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Investimentos

Eneva (ENEV3): O que muda para a tese com novas regras do MME sobre o leilão de capacidade?

Confira análise das novas exigências de contratação dos leilões de capacidade e como ficam as ações da Eneva.

Por Ruy Hungria

28 jan 2026, 14:56

Atualizado em 28 jan 2026, 14:56

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Nesta semana, o Ministério de Minas e Energia divulgou uma portaria normativa que altera as regras de contratação de transporte de gás para as térmicas interessadas em disputar o leilão de reserva de capacidade, previsto para acontecer em março.  

Mudanças nas regras de transporte de gás

Recapitulando, na versão anterior, o MME exigia que as térmicas dependentes de gasodutos de transporte tivessem contratos (ou pelo menos termos de compromissos) de suprimento de gás suficientes para abastecer a usina em sua capacidade máxima e de modo contínuo. 

Aquela portaria, divulgada em outubro de 2025, tinha o objetivo de garantir que a energia termelétrica vendida no leilão fosse efetivamente entregue quando o sistema precisasse, minimizando os riscos de desabastecimento. 

Indiretamente, essa obrigação também deveria ajudar a trazer maior racionalidade e lances menos agressivos para o certame, sendo inclusive um dos fatores que ajudou as ações da Eneva desde então. 

Na nova versão, divulgada nesta semana, o MME reduziu de 100% para 70% a obrigação de contratação, o que deve resultar em lances menos conservadores se comparados com a versão anterior.

Novas exigências não afetam a Eneva

Antes de mais nada, é importante lembrar que as exigências de contratação não afetam diretamente a Eneva, cujas usinas a gás são majoritariamente abastecidas pelas próprias reservas ou terminais de regaseificação, o que também se traduz em vantagens competitivas muito relevantes frente às usinas que dependem de gasodutos de transporte. 

Sendo assim, mesmo com um provável aumento da competitividade de outros empreendimentos por conta da nova versão da portaria, ainda vemos a Eneva muito bem posicionada para recontratar algumas de suas usinas importantes (como Parnaíbas 1 e 3, entre outras), com possibilidade inclusive de emplacar projetos greenfield e renovar suas usinas a carvão. 

Por 10x ev/ebitda e ótimas perspectivas com relação ao leilão, Eneva permanece na carteira.  

Bacharel em Física formado na Universidade de São Paulo (USP), possui MBA de Finanças na Fipe e iniciou a carreira no mercado financeiro em 2011, na própria Empiricus Research. Está à frente da série da casa focada em opções desde 2018, além de contribuir na elaboração e decisões de investimentos nas séries da Empiricus focadas em microcaps e dividendos, além de fazer o acompanhamento de companhias de diversos setores, com mais foco em Utilities e Oil & Gas. Desde o início de 2020 é colunista do portal Seu Dinheiro.