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Investimentos

Gerdau (GGBR4): América do Norte ‘carrega piano’ no 4T25 e mostra vantagens da diversificação geográfica; confira análise

O resultado da Gerdau (GGBR4) no quarto trimestre veio dentro das expectativas, com operação do Brasil puxando números para baixo.

Por Ruy Hungria

24 fev 2026, 10:55

Atualizado em 24 fev 2026, 10:55

Gerdau (GGBR4)

Imagem: Divulgação/Facebook Gerdau

A Gerdau (GGBR4) apresentou resultados em linha com as expectativas do mercado, com a América do Norte mais uma vez como o destaque positivo.

No Brasil, as vendas totais da Gerdau cresceram +2,4% vs 4T24, que representava uma base de comparação fraca. Mesmo com o aumento no volume, a receita recuou -7,6%, para R$ 7,2 bilhões, reflexo do ambiente interno ainda desafiador por conta das importações. Algumas paradas para manutenções ajudaram a elevar os custos por tonelada, e esses fatores fizeram o ebitda da operação local desabar -64%, para R$ 509 milhões e a margem cair para apenas 7,1% (ante 18,5% no 4T24).

Os resultados da operação brasileira apenas reforçam a necessidade de medidas protecionistas. Felizmente, as últimas sinalizações têm sido positivas, com a elevação tarifária de mais nove tipos de aço, dois deles sendo comercializados pela Gerdau, e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) reconhecendo indícios de dumping em alguns produtos importados da China.

América do Norte segue carregando o piano da Gerdau

Na América do Norte, por outro lado, os resultados superaram as expectativas otimistas, com as tarifas e demanda resiliente. O volume de vendas e a receita saltaram +13,9% e +15,4%, respectivamente. Além do aumento das vendas, o ótimo controle de custos permitiu o ebitda da operação atingir R$ 1,8 bilhão, aumento expressivo de 125% vs 4T24 e margem de 21,1%.

Na divisão América do Sul, menos relevante para os resultados, o ebitda recuou -23,3%, para R$ 174 milhões, refletindo piores preços parcialmente compensados por maior volume de vendas e controle de gastos.

No consolidado, o ebitda ajustado ficou praticamente estável, em R$ 2,4 bilhões, em linha com as estimativas, com os maiores volumes na América do Norte sendo compensados por menores volumes e preços nas outras regiões.

Além dos resultados da América do Norte, outro destaque positivo foi o Fluxo de Caixa Livre de R$ 1,4 bilhão, ante R$ 427 milhões no 4T24, ajudado por uma expressiva redução nos estoques e no capex. O trimestre terminou com endividamento de 0,76x dívida líquida/ebitda, praticamente estável na comparação trimestral.

Ainda vale a pena investir em Gerdau?

Por fim, a Gerdau apresentou um prejuízo na linha final, de -R$ 1,3 bilhão, impactado por baixas contábeis de aproximadamente -R$ 2 bilhões, sem efeito caixa, refletindo o ambiente mais desafiador no Brasil. Ajustando esses efeitos, o lucro líquido teria atingido R$ 670 milhões, estável na comparação com o 4T24.

Apesar do ambiente extremamente desafiador no Brasil, a Gerdau segue mostrando as vantagens de sua diversificação geográfica. Por 4,4x valor da firma/ebitda, os papéis seguem entre as recomendações da Empiricus Research.

Bacharel em Física formado na Universidade de São Paulo (USP), possui MBA de Finanças na Fipe e iniciou a carreira no mercado financeiro em 2011, na própria Empiricus Research. Está à frente da série da casa focada em opções desde 2018, além de contribuir na elaboração e decisões de investimentos nas séries da Empiricus focadas em microcaps e dividendos, além de fazer o acompanhamento de companhias de diversos setores, com mais foco em Utilities e Oil & Gas. Desde o início de 2020 é colunista do portal Seu Dinheiro.