Oito fatos que você nunca soube sobre o bitcoin

Que o bitcoin é uma rede global de pagamentos descentralizada e sem fronteiras você já sabe. Por sinal, se você é engajado no mercado de […]

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Oito fatos que você nunca soube sobre o bitcoin

Que o bitcoin é uma rede global de pagamentos descentralizada e sem fronteiras você já sabe. Por sinal, se você é engajado no mercado de criptoativos há um tempo, já deve estar até cansado de ouvir sempre as mesmas coisas.

Pensando nisso, decidi trazer a você alguns fatos mais cabeludos do bitcoin que talvez ainda não tenha tomado conhecimento. E já te adianto: alguns deles podem ser bastante contraintuitivos. Quem sabe eu consigo te ensinar algo novo…

#partiu?

 

O bitcoin já foi declarado morto algumas centenas de vezes

Desde que Satoshi Nakamoto publicou o artigo descrevendo a tecnologia do bitcoin em 2008, o bitcoin foi declarado morto pelos mais diferentes tipos de pessoas. É só a volatilidade voltar que surge um número impressionante de pseudoprofetas pregando o fim dos tempos.

Inclusive já participei de um debate em que uma pergunta foi enviada por um tal de “Cavaleiro do Apocalipse”, indagando se o bitcoin não acabaria se houvesse uma crise global de energia ou se a internet parasse de funcionar.

A resposta foi bem pragmática: “Amigo, num cenário como esses, o bitcoin será a sua última preocupação”.

Leitura recomendada

Nosso editor André Franco encontrou, em Nova York, uma única criptomoeda com potencial para multiplicar seu dinheiro em 93 vezes . E, se você está preocupado com a queda do mercado de cripto, saiba que essa valorização astronômica tem TUDO A VER com a recente queda do Bitcoin. Acesse aqui e entenda tudo sobre essa oportunidade de multiplicação, que estamos chamando aqui na Empiricus de A CHANCE DO SÉCULO.

O white paper do Bitcoin não é um Torá, uma Bíblia Sagrada ou um Corão

Pois é, caro leitor. Se você conhece um desses maximalistas em bitcoin, muito provavelmente já deve ter percebido que eles possuem uma verdadeira adoração por seu white paper. Alguns já chegaram inclusive a comparar Satoshi com uma divindade: “Deus no céu e Satoshi na Terra”. Bizarro, não?

Acontece que, diferentemente do que muitos pensam, o artigo que descreve a tecnologia do primeiro protocolo de pagamentos descentralizado do mundo que funciona de verdade não é uma pedra contendo os dez mandamentos.

Na realidade, ele não passa de um artigo. Inclusive, muito do que foi concebido inicialmente no white paper passou por alterações drásticas, feitas pelo próprio Satoshi enquanto ele ainda era ativo nos fóruns utilizados para discussão da criptomoeda.

Portanto, acho que já podemos parar com essa adoração sem sentido, sim?

 

Todos os caminhos levam à… China?

Por mais que os registros de transações no protocolo do bitcoin sejam considerados descentralizados, boa parte dos pools de mineração (grupos que reúnem poder computacional para aumentar suas chances de minerar um bloco) está localizado na China. Surpreendentemente, esse número ultrapassa os 80%.

E as coisas, muito provavelmente, tendem a piorar. Com a queda dos preços do ativo, muitas operações de mineração da criptomoedas passam a ser inviáveis por conta do custo da energia elétrica. Como o país possui custos baixíssimos de energia, a mineração acaba se consolidando no local.

Por sorte, a China não possui um histórico de controlar seus cidadãos, seja lá como for, né? Não, pera…

 

Bitcoin é um péssimo meio de se lavar dinheiro

Ao contrário do que muita gente acredita, o bitcoin é um péssimo instrumento de lavagem de dinheiro. Não acredita? Então vou te explicar como expliquei para meu amigo que é juiz.

Suponha que você é um político mal-intencionado (nomeie aqui quem você quiser), que recebeu uma quantia ilegal em dinheiro por um “empurrãozinho” na aprovação de um novo regulamento no seu país.

O que você prefere: registrar uma transferência de dinheiro que pode ser publicamente consultada por qualquer pessoa no mundo e que não é anônima ou tentar qualquer outro meio possível e imaginável, podendo, inclusive, recorrer ao sistema de pagamentos tradicional?

A pergunta é quase retórica, não é mesmo?

Por mais surpreendente que isso possa soar, o bitcoin não é uma rede totalmente anônima. Na realidade, com técnicas sofisticadas de análise de dados, é possível rastrear as transações no blockchain e atribuir nome aos bois.

 

O bitcoin não é dinheiro de criminosos da deep web

Pelo mesmo motivo citado no item anterior, os criminosos da deep web já entenderam que usar bitcoin para pagamentos ilícitos é uma furada.

Inclusive, foi somente por conta dos registros públicos e auditáveis que o FBI conseguiu quebrar uma das maiores operações de comércio ilegal na internet, o Silkroad. E de seu sucessor, o AlphaBay.

Já existem empresas especializadas em análise de blockchain para mapeamento de carteiras, como a Chainalysis, que alega que menos de 1% das transações são utilizadas para esse fim.

 

Não há apenas uma criptomoeda que detém o nome Bitcoin

É complicado, eu devo admitir. Mas existem outras criptomoedas que usam o nome do “Bitcoin”. Na realidade, o segundo a usar o nome foi o Bitcoin Cash, quando a comunidade se dividiu em duas, em 1º de agosto de 2017, por um desentendimento sobre o futuro do protocolo.

De lá para cá, já são dezenas de criptoativos que carregam em seu nome a palavra “Bitcoin”. Isso significa que eles estão falsificando criptomoedas?

Indubitavelmente, não. Falsificar um bitcoin é considerado virtualmente impossível. O que eles estão fazendo, de fato, é criar novas criptomoedas, aproveitando o apelo de marketing que o bitcoin traz. Simples assim? Simples assim.

 

A oferta total de 21 milhões de unidades é um mito

Sabe aquela história de que, até 2140, estarão em circulação 21 milhões de unidades de bitcoin? Pois bem, isso não passa de uma lenda. Na realidade, o número de emissões nunca passará de 20.999.987, por características intrínsecas ao protocolo.

Não só isso, ao longo de toda a existência do Bitcoin, estima-se que cerca de 4 milhões de unidades da criptomoeda sejam irrecuperáveis por conta da perda de chaves de acesso (as “chaves privadas”). Isso sem contar os que ainda serão perdidos daqui em diante. É como se você perdesse sua senha bancária e não existisse função “Redefinir senha”.

Além disso, existe outro milhão de bitcoins que estão travados em uma carteira, supostamente pertencente a Satoshi Nakamoto, que pode estar morto, escondido numa ilha no Pacífico ou, inclusive, em outro planeta.

Então, uma estimativa mais próxima para o máximo de bitcoins em circulação seria algo em torno de 15 milhões de unidades. Bem mais escasso, não?

 

O protocolo do Bitcoin é altamente confiável

Diferentemente dos sistemas de pagamentos tradicionais, como Mastercard e Visa, que, ainda este ano, ficaram inoperantes e causaram pânico geral na vida de seus usuários, o Bitcoin opera de maneira ininterrupta desde 2010.

Isso ocorre por conta de sua descentralização, que permite que o fluxo de informações seja redirecionado caso um dos nós de processamento da rede seja derrubado ou perca conexão. A casa só cairia mesmo se o cenário levantado pelo Cavaleiro do Apocalipse se concretizasse. Mas aí, como falei lá em cima, acho que teremos problemas muito maiores para nos preocuparmos, certo?

Um abraço,

Nicholas Sacchi