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Nesta terça-feira, o Conselho do FGTS aprovou uma nova rodada de ajustes no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), com aumento dos limites de renda em todas as faixas, além da elevação do teto dos imóveis nas Faixas 3 e 4.
Em resumo, os limites de renda foram elevados para R$ 3.200 na Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida (+12%), R$ 5.000 na Faixa 2 (+6%), R$ 9.600 na Faixa 3 (+12%) e R$ 13.000 na Faixa 4 (+8%). O valor máximo dos imóveis foi ampliado para até R$ 400 mil na Faixa 3 (+14%) e até R$ 600 mil na Faixa 4 (+20%).
Está previsto um aumento de R$ 500 milhões nos subsídios (para cerca de R$ 13 bilhões), além da possibilidade de uso mais amplo do Fundo Social, que poderá financiar também a Faixa 4 a partir do segundo semestre de 2026.
Como mudanças do Minha Casa, Minha Vida podem impactar as vendas de imóveis?
A expectativa é de impacto positivo nas vendas do setor. Com mais famílias elegíveis e maior capacidade de financiamento, a tendência é de continuidade da demanda por imóveis e, consequentemente, as construtoras podem dar andamento ao forte ritmo de lançamentos dos últimos períodos.
De modo geral, as mudanças já eram antecipadas pelo mercado, mas reforçam uma leitura positiva para o setor de habitação popular.
O cenário é favorável para construtoras com maior exposição ao segmento de baixa renda, que se beneficiam diretamente do aumento do público atendido, e para aquelas com atuação nas faixas intermediárias, onde o ganho de poder de compra foi relevante.
Entre as nossas preferências, destacamos o efeito positivo para a Direcional (DIRR3), que está bem posicionada nessas frentes e oferece ponto de entrada interessante após correção recente nas ações.
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