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As siderúrgicas brasileiras começaram o pregão no positivo nesta segunda-feira (16). O movimento parece começar a reverter as fortes perdas da semana passada, impactadas por um quarto trimestre (4T25) de poucos destaques.
Na sexta-feira (13), a CSN (CSNA3) protagonizou a maior queda da semana, com as ações derretendo -20,4% no período, após oresultado do 4T25 divulgado no dia anterior (12). Em paralelo, Gerdau (GGBR4) caiu -4,8% e Usiminas (USIM5), -3,3%, na semana entre 9 e 13 de março.
Conforme explica o analista de ações da Empiricus Research, Ruy Hungria, a falta de uma proteção contra um alto volume de importação do aço, principalmente da China, impacta as empresas. Assim, os números no vermelho refletem um contexto setorial difícil no Brasil, com uma forte pressão sobre os preços e volumes ociosos.
Diante desse cenário, muitos investidores se questionam se vale a pena ter ações de siderurgia na carteira, neste momento. Na avaliação de Hungria, apenas uma delas vale compra.
A seguir, o analista comenta sobre o desempenho das três empresas mencionadas e aponta o que fazer com esses ativos.
Endividamentos impactam balanços de Usiminas e CSN
No 4T25, Usiminas e CSN reportaram resultados operacionais fracos, impactados pelos preços realizados mais baixos no aço e pressão de custos.
- Uniminas: registrou prejuízo líquido de R$ 2,9 bilhões em 2025, ante lucro líquido de R$ 3 milhões em 2024;
- CSN: o prejuízo líquido somou R$ 1,5 bilhão em 2025, -2% em relação ao acumulado de 2024.
Já no quesito de endividamento, Usiminas conseguiu reduzir para 0,22x o múltiplo Dívida líquida/Ebitda, em comparação com 0,81x no 4T24. Enquanto isso, a CSN viu o mesmo indicador aumentar de 3,1x para um patamar de 3,47x Dívida líquida/Ebitda.
Na visão de Hungria, os resultados das companhias reforçam a necessidade de medidas protecionistas. Segundo ele, deve haver avanços por parte do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), para reconhecer que em alguns produtos importados da China há indícios de dumping.
Ou seja, que empresas podem estar comercializando um produto por um preço abaixo do custo para eliminar o produto, sem ter margem para concorrer.
O mal desempenho das duas empresas, entretanto, difere do resultado da Gerdau. Segundo Hungria, isso acontece especialmente por um fator: “CSN e Usiminas não têm a diversificação geográfica da Gerdau”.
Gerdau: diversificação geográfica ‘segura o piano’ no balanço do 4T25
Em comparação com as concorrentes, Hungria destaca que o resultado da Gerdau no 4T25 foi melhor. No Brasil, as vendas totais da Gerdau cresceram +2,4% em relação ao 4T24. Mesmo com o aumento no volume, o cenário desafiador levou a receita a uma queda de -7,6%, para R$ 7,2 bilhões.
Por outro lado, a operação da América do Norte sustentou o resultado financeiro, impedindo de ter uma queda maior. Na região, os números de venda e receita saltaram 13,9% e 15,4% respectivamente.
Ainda com o “empurrãozinho”, a Gerdau encerrou o trimestre em prejuízo de -R$ 1,3 bilhão. “O resultado foi impactado por baixas contábeis de aproximadamente -R$ 2 bilhões, sem efeito caixa, refletindo o ambiente mais desafiador no Brasil. Ajustando esses efeitos, o lucro líquido total da Gerdau teria atingido R$ 670 milhões, estável na comparação com o 4T24”, explica Hungria.
Apesar da queda, o analista ressalta mais pontos positivos da empresa: “Entendemos que a Gerdau tem a melhor gestão e a melhor disciplina no setor. Gostamos do papel e vejo que está com um valuation barato”, afirma.
Mesmo com um ambiente ainda desafiador no Brasil, o analista enxerga que as ações da Gerdau continuam mostrando as vantagens de sua diversificação geográfica. Assim, GGBR4 segue como recomendação nas carteiras de dividendos e renda passiva da Empiricus Research.
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Dentro do setor de siderurgia, a Gerdau é o destaque na lista de indicações da Empiricus no momento. Além de resistir a cenários mais adversos, a companhia também apresenta uma boa perspectiva para distribuição de dividendos.
Por isso, ela está presente em duas das principais séries da casa: Double Income e Vacas Leiteiras, com foco em geração de renda extra e distribuição de proventos, respectivamente.
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