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A Priner (PRNR3) divulgou a prévia operacional do 4T25, com ótimo crescimento tanto na comparação anual como trimestral. A Receita Bruta alcançou R$ 524,5 milhões, alta de +33% e +15% frente ao 3T25 e 4T25, respectivamente.
Vale a pena mencionar que este foi o primeiro trimestre a contabilizar a participação da Semep nos resultados, o que explica boa parte dessa evolução. Além do acréscimo na receita, a Semep também tem margens melhores, o que deve puxar para cima a margem ebitda consolidada da Priner. Um indício dessa dinâmica já pode ser visualizada no indicador de receita por colaborador mostrado na prévia, que saiu de R$ 62 mil no 3T25 para R$ 65,8 mil no 4T25.
O crescimento de duplo dígito da Receita é obviamente um bom sinal, especialmente depois de alguns trimestres de top line afetado pelo atraso de alguns contratos e postergação de licitações.
Destaque do 4T25 vai para grandes contratos conquistados: vale, Raízen, Usiminas e mais
No entanto, o grande destaque da prévia foi o volume de novos contratos conquistados no 4T25, que somaram R$ 1,27 bilhão, muito acima dos níveis históricos (a média trimestral dos doze meses anteriores era de R$ 436 milhões). A lista inclui clientes muito relevantes como Anglo American, Raízen, Vale, Usiminas, Suvinil, entre outros.
Os dados de receita e, principalmente, adição de novos contratos confirmam o discurso da gestão de que o 3T25 muito provavelmente foi um ponto de inflexão para a Priner, e que a partir do 4T25 deve se aproveitar tanto dos resultados da Semep como também da retomada de licitações no segmento de montagem industrial.
Por cerca de 4x ebitda esperado para 2026 e boas perspectivas de crescimento de receita e margens, Priner segue na carteira.