que passa a valer a partir de 2026, sem comprometer a alavancagem no curto prazo.
No entanto, os sindicatos questionaram a manobra, por entenderem que ela reduz contabilmente a obrigação de distribuição de PLR para os funcionários.
Mesmo sem julgar a causa, no início de 2026 a Justiça do Trabalho exigiu uma provisão de R$ 750 milhões, com o objetivo de garantir o pagamento em caso de decisão desfavorável para a companhia.
No entanto, depois de analisar a capacidade financeira e de geração de caixa da Axia, a Justiça do Trabalho desobrigou a provisão, o que é boa notícia.
Caso da Axia ainda passará por julgamento: qual o impacto para as ações?
O caso ainda será julgado e obviamente pode trazer consequências desfavoráveis, mas de impacto bastante limitado em nossa visão. De acordo com os termos de pactuação de PLR, o teto previsto para distribuição aos funcionários é de 6,25% do lucro líquido.
O cenário mais desfavorável (pagamento de 6,5% do total à vista) representaria cerca de 1% do valor de mercado atual da Axia, sendo que há vários atenuantes como diluição dos pagamentos ao longo dos anos (junto com o cronograma de resgate das ações) e redução do percentual.
Axia segue entre as ações recomendadas.
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