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Day One

Como se garantir na briga pela última vaga do G4

“A primeira determinante sobre os ativos de risco locais é […]”.

Por Rodolfo Amstalden

30 jun 2022, 10:31

Atualizado em 30 jun 2022, 10:33

Pessoa planejando seu futuro
Fonte: Free Pik

A primeira determinante sobre os ativos de risco locais é a trajetória do juro americano.

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A segunda determinante é a política monetária dos EUA.

E a terceira determinante é Jerome Powell.

“Ah, mas e as eleições?”.

Generosamente, vamos colocar a corrida presidencial em quarto lugar, ainda classificando direto, mas correndo risco de ir para a pré-Libertadores.

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Antes de seguir em frente, deixo claro que não tenho ideologia e não sou cientista político; já me bastam as frustrações de torcer para a Ponte Preta (rumo à série C) e para as ciências econômicas (rumo à Escola de Artes Cênicas).

Reporto aqui simplesmente o que tenho aprendido em conversas com profissionais de perfil técnico, apartidários, que realmente entendem do assunto.

São três insights simples e úteis para evitarmos ilusões de esperança ou de desastre com o próximo mandato.


1) Disputa acirrada

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Embora algumas pesquisas hoje flertem com a possibilidade de Lula vitorioso no 1º turno, o curso natural das coisas deve levar a um rápido estreitamento da vantagem em relação a Bolsonaro.

Talvez algo como 5 pontos de distância, no 2º turno, com um tail risk (cisne cinza) de virada na última hora.

Será vantagem mais folgada se a Terceira Via embarcar rapidamente com Lula (sobretudo Ciro) e tail risk mais gordo se o Pacote de Bondades influenciar substancialmente os votos do Nordeste.

Em tese, a disputa acirrada favorece uma guinada ao Centro de ambos os candidatos, tanto no discurso de campanha quanto no começo do mandato.

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2) Paralisia presidencial

Seja quem for o vencedor, não conseguirá fazer muito – nem para o extremo bem e nem para o extremo mal.

Tomando por base o favoritismo de Lula, teremos o choque de um hiper-presidencialista com o hiper-parlamentarista Arthur Lira.

Os parcos graus de liberdade orçamentária vêm sendo progressivamente capturados pelo Congresso, com boas chances de incluir agora as chamadas “emendas de relator”, em montante adicional de R$ 19 bi.

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O último presidente a passar reformas com facilidade era um parlamentar nato (Michel Temer).

Não estamos mais no Brasil de 2003-2010, o que nos leva ao último insight.


3) Nave rumo ao passado 

Acreditava-se que D. Sebastião voltaria para salvar o Reino de Portugal de todos os problemas desencadeados após o seu desaparecimento.

Para a sorte dos portugueses, ele não voltou, e novas lideranças puderam se manifestar.

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Por aqui, a Terceira Via perdeu o timing da candidatura, de modo que nos resta apenas mais do mesmo, seja com Lula ou com Bolsonaro.

Por ora, Lula é favorito.

Nas sábias palavras de Stuhlberger, durante o aniversário de 25 anos do Verde: “se o Lula repetir 2003-2010, teremos mais inflação e estaremos numa nave rumo ao passado”.

Revivendo o passado, podemos adiantar suas consequências mais facilmente, levantando as proteções necessárias.

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Ou podemos ir para cima dos alemães na semifinal, alegria nas pernas pra que te quero.

Sócio-fundador e CEO da Empiricus, é bacharel em Economia pela FEA-USP, em Jornalismo pela Cásper Líbero e mestre em Finanças pela FGV-EESP.