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Investimentos

Cortes da Selic ainda vão manter renda fixa atrativa no ano, segundo analista; quais títulos e indexadores investir em 2026?

Em painel de renda fixa do Onde Investir 2026, analista da Empiricus Research falou sobre suas preferências e expectativas para títulos este ano.

Camila Paim Figueiredo Jornalista

Por Camila Paim

21 jan 2026, 13:00

taxa selic inflação juros

Imagem: iStock/ MicroStockHub

Mesmo com o mercado precificando cortes na ordem de 200 a 300 pontos-base para a Taxa Selic, os níveis ainda se manterão historicamente altos. Por isso, a analista de renda fixa da Empiricus Research, Lais Costa, não enxerga o início do ciclo de queda dos juros como um detrator tão pesado para os investimentos em renda fixa.

“Além da taxa por si só, que traz essa atratividade [para títulos indexados à inflação], tem uma relação risco-retorno. Quando o investidor olha os pós-fixados, cai o interesse devido à expectativa de cortes da taxa, mas é um valor ainda atrativo”, comenta a analista no programa Onde Investir em 2026, organizado pelo portal de notícias Seu Dinheiro.

Durante a entrevista, Lais Costa falou sobre:

  • Os riscos e atratividade da renda fixa;
  • Quais classes de ativos está mais otimista;
  • Se ainda enxerga as debêntures entre os tópicos quentes do ano;
  • Seus ativos preferidos recomendados para 2026.

Confira a seguir:

Atratividade vs. Riscos na renda fixa em 2026

Apesar das expectativas para a queda da Selic, a analista reforça que os riscos que os títulos de renda fixa correm ainda ficam “muito aquém de outros ativos, como os da bolsa brasileira e small caps”.

Na perspectiva para o ano, Costa aponta que os títulos de crédito e renda fixa deverão se manter atrativos para composição de portfólio. “Mesmo com a queda de juros, a Selic ainda vai estar em um patamar elevado no final desse ano. O investidor brasileiro deve continuar bastante apegado à renda fixa em 2026, e faz muito sentido, principalmente para a pessoa física, com o [lucro] mágico de 1% ao mês”, comenta.

Quais títulos a analista está mais otimista

Por enquanto, as perspectivas mais otimistas de Costa se concentram nos títulos prefixados e nos indexados à inflação (IPCA+).

“O mercado tende a alocar mais em IPCA+ do que em prefixado, porque neste último você tem uma chance muito grande de literalmente sair do jogo. Se você tem um fiscal que sai do controle, então o risco-retorno do IPCA será maior”, comenta.

Enquanto isso, ela afirma que os cortes de juros precificados na curva ainda lhe parecem estar em um cenário conservador.

“O mercado não está negociando nenhum tipo de câmbio eleitoral. Hoje ele conversa muito com as variáveis macroeconômicas, mas não tem uma antecipação de corte na minha visão. Os títulos prefixados estão muito atrativos por causa disso: a assimetria parece muito positiva para se ter mais cortes do que está precificado hoje na curva. 2026 deve ser melhor para os prefixados do que já foi 2025”, destaca.

Debêntures incentivadas e crédito privado ainda vão bombar em 2026?

Outro assunto em alta no painel de Renda Fixa do Onde Investir em 2026 foram as debêntures incentivadas – um dos grandes temas de 2025 e considerada uma das subclasses de ativos preferidas dos investidores pessoa física.

Esses ativos viram uma demanda forte ao longo do ano, ao que Costa atribui como principais causas:

  • Isenção de Imposto de Renda, diante do andamento da MP 1303/2025 (Medida Provisória que visava aumentar a arrecadação federal, alterando a tributação de investimentos financeiros);
  • Spreads comprimidos, o que resultou em um total de R$ 490 bilhões em emissões de debêntures ao longo do ano;

Para 2026, Costa acredita que o assunto não deve voltar logo, visto que a MP caducou. “Dado que estamos em ano eleitoral, há menos incentivos de reviver esse tipo de pauta”, afirma.

Em contrapartida, no longo prazo, a analista enxerga o tema voltando a circular – o que pode tornar a impulsionar a compra das debêntures – visto que a isenção de imposto de renda nesses títulos “distorce o mercado de maneira muito agressiva”.

Onde investir na renda fixa em 2026?

Por fim, a analista abriu seus títulos preferidos para investir em 2026, em ordem de indexadores:

  1. IPCA+;
  2. Prefixados;
  3. Pós-fixados.

Ela reforça que não zeraria os pós-fixados na carteira, “dado os níveis altos dos juros e o equilíbrio de menor volatilidade para a carteira”.

Ainda no programa, Lais Costa falou sobre as datas de vencimento dos títulos que considera ideal e recomendou fundos e debêntures para investir. Confira no quadro abaixo o programa na íntegra:

Jornalista formada na Universidade de São Paulo (USP), com mobilidade acadêmica na Université Lumière Lyon 2 (França). Trabalhou com redação de jornalismo econômico e mercado financeiro, webdesign e redes sociais, além de escrever sobre gastronomia e literatura.