‘O Fim do Brasil’ prevê ruína econômica do país

Com a estabilidade econômica e a recuperação da confiança na moeda, o Plano Real é o momento do nascimento de um novo Brasil, segundo Felipe Miranda. Essa condição favorável ao país atingiu a sua maturidade em 1999.

No século 21, os brasileiros experimentam um processo de “argentinização”, situação criada pelo colapso dos fundamentos da macroeconomia, e o menor crescimento econômico desde a era Collor. Entre 1990 e 1994, o crescimento médio do PIB foi de 1,3% ao ano. Em 2014, o crescimento de ser próximo a 0,8%.

“Estamos prestes a voltar a condições anteriores a 1994”, escreve Felipe Miranda em “O Fim do Brasil”, que vê surgir adversidades relevantes para os próximos anos.

“Para fingir algum equilíbrio das contas públicas, as cartilhas tradicionais foram substituídas pala chamada contabilidade criativa, em que se atrasam pagamentos e repasses do setor público, implementando-se negociações triangulares entre as diversas organizações estatais e cobram-se gordos dividendos de empresas de economia mista, mesmo que seus respectivos balanços patrimoniais permitam”.

No livro, Miranda apresenta um panorama pouco otimista para o Brasil, que “se viu transformado num gigantesco defunto”.

Entre os maiores erros de política econômica, ele assinala o esforço em cercear opiniões dissonantes. “Eu, Felipe Miranda, fui acusado de terrorismo financeiro. Minha análise sofreu o golpe da censura”.

“O Fim do Brasil” apresenta uma alternativa à nova matriz econômica e oferece sugestões para que investidores e cidadãos comuns protejam seu patrimônio caso esses prognósticos se concretizem.

Analista e sócio-fundador da Empiricus, Miranda, economista pela FEA-USP e mestre em finanças pela FGV-SP, foi editor de investimentos da InfoMoney e professor da FGV.

Fonte: Folha de S. Paulo

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