1 2019-12-09T13:32:41-03:00 xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 saved xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 2019-12-09T13:32:41-03:00 Adobe Bridge 2020 (Macintosh) /metadata
Day One

Você já se deu conta desta nova realidade?

Confira a edição do dia 04/10/2023 do Day One.

Por Rodolfo Amstalden

04 out 2023, 16:00

Atualizado em 04 out 2023, 16:12

nova realidade day one
Imagem: Freepik

Este heterogêneo 2023 começou com poucas esperanças e uma única certeza doméstica: tudo o mais constante, pelo menos teríamos a virada no ciclo monetário, abrindo caminho para a queda da Selic.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Parece pouco, mas não é.

Às vezes, o mercado só precisa de um bom motivo para subir, especialmente a partir de múltiplos deprimidos.

Muitos investidores ficariam surpresos com quanto dinheiro pode ser movimentado, em questão de dias, com apenas um motivo claro.

E muitos se impressionariam também com o que aconteceria se esse motivo singular fosse retirado abruptamente da pauta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não pretendo ser radical aqui, não faz o meu tipo. A tese de queda da Selic não foi retirada da pauta.

No entanto, precisamos parar por um momento e reconhecer novos parâmetros de rapidez e intensidade, mais parcimoniosos que os anteriores.

Por exemplo: o debate sobre corte de 50 bps vs 75 bps, perfeitamente legítimo até poucas semanas atrás, agora dá lugar a uma disputa bem mais tacanha, entre os 25 bps e os 50 bps.

Com a abertura furiosa dos Treasuries, limitam-se os graus de liberdade para a política monetária local.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso não sou eu que estou dizendo, nem o modelo do Copom. Há outros mensageiros mais assertivos, como o câmbio.

O dólar foi de R$ 4,72 em 30 de julho para os R$ 5,14 atuais. Alta de quase +10% em dois meses; e isso com a balança comercial brasileira batendo recordes de saldo.

Se os yields de 10 anos dos EUA continuarem perambulando em uma banda de 4,50% a 5,00%, o “ciclo de afrouxamento” terá vida curta por aqui.

É claro que uma Selic de 10% sempre será melhor que uma Selic de 14%, mas a mudança de 14% para 10% está longe de ser transformacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Parece muito mais um desaperto do que um afrouxo.

Ainda seguiremos vivendo em um Brasil de juros reais da ordem de 6%, asfixiante para uma série de famílias e empresas que contavam com um alívio logo ali na esquina.

Sem drama, porém.

Essa não é a única realidade possível, e talvez seja uma realidade que carrega no útero as sementes da própria resolução.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para entender melhor quais são as saídas para a armadilha dos yields americanos, leia o Palavra publicado hoje.

Sócio-fundador e CEO da Empiricus, é bacharel em Economia pela FEA-USP, em Jornalismo pela Cásper Líbero e mestre em Finanças pela FGV-EESP.