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Crypto Pulse

Criptomoedas: como lucrar em qualquer cenário de mercado

Após semanas operando comprimido na região dos US$ 68 mil, o Bitcoin testa as proximidades dos US$ 72 mil com o anúncio do cessar-fogo no Oriente Médio

Por Luis Kuniyoshi

12 abr 2026, 13:00

criptomoedas bull bitcoin

Imagem: iStock/ narvo vexar

Depois de cinco semanas de conflito entre ameaças e recuos, chegou o anúncio que o mercado aguardava. Na última terça-feira, Donald Trump declarou pelas redes sociais um cessar-fogo entre os EUA e o Irã, mediado por Paquistão e China. O Estreito de Ormuz, a passagem por onde circula cerca de um quinto de todo o petróleo do mundo, seria reaberto.

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Ainda que frágil, o mercado recebeu a notícia com otimismo. Bolsas americanas subiram, criptoativos foram junto, o petróleo e o dólar recuaram. O acordo tem asteriscos — horas depois, Israel atacou o Líbano em larga escala, o Hezbollah respondeu e o Irã acusou violação — mas ainda assim sinaliza um caminho, ainda que tortuoso, rumo à normalização.

Nesta edição, destrinchamos o que esse cessar-fogo significa para os ativos de risco, como está se refletindo no regime macro e encerramos com o que importa para o portfólio neste momento: como gerar retorno quando o mercado não escolhe uma direção.

De olho nos últimos acontecimentos

Após semanas operando comprimido na região dos US$ 68 mil, o Bitcoin testa as proximidades dos US$ 72 mil com o anúncio do cessar-fogo.

O nível dos US$ 68 mil segue como o principal ponto de referência técnica no curto prazo. Enquanto o BTC se mantiver acima dessa faixa, o viés é de recuperação. O que torna o momento mais complexo é que o próximo gatilho não está no gráfico, está nos desdobramentos do acordo.

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Fonte: Empiricus Cripto

O gráfico combina três elementos: a evolução recente do preço, um cone de volatilidade baseado nos últimos 30 dias, que projeta as faixas prováveis de negociação no curto prazo, e o perfil de mercado, que mostra onde houve maior concentração de volume, indicando os níveis de suporte e resistência mais relevantes.

O que chama atenção é a baixa densidade de volume entre os US$ 68 mil e a faixa dos US$ 80 mil. Isso significa menos resistência intermediária e, na prática, potencial para deslocamentos mais rápidos de preço nessa direção, caso o cenário externo seja mantido. Ou seja, do lado técnico, um leve viés de alta.

Análise macro

O ponto de partida é entender em qual regime os ativos estão operando. A inflação atual não é consequência de demanda aquecida, é um choque de oferta vindo da energia. Petróleo caro por conta do conflito encarece custos, pressiona a inflação de curto prazo e tira o Federal Reserve da jogada: sem espaço para cortar juros, o banco central mantém a postura dura.

Os dados de inflação de março, divulgados na sexta-feira (10/04), ilustram bem essa tensão. A inflação cheia, que inclui energia e alimentos, acelerou de forma expressiva, refletindo diretamente o choque do petróleo. Já o núcleo da inflação, o core, que exclui esses componentes voláteis e mede se o choque está se espalhando para salários e serviços, veio mais comportado do que o esperado. Por ora, o fogo ficou contido. Mas um mês não é tendência, os próximos releases vão dizer se isso se sustenta ou se os custos de energia começam a migrar para o resto da economia.

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Do lado do crescimento, os sinais recentes apontam para resiliência. O mercado de trabalho surpreendeu positivamente, e os spreads de crédito, a diferença entre os juros que empresas pagam para se financiar e os títulos do governo, usada como termômetro da saúde financeira do setor privado, voltaram a cair. Quando os spreads recuam, o mercado está sinalizando que não vê risco sistêmico no horizonte, nos afastando do cenário de estagflação. A leitura mais precisa é de desaceleração sem ruptura.

Esse ambiente quebra uma das correlações mais antigas da lógica de investimento, a ideia de que, quando ações caem, os títulos de renda fixa sobem e amortecem o tombo. Em 2022, isso deixou de funcionar pela primeira vez em décadas. Ações caíram. Bonds também caíram. Os prejuízos nos portfólios tradicionais chegaram a ser comparáveis aos de 2008, não porque houve uma crise financeira, mas porque a inflação forçou os juros para cima, e juros altos derrubam o preço dos títulos. O ativo que deveria proteger virou mais um vetor de perda. Hoje, a lógica é semelhante.

A grande questão, em resumo, é que, se a inflação permanecer controlada, ou seja, se o núcleo não se disseminar de forma mais persistente pela economia, os ativos de risco encontram espaço para reagir. Isso ocorre porque o ambiente de liquidez, embora pressionado, segue suficientemente acomodativo para sustentar o crescimento, evitando um aperto mais severo das condições financeiras.

Ações e criptoativos, que são altamente sensíveis a liquidez e apetite a risco, tendem a capturar esse movimento. Não porque o ruído macro tenha desaparecido, mas porque a economia continua avançando e o sistema ainda tem capacidade de absorver choques. Nesse contexto, quando o mercado percebe que o pessimismo se deslocou além do necessário, os movimentos de reversão tendem a ocorrer de forma rápida e desproporcional.

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Como gerar retorno quando o mercado não decide

Acima, descrevemos um cenário com potencial de desfecho mais otimista — impulsionado pelo cessar-fogo e pelos sinais de resiliência econômica. Mas nada está decidido. Apesar de estarmos numa posição melhor do que algumas semanas atrás, ainda estamos num momento de indecisão.

Muito ruído, pouca direção, esse é o ambiente que mais testa o investidor. E também o que mais traz prejuízo para quem não tem estratégia. A boa notícia é que, com a abordagem certa, ainda é possível ganhar dinheiro nesse tipo de cenário.

O primeiro passo é ter caixa. Não como falta de posicionamento, mas como ferramenta ativa. Caixa é a capacidade de agir quando os outros estão paralisados e em momentos de ruído elevado, essa optionalidade vale muito.

O segundo é olhar para as altcoins com mais critério do que o habitual. Nesse contexto, o que interessa são ativos que estão formando estrutura própria, ou seja, que conseguem fazer máximas e mínimas progressivamente mais altas independente do movimento do Bitcoin. Quando uma moeda performa dessa forma num ambiente adverso, ela está sinalizando força relativa.

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Além disso, faz sentido manter exposição a ativos com perfil de proteção. O ouro é um ótimo exemplo, ainda mais num ambiente em que a inflação pressiona e os títulos de renda fixa deixam de cumprir o papel de hedge, o metal precioso historicamente retoma relevância como reserva de valor.

E para quem opera com mais sofisticação, vale lembrar que cenários de queda também geram oportunidade. Através do mercado de futuros, é possível montar posições vendidas, os chamados shorts. Se trata de ter ferramentas para capturar retorno em qualquer direção.

Consolidar tudo isso em uma estratégia coerente não é simples e é justamente o que o SOROS, nosso sistema proprietário de alocação, busca fazer. O modelo opera em qualquer regime: captura alta quando o mercado sobe, protege o portfólio via shorts quando o mercado cai e, mesmo quando o dinheiro está em caixa, gera yield dolarizado, ou seja, o capital parado continua trabalhando, gerando renda em dólar enquanto aguarda o próximo movimento. Num ambiente como o atual, em que nada está decidido, ter uma estratégia que funciona nas três situações deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade.

Por isso, nesta segunda-feira, vamos lançar uma versão atualizada do Soros 50X. Um sistema pensado para identificar ativos que podem ganhar na alta e na baixa… e quando o mercado estiver lateralizado, rentabilizar o caixa em dólar.

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Analista de criptomoedas na Empiricus Research.