Imagem: iStock/iNueng
Caro leitor,
Na quarta-feira (25), o bitcoin (BTC) disparou quase 10% em poucas horas. Redes sociais vibraram: “A virada chegou”, “O fundo está formado.” Se você acompanhou o movimento com aquela mistura de alívio e ceticismo — “será que é dessa vez?” —, esta edição foi feita para você.
A resposta curta: ainda não é a hora. Mas o mecanismo por trás dessa alta conta uma história importante sobre como o mercado de criptomoedas funciona. E o cenário macro que cercou essa semana é mais revelador do que o próprio preço.
Nesta edição, vamos destrinchar o que provocou o rali, a mudança de regime que está redesenhando as forças por trás dos mercados, e o que tudo isso significa para o portfólio nas próximas semanas.
Falando sobre preço
O bitcoin (BTC) encerrou a semana dentro da mesma faixa que acompanhamos desde o início de fevereiro: entre US$ 62 mil e US$ 70 mil. No começo da semana, o ativo se arrastava próximo à banda inferior, sem convicção de compradores e sem catalisadores visíveis.
Na quarta-feira (25), esse quadro mudou de forma abrupta. Uma combinação de otimismo quanto à divulgação de resultados da Nvidia (NVDC34) e anúncios da Anthropic elevou o ânimo do mercado, e empurrou o bitcoin de volta para a região de US$ 69–70 mil em questão de horas. O movimento foi rápido e acompanhado por volume expressivo, mas o mecanismo por trás importa mais que o preço em si.
A alta foi um short squeeze: depois de semanas de queda, o mercado havia acumulado um volume enorme de posições apostando na continuidade da baixa. Quando o sentimento virou, essas apostas foram liquidadas em cascata, forçando recompras que empurraram o preço ainda mais para cima.
Em 24 horas, estima-se que entre US$ 300 milhões e US$ 570 milhões em posições vendidas foram liquidadas. Não foi demanda nova entrando com convicção de alta: foi a eliminação forçada de um posicionamento excessivamente pessimista. Isto é uma alta pontual, mas não uma reversão de tendência.
Sem um fechamento consistente acima dos US$ 70 mil e sem a formação de fundos progressivamente mais altos no gráfico, a leitura técnica não muda. Nossos modelos proprietários seguem apontando para uma continuação do regime de reversão à média.

Na contramão do preço, uma narrativa se sobressai
Se o bitcoin está sofrendo as consequências de ser tratado como ativo de crescimento, parte do capital não está saindo do ecossistema cripto — mas sim encontrando um novo endereço dentro dele.
Os resultados recentes da Circle, empresa por trás da stablecoin USDC, contam uma história diferente. O negócio segue em forte aceleração, e os números do mercado explicam o porquê.
As transações em stablecoins atingiram US$ 35 trilhões em 2025. Para colocar em perspectiva, o PIB dos Estados Unidos, no mesmo ano, foi de aproximadamente US$ 29 trilhões. Ou seja, o volume de transações em stablecoins foi superior ao PIB norte-americano, em um único ano.
O detalhe que não está nas manchetes: menos de 1% desse volume representou pagamentos reais. O restante é trading, arbitragem e operações financeiras on-chain. Isso não é fraqueza — é o tamanho da oportunidade ainda não realizada. A economia de stablecoins está no início de sua expansão como infraestrutura de pagamentos do mundo real.
Para que essa transição aconteça em escala, porém, um gargalo precisa ser resolvido. E ele não tem nada a ver com preço ou regulação.
O ecossistema de stablecoins, hoje, funciona como uma cidade com estradas excelentes, mas sem documentos de identidade universais. Cada serviço — uma conta, um cartão, um envio internacional — exige que o usuário prove quem é do zero.
As verificações de identidade são repetidas para cada plataforma, cada país, cada produto. A composabilidade que tornou o DeFi poderoso quebra exatamente aí. O dinheiro flui livremente entre protocolos, mas a identidade fica presa em silos isolados.
Esse gargalo tem um custo mensurável. Instituições financeiras globais gastam entre US$ 200 bilhões e US$ 280 bilhões por ano em compliance — boa parte para re-verificar informações que já existem em outro silo.
Para plataformas stablecoin-nativas, esse custo chega a consumir 20–25% do orçamento operacional total. É a infraestrutura invisível que, resolvida, destrava o crescimento de toda a camada de cima.
Há um projeto atacando exatamente esse ponto cego, com produto em operação, receita recorrente comprovada e um lançamento público para a comunidade, marcado para a próxima quinta-feira (4). Reservamos o espaço do ativo da semana para ele.
Para ficar de olho: ativo surpresa na segunda-feira (2)
Nesta edição, abrimos mão do ativo da semana para reservar esse espaço para algo maior. Nesta segunda-feira (2), apresentaremos uma oportunidade em estágio embrionário — diretamente conectada ao gargalo que descrevemos acima. Uma janela de entrada que raramente se abre, com potencial de multiplicação de até 1.000 vezes.
Vamos liberar o acesso ao passo a passo para se posicionar. Se você quiser saber mais e tiver interesse, basta clicar no link abaixo:
Novidade no canal da Empiricus: histórias que mudaram as criptomoedas
Nesta semana, inauguramos um documentário para você, que quer entender o mercado de criptoativos em um contexto histórico, que vai muito além do preço.
Para assistir ao primeiro episódio, basta clicar aqui: