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A Vale (VALE3) divulgou resultados operacionais do 4T25 acima das expectativas (já elevadas) do mercado, com grande destaque positivo para a divisão de metais básicos e para a forte geração de caixa.
Receitas da Vale por segmento
Na divisão de Minério de Ferro, a receita líquida da Vale aumentou +3%, para US$ 8,4 bilhões, ajudada por maiores volumes de vendas e preços mais altos de finos, parcialmente compensados por menores volumes e preços de pelotas, que seguem com demanda mais fraca pelas condições de mercado. Por outro lado, os custos do trimestre acabaram sendo pressionados pela valorização do real e algumas paradas para manutenção, especialmente no Sistema Norte.
Com isso, o ebitda da divisão mais importante da Vale ficou em US$ 3,97 bilhões, praticamente estável na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.
Na Vale Base Metals (VBM) o desempenho foi forte, ajudado principalmente pela alta de preços, mas também por melhores volumes e custos. O ebitda do segmento de Cobre dobrou, para US$ 1 bilhão, empurrado pela alta de 20% dos preços e de 9% do volume vendido.
Na divisão de Níquel, que tem enfrentado maiores dificuldades, o ebitda saltou de US$ 55 milhões para US$ 358 milhões, também ajudado por preços e volumes melhores, após uma série de investimentos em melhoria de produtividade.
No consolidado, o ebitda da Vale atingiu US$ 4,8 bilhões, alta de 17%, acima das estimativas do mercado. Esse desempenho operacional positivo combinado com menores despesas financeiras contribuíram para a companhia entregar um fluxo de caixa livre recorrente de US$ 1,7 bilhão, praticamente o dobro do 4T24, o que também ajudou a reduzir a dívida líquida expandida de US$ 16,6 bilhões no 3T25 para US$ 15,6 bilhões no fechamento de 2025.
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Vale marca prejuízo de US$ 3,8 bilhões: devo investir?
Apesar desse ótimo desempenho operacional, o resultado final foi afetado por uma revisão para baixo no valor dos ativos de níquel (-US$ 3,5 bilhões) e impacto de mais -US$ 2,8 bilhões decorrentes de baixa de imposto diferido.
Com esses efeitos, a linha final marcou um prejuízo de -US$ 3,8 bilhões. Desconsiderando os itens não recorrentes, o lucro líquido teria atingido US$ 1,4 bilhão, alta de 68% frente ao 4T24.
Ao longo dos últimos trimestres, a Vale tem conseguido entregar evolução consistente de resultados, ajudados por melhora operacional, ajustes na estratégia comercial e alta nos preços de metais, que mais do que justificam o re-rating que estamos observando nos papéis.
Por apenas 5,2x valor da firma/ebitda, as ações da Vale seguem como recomendação de compra na série Vacas Leiteiras.