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Na noite de ontem (16), a Cyrela (CYRE3) divulgou a prévia de seus resultados operacionais do 4T25, com números discretos.
A companhia realizou 21 lançamentos no trimestre, totalizando um VGV de R$ 4,5 bilhões (R$ 3,3 bilhões na participação CBR), queda de 33% na comparação com o 4T24, período marcado por projetos de maior porte. No acumulado de 2025, os lançamentos somaram R$ 18,6 bilhões, alta de 43% em relação ao ano anterior.
Vendas da Cyrela diminuem o ritmo, mas VSO mantém patamar satisfatório
As vendas líquidas contratadas atingiram R$ 3,3 bilhões no trimestre (R$ 2,4 bilhões na %CBR), recuo de 32% na comparação anual. Apesar do menor ritmo de vendas, influenciado pela desaceleração no volume de lançamentos ao final do ano, a VSO permaneceu em patamar satisfatório, em torno de 38%.
No acumulado do ano, as vendas totalizaram R$ 13,2 bilhões, crescimento de 4% em relação a 2024. Em termos de mix, o segmento de alto padrão segue dominante, representando cerca de 48% das vendas em 2025. Ainda assim, merece destaque a participação dos projetos enquadrados no Minha Casa Minha Vida (MCMV), que responderam por mais de 30% das vendas líquidas do período.
Em síntese, a Cyrela apresentou um trimestre operacional sem destaques relevantes, em linha com um ambiente de demanda menos favorável para os segmentos de média e alta renda. Ainda assim, entendemos que a performance da companhia segue superior à dos pares, com a exposição ao MCMV oferecendo maior previsibilidade no curto prazo.
As ações da Cyrela negociam a múltiplos atrativos — P/B de 0,9x e P/E de 5,0x para 2026. Em um cenário construtivo para ativos de risco, CYRE3 tende a se posicionar como um veículo interessante para captura de valor.
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