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Investimentos

Fim do home office? A volta ao presencial traz metrô lotado, trânsito e filas, mas também oferece oportunidades nos FIIs de lajes corporativas, diz analista

Segundo Caio Araujo, da Empiricus, alguns fundos imobiliários do setor de lajes corporativas apresentam descontos sobre o valor patrimonial de quase 40%

Por Maisa Leme

26 fev 2025, 15:47

Atualizado em 26 fev 2025, 15:47

fundos imobiliários investir em fiis faria lima

Imagem: iStock.com/Peshkova

83% dos CEOs imaginam que a volta completa ao modelo presencial deve acontecer até 2027, segundo a última edição da pesquisa KPMG CEO Outlook. Esse movimento é facilmente visto no cotidiano: metrô lotado, filas para pegar o ônibus e o trânsito nas ruas. 

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Caio Araujo, analista de fundos imobiliários da Empiricus Research, entende que há uma oportunidade com o “fim do home office” e a gradual demanda por escritórios. 

Fundos imobiliários de lajes corporativas pode se beneficiar com o ‘fim do home office’

A retomada do ambiente físico tem alterado as perspectivas para o mercado de fundos imobiliários de lajes corporativas, segundo Araujo. Isso acontece devido ao aumento de demanda por escritórios, e muitas vezes, sua expansão

O analista aponta que os dados mais recentes do setor corroboram com essa dinâmica:

“De acordo com relatório setorial do BTG, a cidade de São Paulo registrou a menor vacância [espaços vazios] dos últimos quatro anos, acompanhada pelo maior volume de absorção líquida desde 2005, início da série histórica calculada pela Buildings”.

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Mercado de Lajes Corporativas em São Paulo (A+)

Fonte: BTG Pactual e Buildings 

Além da perspectiva favorável, segmento foi o que apresentou maior queda no Ifix em 2024

Se o futuro parece auspicioso com a retomada do trabalho presencial, os preços das cotas também são convidativos. Dentre os principais segmentos de fundos imobiliários, o de escritório se destacou negativamente em 2024.

A performance média ponderada dos FIIs de lajes corporativas no IFIX foi de -14% no último ano. Segundo o analista, isso é refletido pela desconfiança dos investidores em relação ao setor. 

“Isso se deve, principalmente, pela sensibilidade desses ativos à economia e pelos cap rates mais baixos se comparado a outros segmentos. Além disso, uma taxa de juros maior impacta negativamente na revisão do valor justo dos ativos”, explica o analista. 

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Araujo acrescenta que o histórico pós-pandemia, com portfólios vagos e elevadas obrigações financeiras fizeram com que os investidores seguissem reticentes com os FIIs, principalmente ao considerar:

  • A imprevisibilidade sobre aluguéis;
  • A presença de fundos alavancados.
Fonte: Quantum Axis 

Fundos imobiliários de lajes corporativas negociam com até 40% de desconto

O analista destaca que os ativos mais líquidos do setor possuem um desconto sobre o valor patrimonial de quase 40%, além de um dividend yield atrativo de dois dígitos. Logo, para Araujo, é interessante que os investidores com horizonte de longo prazo e que tolerem risco dediquem uma pequena parte do portfólio ao segmento.

“Na minha visão, o atual cenário de desconfiança apresenta oportunidades razoáveis para o longo prazo. Os FIIs de escritórios estão sendo negociados com descontos significativos em relação a outros segmentos, oferecendo assimetrias pontuais”, afirma o especialista.

Com o cenário incerto em mente, Araujo indica que deve-se fazer uma seleção criteriosa para o investimento. “Entendo que fatores como qualidade e localização dos imóveis, histórico da gestão e nível de endividamento são primordiais para análise”. 

Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia em redação no site da Empiricus.