FoF SuperPrevidência: o melhor plano para nossa aposentadoria

Se você ainda não conhece a SuperPrevidência, é hora de conhecer. A solução definitiva para sua aposentadoria.

30 de maio de 2017. Ali nascia a previdência dos meus sonhos – uma composição equilibrada das melhores cabeças do mercado pensando a minha aposentadoria. Reuni a experiência e a paixão pelo mundo dos fundos e a conversa com os principais profissionais do mercado para construir o que faria sentido para mim e para minha família. Mas meu plano era muito mais ambicioso. Quando cheguei ao projeto final, pulei para a segunda etapa: permitir que o maior número possível de pessoas tivesse acesso ao mesmo sonho, de uma previdência ideal (eu imaginava uns 5 mil investidores, não os 15 mil atuais, mas essa é outra história).

Para colocar o plano de pé, recorri à seguradora mais utilizada pelos investidores de alto patrimônio: a Icatu (aqui a gente não aceita pouco, não).

O plano era dar escala ao sonho de uma previdência extremamente sofisticada, inspirada nos mais elevados padrões internacionais de alocação. Isso aqui mesmo, no Brasil, em que 93% do valor investido em previdência está em renda fixa e é aplicado para fazer qualquer pessoa, menos nós, ganhar dinheiro. Os VGBLs e PGBLs que estão por aí cobram taxas altíssimas, dignas de nos garantir uma aposentadoria fazendo tricô na cadeira de balanço. E eu sonhando em ser uma vovó que viaja, vai ao cinema, a restaurantes caros…

Ali nascia a SuperPrevidência. Era a realização do sonho de ter as melhores gestoras de recursos – Icatu Vanguarda, Capitânia, Adam, Verde, SPX, Ibiuna, Bogari, Athena, Vinci, Alaska – multiplicando o dinheiro de que vou precisar no futuro. Tudo isso com somente R$ 1 mil por mês. Ou um aporte único de R$ 10 mil.

O bicho cresceu muito mais do que eu, a Empiricus e a Icatu imaginávamos. Minha mãe diria que, quando fazemos algo com o coração, o alcance é impensável. A SuperPrevidência – SuperPrev, como chamam carinhosamente os leitores que nos acompanham há mais tempo – ultrapassou 15 mil participantes e R$ 500 milhões, segundo nos informou a Icatu.

Grandes conquistas, grandes responsabilidades: a preocupação com o alto nível da alocação teórica, pudemos garantir – mesmo em meio a um cenário tão conturbado, o retorno acumulado desde então é de 120,38% do CDI (com base no Quantum Axis, até 21 de outubro). No mercado, dificilmente conseguiríamos mais de 70% do referencial. E, o melhor, potencializados pelos benefícios tributários da previdência. Ficou muito difícil, entretanto, garantir uma boa experiência para tanta gente.

E quando decidimos ampliar o portfólio de sete para dez fundos, para incluir novos planos recém-nascidos? Foi um parto. Milhares de investidores convocados a fazer uma complexa portabilidade. Para manter a qualidade da SuperPrevidência, muitas outras operações do tipo seriam necessárias no futuro. E agora? A SuperPrev esbarrou nas dores do crescimento. Pedi ajuda para o Felipe Miranda, nosso estrategista, que você conhece bem: mestre em escalar sonhos.

Foi quando surgiu a Vitreo. E é essa história que eu quero te contar hoje: nossa luta por uma previdência de verdade ficou no passado.

Sim, bate gente na nossa porta todos os dias querendo oferecer produtos. Mas dessa vez era diferente: Patrick O’Grady, que conheço desde os tempos em que ele elevou o nível da XP Gestão a novos patamares, Paulo Lemann, da família de empresários mais admirada do país e, a cereja do bolo, George Wachsmann, o Jojo, ex-GPS, com um farto histórico em dar a famílias (até então de grandes fortunas) a melhor experiência de acúmulo de patrimônio – e a quem eu devo boa parte do que sei hoje de fundos de investimento.

Nada menos do que esse timaço queria dar vida à SuperPrevidência!

O Felipe liderou o processo para que isso se tornasse realidade.

O plano era transformar nosso bem-intencionado, porém desajeitado, amontoado de planos em um FoF, ou seja um fundo de fundos. Uma estrutura única, mais simples, amplamente usada nos serviços de private banking, mas muito pouco conhecida no varejo. É claro que nossos olhos brilharam. Um parceiro de confiança – era tudo de que a gente precisava.

Vitreo me deu uma garantia: que seria possível colocar o FoF de pé de tal forma que o investidor não tivesse qualquer custo a mais do que montando sozinho. Parece mágica? Vou te explicar direitinho como isso se tornou possível. O FoF da SuperPrevidência nasceu de fato – com o Bradesco como administrador e custodiante (quem diria!).

Ri esses dias ao me enxergar na história do Pinóquio, que minha mãe contava quando eu era criança. Me senti um pouco Gepetto: a SuperPrev nasceu como um boneco de madeira ainda desajeitado, emendado e de mentirinha – um amontoado de planos e não um plano único para a nossa previdência. E vira agora, nas mãos da Vitreo, um menino de verdade. Baita orgulho! É o que eu quero para mim, para minha família e é o que eu quero para você (epa, segura a lágrima).

Abaixo, conto para você exatamente como vai funcionar o FoF SuperPrevidência – o primeiro plano de previdência de alto nível para o varejo. E como você pode fazer parte dele já, tendo ou não aderido à SuperPrevidência desde a largada.

Confira abaixo também se você é elegível ao FoF. Para melhorar a sua experiência, a oferta está sendo feita em etapas. Se teve acesso a esta publicação hoje, sugiro que seja ágil.

Nosso plano de ação é simples. Vou responder às seis dúvidas que, posso apostar, estão na sua cabeça agora. Se já sabe a resposta de alguma delas, é só pular.

Por fim, vou ensinar você a contratar o FoF da SuperPrev – se você já me conhece, sabe que sempre pego na sua mão do começo ao fim. Então vamos lá: foco no seu sonho de aposentadoria.

1. O que é o FoF SuperPrevidência?

O FoF é um plano de previdência que investe em dez fundos, reproduzindo a carteira teórica da SuperPrevidência proposta por nossa equipe. Para que isso seja possível, a Vitreo adicionou uma camada a mais de qualidade ao nosso processo – agora, além da seleção quantitativa e qualitativa que já fazemos aqui para indicar um fundo a você, as gestoras e seus produtos precisam ser aprovados em um raio-X completo da equipe de profissionais da Vitreo.

Sim, tem nome bonito: VITREO FoF SUPERPREVIDÊNCIA ICATU FI MULTIMERCADO. E, sim, tem CNPJ próprio, como fundo que é: 30.521.533/0001-80.

Poderosa que a SuperPrev se tornou, agora como um FoF, ela tem acesso a produtos disponíveis apenas para investidores institucionais. A Vitreo encontrou os produtos equivalentes aos que já acessávamos nesse universo. Veja abaixo a lista com uma explicação resumida.

Mantivemos a alocação estrutural intocada. Ajustamos apenas os percentuais de alguns fundos quando necessário, pelo fato de podermos acessar agora produtos mais eficientes para a alocação. Exemplo: como FoF, a SuperPrev pode ter até 20% do patrimônio em um fundo restrito a investidores qualificados, ou seja, com mais de R$ 1 milhão em investimentos financeiros. Então (puro luxo!) você pode acessar fundos que investem 100% em ações, ou seja, não diluídos.

Bom dizer: o FoF SuperPrevidência pode ser embalado tanto em um PGBL quanto em um VGBL. Você que escolhe.

A DUPLA DE RENDA FIXA

✦ RENDA FIXA — Icatu Seg Vitreo Conservador FICFIRF (33,25%)

Começamos com uma boa parte do patrimônio em um fundo de renda fixa baunilha. O objetivo aqui é preservação de patrimônio. Baixa volatilidade, pelo menos 80% do patrimônio em títulos públicos, somados a uma pequena pitada de crédito privado com excelente classificação de risco.

Esse fundo investe na mesma estratégia da SuperPrevidência original, que é o Icatu Seg Conservador, porém, por ser um FoF, com uma vantagem: vamos pagar ainda menos. Antes pagávamos 0,70% investindo através do Icatu Seg FICFI Conservador RF. Agora a Vitreo, juntamente com a Icatu, montou um fundo de acesso à estratégia ainda mais barato, com taxa de 0,21% – o que, vou explicar melhor abaixo, ajudou a viabilizar o fundo de fundos.

✦ RENDA FIXA — Capitânia Multiprev Master FIRF Crédito Privado (25%)

Ainda estamos na renda fixa, o que nos faz somar 58,25% do patrimônio em fundos comportados, de baixa volatilidade. Isso não significa que não há risco, certo? Aqui, entramos no campo do risco de crédito. Você já está acostumado a esse risco por meio daquele CDB do banco ou, caso seja um investidor de mais longo prazo, das debêntures.

A diferença é que a Capitânia é uma gestora especializada em crédito (é como comprar brigadeiro na “brigaderia” em vez de no supermercado). A gestora nasceu em 2003, quando o Bank of America decidiu fechar o escritório no Brasil. Os executivos responsáveis pela tesouraria (área que investe o dinheiro do próprio banco) decidiram montar a própria casa, começando pela venda organizada dos ativos do banco. Aos poucos, a gestora ganhou a confiança de grandes alocadores de fortunas (você achava que eles investiam em crédito por meio do fundo DI do banco?).

O gestor do fundo e sócio da Capitânia, Arturo Profili, é bastante cuidadoso com a seleção de ativos de crédito, avaliando de perto a solvência das companhias e as garantias em caso de inadimplência.

Profili faz um mix: cerca de metade do patrimônio em crédito “papai e mamãe” — Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras Financeiras (LFs) de bancos grandes — e a outra metade em crédito estruturado, mais sofisticado, como debêntures (dívidas de empresas), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), que vão te recompensar de verdade pelo risco de crédito.

O QUARTETO DE MULTIMERCADOS

✦ MULTIMERCADOS – SPX Lancer Icatu Multiprev FICFIM (10%)

O ponto de partida para o SPX Lancer é a estratégia do Nimitz, o renomado multimercado da gestora carioca. Assim como o fundo-irmão, o Lancer investe em juros, ações, moedas e também no exterior.

Qual é a diferença? Por ser um produto de previdência, o Lancer tem que seguir as regras desse mercado, impostas pela Susep. Dentre elas, estão o impedimento de alavancar posições — o gestor não pode se posicionar para multiplicar o resultado de uma operação, seja ele de ganho, seja de perda — e o limite de 10% para alocar em fundo estrangeiro ou em ativo com exposição cambial.

Para orquestrar essa adaptação de estratégia, o maestro é Bruno Marangoni, desde 2014 na SPX. Antes disso, ele trabalhou no BTG Pactual, onde começou como trainee, em 2004, e foi por três anos gestor de moedas e renda fixa da JGP.

Cabe a ele reproduzir no Lancer tudo que for possível da estratégia do Nimitz e fazer adaptações quando necessário. Se Rogério Xavier, que comanda brilhantemente a equipe de gestão da SPX, estiver alavancado em títulos com vencimento próximo, por exemplo, dada uma alta convicção, Marangoni pode optar por comprar títulos com vencimento um pouco mais distante para se apropriar melhor do ganho.

Um dos charmes da SPX é ter explorado além-mar, ao abrir um escritório em Londres, de onde a equipe acompanha o mundo mais de perto. Foi por isso que a gestora carioca montou um fundo de investimento no exterior, no qual o Lancer vai investir 10% de seu patrimônio, algo bastante sofisticado para a indústria de previdência brasileira.

✦ MULTIMERCADOS – Ibiuna Previdência Icatu FIFE FIM (7%)

A Ibiuna foi uma das primeiras gestoras de multimercados independentes a ter sua versão para a previdência. É comandada pelos ex-diretores de política monetária do Banco Central, Mario Torós e Rodrigo Azevedo. A expertise deles em juros e câmbio é complementada pela de André Lion, ex-Itaú e ex-BRZ, em renda variável.

✦ MULTIMERCADOS – Verde AM Previdência I FIC FIM Previdenciário (7%)

O fundo é da Verde Asset, que tem no comando Luis Stuhlberger, reconhecidamente o melhor gestor brasileiro, como diretor de investimentos. Infelizmente não replica o fundo original, mas conta com uma equipe de análise de cenário econômico, juros e câmbio que você certamente não vai encontrar na previdência do banco. Aqui, a carteira é orquestrada pelo estrategista do fundo Verde, Luiz Parreiras.

✦ MULTIMERCADOS — Adam Icatu Prev 1 FIC FIM (7%)

Este é o fundo mais arrojado do trio de multimercados. É a previdência do próprio Márcio Appel, que ele decidiu abrir para nós, mortais. Depois de estar à frente por sete anos do Galileo — fundo do Safra que tem um dos históricos mais consistentes do universo dos multimercados —, Appel criou a própria gestora, a Adam.

Reforço a volatilidade, cuja meta está entre os dois outros produtos da casa, o Adam Macro e o Adam Advanced (este, no caso, nitroglicerina pura). A Adam (e eu também) condena produtos medíocres, que não tomam risco direito e entregam retornos medianos. Isso significa que pode haver dias de prejuízo.

Quero que você tenha o pé no risco, mas não que se assuste. De qualquer forma, nunca é demais lembrar: o retorno vai balançar.

O QUARTETO DE AÇÕES

Agora entramos naquele campo em que sua previdência talvez nunca tenha estado: o da renda variável. E chegamos com toda a cautela: com 10,75% do portfólio, sendo que boa parte desses fundos têm, até por limites da regulação, uma boa parte do patrimônio em renda fixa. Ou seja, a parcela em Bolsa tende a ficar mais perto de 7%, além da parcela que os multimercados acima dedicam a renda variável.

Alguns dos produtos deste grupo são classificados como multimercados, mas opto por chamá-los aqui de fundos de ações, porque essa é a maior vocação deles – a parcela em renda fixa, quando há, presta-se a obedecer aos limites da regulação.

A carteira da Vinci é mais próxima de um multimercados, com 49% em Bolsa e o restante em uma gestão ativa de renda fixa indexada à inflação. Ainda assim, como escolhemos a casa por sua expertise em Bolsa e por sua grande parcela em ações, vamos incluí-la abaixo no quarteto de ações.

✦ AÇÕES — Bogari Value Icatu Prev FIM FIFE (5%)

Quando comecei a acompanhar o mercado de fundos, perguntei a vários alocadores de fortunas — que cuidam do patrimônio de famílias muito ricas — em que fundos eles investiriam o dinheiro dos seus filhos para o longo prazo. A lista da maior parte deles tinha a gestora carioca, focada em ações, Bogari — a Lindt faz chocolate, a Nespresso faz café, a Bogari faz um único fundo de ação.

O sócio-fundador, Flavio Sznajder, nunca gostou do marketing nem paga comissões pela distribuição de seu fundo de ações. Por isso, você não deve ter ouvido falar muito da casa. O investidor bem informado vai atrás desse tesouro (que foi, inclusive, meu primeiro fundo de ações).

Engenheiro, Sznajder usa a experiência corporativa pregressa, como diretor da área de investimentos da AG Telecom por sete anos, para tomar decisões em Bolsa como se estivesse comprando uma empresa de fato, e não simplesmente um ativo. Conhece os processos e os detalhes íntimos das companhias: prefere as médias, segundo ele mais fáceis de entender.

Tudo começou com um clube de investimento em ações e o desejo de investir o patrimônio dele próprio, da mulher e do filho. E virou a potência que é hoje a Bogari, com R$ 1,3 bilhão sob gestão.

✦ AÇÕES — Vinci Equilíbrio Icatu Previdência FIFE Master FIM (2,5%)

Vamos ao fundo de ações da gestora Vinci. A carteira é um belo mix de preservação de poder de compra no longo prazo (mas que, no curto, pode chacoalhar bastante): 60% ou mais em títulos públicos, inclusive indexados à inflação, e até 40% em ações.

Na Bolsa, a Vinci procura por empresas consolidadas, boas pagadoras de dividendos, sua expertise. É bom lembrar que esse tipo de empresa, com frequência, tem contratos reajustados pela inflação, um trunfo a mais para sua previdência.

✦ AÇÕES — Athena Icatu FIA Previdenciário FIFE  (1,75%)

A gestora permanece na carteira, porém agora com um fundo mais concentrado em Bolsa — 100% em ações — e, como tal, de menor tamanho.

A casa carioca foi fundada em 2013 por André Vainer, depois de ele ter criado a área de renda variável da XP Gestão, com passagem pelo Banco Pactual e pela GAP Asset.

Os 100% em Bolsa seguirão exatamente a mesma estratégia que vigorou até então. A gestora estuda a empresa profundamente e compra a ação para carregar por bastante tempo — nada de comprar ou vender porque o cenário econômico de curto prazo parece desfavorável ou porque o ciclo econômico não é ideal para a companhia. No período de seleção, o foco é em negócios bons a ponto de gerar retornos seja qual for o cenário. A mudança de posição depende somente da situação da empresa e do preço da ação.

✦ AÇÕES — Alaska Black Icatu Prev FIFE FIM  (1,5%)

Esta é a pitada de pimenta do nosso portfólio — em pequena dose, é uma delícia! Vou contar a você a história deste veterano da Bolsa.

Luiz Alves Paes de Barros foi por muito tempo um mito para mim — um dos maiores investidores individuais da Bolsa brasileira, com mais de R$ 2 bilhões próprios em ações locais. Acompanhar o desempenho do Poland — fundo exclusivo do gestor — sempre foi uma diversão. Ele rende 1.452 pontos percentuais de excesso de retorno sobre o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira, desde que foi criado, em 2003 (isso sem contar com os dividendos que sempre distribuiu).

Em 2015, o gestor decidiu se juntar a Henrique Bredda e Ney Miyamoto para montar um fundo aberto ao investidor, por meio do qual investe em suas melhores ideias em Bolsa. A Alaska casou a experiência e a intuição de Luiz Alves com os modelos de análise de Bredda e Miyamoto. É dessa estratégia que nasceu o fundo de previdência da Alaska. A carteira tem 70% em Bolsa e os 30% restantes em títulos públicos pós-fixados.

O charme da seleção de ações da casa é que ela é bastante descorrelacionada com o restante do mercado. Luiz Alves e equipe vão atrás das grandes oportunidades esquecidas, que parecem muito ruins ao restante do mercado. Assim, ele busca valorizações expressivas — como aconteceu recentemente com Magazine Luiza —, mas também está sujeito a prejuízos no curto prazo.

2. Quais são as vantagens do FoF?

As vantagens de ter a SuperPrevidência em vez de ter um único fundo de previdência, como o do banco, o Verde ou o SPX, são óbvias: você não vai concentrar seu patrimônio inteiro da aposentadoria em uma única cabeça, não é? Por melhor que seja um gestor, ele é humano. E pode errar. E também é internacionalmente reconhecido que ir além da renda fixa é muito importante para obter retornos satisfatórios no longo prazo.

E quais são as vantagens de investir no FoF em relação a contratar os fundos avulsos? São tantas que não sei nem por onde começar. Abaixo, algumas (poderia ocupar umas três páginas mais, mas você ia se cansar):

  • O FoF vai perseguir permanentemente o respeito à alocação original, o que é praticamente impossível quando você investe nos fundos sozinho. Se os fundos de Bolsa subiram demais e se tornaram um percentual alto do portfólio, por exemplo, o próprio gestor do FoF vai ajustar isso, realocando o excesso nos demais fundos da carteira. A disciplina de respeitar a alocação original é um dos principais segredos de um portfólio bem-sucedido.
  • Se surgir um fundo de previdência novo de alto nível, como aconteceu com o SPX no começo do ano, você não vai precisar fazer uma portabilidade trabalhosa para entrar nele. Ele vai entrar no seu FoF assim que for aprovado pela nossa avaliação e validado pela equipe da Vitreo.
  • A experiência de contratação, pagamento e declaração de imposto de renda é muito mais simples e clara: você só vai ter um plano, não dez.
  • O FoF pode investir até 20% do patrimônio em fundos para qualificados, o que me permite avaliar para a carteira teórica produtos mais sofisticados, hoje acessíveis somente a clientes de alto patrimônio, como os que investem 100% em Bolsa.
  • O FoF pode investir uma pequena parte do patrimônio em ativos avulsos, não de previdência. Isso abre portas para que, no futuro, nós dediquemos uma parte do patrimônio a um ETF, por exemplo (quem sabe o do S&P, da Bolsa americana?).
  • Ao contrário dos fundos avulsos, o FoF tem cota própria, permitindo a você ter acesso à rentabilidade diária do portfólio, divulgada na CVM. Mais transparente, impossível!
  • Com o patrimônio concentrado no FoF baseado em nossa carteira teórica, aumentamos nosso poder de barganha para convencer novos gestores de alto nível a criar produtos de previdência. Isso vai nos ajudar a melhorar consideravelmente a alocação, acrescentando, por exemplo, mais alocação no exterior ou gestores de Bolsa que até o momento não têm produtos de previdência.

3. Por que você não vai pagar nada a mais por essas vantagens (ou seja, por que o custo do FoF é o mesmo de montar sozinho)?

O FoF tem uma taxa de administração de 0,6%, que remunera a Vitreo e a Icatu pela inteligência da alocação em fundos e por garantir uma boa experiência na contratação. A boa notícia é: não é você que vai pagar por ela. Você não vai ter qualquer custo adicional em relação a montar a carteira sozinho.

Como isso foi possível? Por ser um FoF, a nova SuperPrevidência acessa fundos mais baratos dos gestores selecionados, já com os descontos das comissões que pagam aos distribuidores, ou seja, o rebate. Esse diferencial, mais o do acesso a um fundo de renda fixa mais barato, vai viabilizar a mágica.

Isso significa que, se você comparar o retorno do FoF com o dos fundos avulsos no longo prazo, ele deve ser idêntico. Digo no longo prazo porque pode haver algum descasamento no curto prazo entre as comissões e a taxa do FoF, de tal forma que você arque com um pedaço pequeno desse 0,6% – menos do que 0,1 ponto percentual com certeza – por curtos períodos. Muito pouco perto dos benefícios de ter o FoF, que listamos acima.

E, seja qual for o fundo em que o FoF invista, a remuneração da gestora é exatamente a mesma: 0,6%. Ou seja, não há qualquer conflito envolvido no processo. Não inventamos esse modelo: ele é o mais usado nos gestores de grandes fortunas não ligados a banco. É o modelo que permite ter certeza de que a alocação é a melhor para você e não para o gestor.

Para viabilizar essa parceria e sua melhor experiência, a Vitreo fechou um contrato publicitário com a Empiricus, que não envolve nenhum custo adicional para você.

4. Quanto preciso ter para investir?

Você tem três formas de acessar o FoF da SuperPrevidência, exatamente como funcionava para a SuperPrevidência. Opte por uma delas:

  1. Contribuição mensal de R$ 1 mil (com direito a aportes esporádicos de maior valor se você desejar). É só programar débito automático na sua conta do banco.
  2. Aporte único de R$ 10 mil: é possível garantir seu acesso ao FoF da SuperPrevidência assim, mas é claro que esse único investimento não vai construir uma aposentadoria decente. O ideal é que você consiga fazer outros aportes. Se for fazê-los, é preciso respeitar o mínimo de R$ 1 mil.
  3. Portabilidade de no mínimo R$ 10 mil: se você já tem uma previdência ruim, pode pedir a portabilidade para o FoF SuperPrevidência. Se o valor acumulado na sua previdência antiga for inferior a R$ 10 mil, você pode aportar a diferença. Lembre-se de que somente é possível portar de um VGBL para um VGBL e de um PGBL para um PGBL. Nunca de um para o outro.
  4. Se você já tem a SuperPrevidência, é só informar à Vitreo que quer fazer a portabilidade para o FoF SuperPrevidência. No processo, que é todo digital, você vai informar a conta para débito automático se quiser continuar fazendo aportes.

5. A SuperPrevidência é para mim?

Qualquer pessoa pode contratar o FoF da SuperPrevidência. Para que você aproveite o plano da melhor forma possível, entretanto, o ideal é que…

  • … você tenha pelo menos dez anos de contribuição pela frente. O motivo: queremos que todos os seus saques sejam feitos à menor alíquota do mundo dos fundos tributados, de 10%. E, aí, quem manda é o Leão. O imposto somente chega a esse patamar depois de dez anos de contribuição. Se você precisasse sacar em até dois anos, por exemplo, o imposto seria punitivo, de 35%. Isso vale se você optar pela tabela regressiva de imposto de renda (a progressiva costuma fazer sentido para quem vai ter uma renda baixa na aposentadoria, o que não é nosso caso, não é mesmo?).
  • … você suporte volatilidade. A maior parte das pessoas não vai conseguir acumular o patrimônio necessário para uma aposentadoria decente porque não aproveita o poder da diversificação. Um portfólio para longo prazo — principalmente em tempos de juros mais baixos — tende a se beneficiar muito da alocação em diferentes ativos. O fato de investir em Bolsa, moedas e estratégias sofisticadas de juros, entretanto, acarretará volatilidade. Haverá meses negativos, de prejuízos mesmo. Essa é a diferença de não investir somente em renda fixa. Vamos correr mais risco em busca de mais retorno. Se você aguenta a volatilidade de curto prazo em prol de mais ganhos no longo, a SuperPrev é para você.

6. Se eu já tenho a SuperPrevidência, como faço para investir no FoF?

Você precisará fazer a última portabilidade da sua vida: dos dez planos da SuperPrev para um único: o FoF SuperPrevidência. A boa notícia é que a Vitreopromete a melhor experiência possível nesse processo! Qualquer problema, você me avise, por favor, que vou bater lá na porta deles, combinado?

Se você seguia a carteira da SuperPrev à risca, de forma geral, nem vai precisar preencher todos aqueles certificados. Vai ser rapidinho. Se você fez alguma mudança na alocação original (o que sempre desaconselhamos, porque a carteira é superequilibrada) é muito provável que tenha que preencher os números dos certificados anteriores. Mas nada demais também: você mata rapidinho. Em alguns casos, mesmo uma carteira diferente será preenchida automaticamente.

E uma boa notícia: se você ficou com preguiça de migrar dos sete planos originais para dez, quando fizemos essa sugestão, não tem problema. A portabilidade também deverá ser facilitada, sem a necessidade de preencher todos os certificados. Ou seja, se você seguiu religiosamente qualquer um dos dois portfólios de previdência sugeridos nesta série, sua vida deve ficar bem fácil na migração para o FoF. Se não fez isso, deverá haver uma etapa a mais – até porque não temos como saber o que realmente você quer migrar e o que prefere deixar de fora – mas nada muito difícil também, tudo online.

Peço somente um pouco de paciência a você neste processo. Dar escala a produtos sofisticados é sempre mais difícil, mas nossos amigos da Icatu e da Vitreo nos disseram que vão ficar atentos a cada problema para ajustar no menor tempo possível.

Se você contratou pela Guide, Órama ou Genial, a princípio poderá fazer a portabilidade para o FoF da Vitreo normalmente ou, se preferir manter a previdência nessas corretoras, pode também. A Genial e Órama já nos avisaram que está tudo certo por lá.

A sua pergunta agora na certa é: a Vitreo é uma corretora? Não. Ela é uma gestora que pode distribuir os próprios fundos: algo ainda raro no mercado brasileiro, mas que ajuda a reduzir o número de intermediários, favorecendo o investidor.

Bom dizer que você pode manter os fundos da SuperPrevidência avulsos, exatamente como já contratou, se preferir. A partir de agora, entretanto, vamos passar a acompanhar de perto, aqui na Empiricus, a carteira do FoF. Inicialmente, ela é muito parecida com a original, mas, com o tempo, tende a se diferenciar pelo acesso a produtos mais interessantes, que já comentamos aqui.

Entendi, entendi! Como eu faço para investir?

É só entrar no site https://superprevidencia.vitreo.com.br/superprevidencia. Você vai se deparar com uma tela exatamente igual a que está abaixo. Aí é autoexplicativo. Só seguir o processo bonitinho. Se achar mais fácil, você também pode clicar na imagem abaixo:

Importante dizer que o preenchimento automático de seus certificados na Vitreo depende de a Icatu repassar suas informações de origem. Se isso não acontecer, talvez você tenha que fazê-lo manualmente. Mas a Vitreo trabalhou no sistema para te ajudar com essa tarefa.

Um anexo: PGBL ou VGBL? Tributação progressiva ou regressiva?

Você vai precisar escolher entre um VGBL e um PGBL. Veja, em primeiro lugar, se um PGBL é interessante para a sua situação. Se não, contribua para um VGBL:

  • PGBL — Ideal para quem faz declaração completa de Imposto de Renda. Da mesma forma que você deduz despesas médicas e hospitalares (para não pagar imposto sobre a renda que dedicou a elas), pode fazê-lo com o dinheiro investido na previdência via um PGBL. Isso só é possível, entretanto, se você colocar em um plano desse tipo até 12% da sua renda bruta tributável. Dessa forma, você vai postergar esse Imposto de Renda para quando for resgatar o dinheiro da previdência — a uma alíquota menor se você escolher a tributação ideal para seu caso.
  • VGBL — Ideal para quem faz declaração simplificada de Imposto de Renda. Em caso de resgate, lá na frente, o IR pago é referente aos ganhos.

Depois de escolhido o modelo, você deve escolher o regime de tributação:

  • Tabela regressiva — Regime sugerido por nós, considerando que você vai ficar mais de dez anos no plano (quando a alíquota chega a 10%) e que terá uma renda expressiva na aposentadoria (o que torna a tabela progressiva desinteressante). É bom dizer que você não perde o histórico da tabela ao realizar uma portabilidade.
Período decorrido após aporte Alíquota
Até 2 anos 35%
2 a 4 anos 30%
4 a 6 anos 25%
6 a 8 anos 20%
8 a 10 anos 15%
acima de 10 anos 10%

 

  • Tabela progressiva — Vale a pena somente nos casos de renda baixa na aposentadoria — de até R$ 2.826 mensais pela tabela atual (queremos mais para você!). Isso porque, nesse caso, o imposto será inferior a 10%. Se sua renda for maior, a regressiva faz mais sentido — pela tabela progressiva, o imposto pode chegar a 27,5%.
Resgate no ano para cada alíquota (2018, ano base 2017) Alíquota
Até R$ 22.847,76 0% (15% na fonte, com restituição dos 15% no IR)
De R$ 22.847,77 até R$ 33.919,80 7,5% (15% na fonte, com restituição de 7,5% dos 15% no IR)
De R$ 33.919,81 até R$ 45.012,60 15% (direto na fonte)
De R$ 45.012,61 até R$ 55.976,16 22,5% (15% na fonte mais 7,5% na declaração de IR)
Acima de R$ 55.976,17 27,5% (15% na fonte mais 12,5% na declaração de IR)

 

Você pode mudar o regime tributário da sua previdência a qualquer momento, mas só se for de progressivo para regressivo. O contrário não é permitido.

Sobre a idade de aposentadoria, você pode estimá-la (talvez não tenha ideia disso agora) — e será possível mudá-la a qualquer momento.

Se você já entendeu tudo e o FoF está de acordo com seu perfil, sugiro que não demore para contratar. Dividimos os assinantes em grupos para que não haja demanda simultânea excessiva, mas, se acontecer, podemos ser obrigados a fechar o FoF por algum período – como estamos acostumados a fazer com a SuperPrevidência.

 

Um abraço!

Luciana Seabra

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