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A B3 (B3SA3) reportou seu resultado do 4T25 com um crescimento interessante de receita e margens, mas com impacto na linha final por conta de alterações contábeis de imposto. Mesmo com juros ainda elevados, a B3 apresentou um bom crescimento de top-line no 4T25, reforçando o benefício do seu portfólio diversificado, mas que também soube aproveitar a recente virada positiva da Renda Variável.
Destaques da B3 no balanço do 4T25
Os grandes destaques do trimestre foram as receitas de Soluções para Mercados (+26,7%) e Analíticas de Dados (+19,6%), com o avanço dos produtos de análise do mercado, aumento de venda de veículos e financiamento. Além disso, dentro de Mercados, Renda Fixa mostrou um aumento relevante de +34%.
No consolidado, a companhia reportou uma receita total de R$ 3,0 bilhões, alta de +10,6% frente o 4T24. Com um menor avanço das despesas ajustadas (+4,7% vs 4T24) por conta de redução de gastos com pessoal, consultorias e melhor calendário de projetos, que reduziu a linha de tecnologia, o ebitda recorrente somou R$ 1,8 bilhão com margem de 69%, avanços anuais de +14,5% e +1,75 p.p., respectivamente.
O maior saldo em caixa e juros mais altos na comparação anual levaram o resultado financeiro a um saldo positivo de R$ 95,2 milhões. Entretanto, as atualizações contábeis de imposto sobre o ágio impactaram a linha final, que marcou R$ 907,8 milhões (-23%). Sem esses impactos, o lucro líquido recorrente teria alcançado R$ 1,5 bilhão, alta de +21,9% na comparação anual e acima das expectativas.
Ações B3SA3: compra ou vende?
Mais uma vez, a companhia provou os benefícios de um portfólio diversificado, sem perder os benefícios de uma virada de ciclo para os ativos brasileiros. Com o início do corte de juros, a Renda Variável deve voltar a ganhar destaque nos próximos trimestres – inclusive os dados de janeiro já indicam um avanço interessante dessa linha. B3 segue com recomendação de compra na Empiricus Research.
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