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Empiricus Educação

Em que ponto estamos do financial deepening?

Estamos no exato ponto do financial deepening em que não dá mais para voltar pra trás.

Por Rodolfo Amstalden

03 mar 2021, 00:00

Estamos no exato ponto do financial deepening em que não dá mais para voltar pra trás.

Mercado cunhou a expressão “financial deepening” para descrever o profundo mergulho de uma população de investidores.

Financial Deepening: conheça o aprofundamento financeiro

Já aconteceu nos EUA, nos países desenvolvidos, e agora acontece em emergentes como o Brasil.

Tal mergulho é conduzido de forma a abandonar o beira-mar da renda fixa rumo à tomada de risco (e retorno!) nas profundezas de produtos financeiros mais diversos, com foco em renda variável.

É um mergulho inevitável neste momento, com o CDI nos empurrando para dentro da água quentinha.

Felizmente, posso lhe garantir, não faltará oxigênio lá embaixo.

Quanto ao ponto em que estamos nesta jornada: acabamos de entrar no mar, água rasa batendo na canela.

Financial deepening tupiniquim é algo para os próximos dez anos, pelo menos.

Não é um driver de 2020-21. É muito mais do que isso.

Se o Brasil der minimamente certo (ou simplesmente não der errado), a Selic não vai voltar para onde estava, nunca mais.

Pouca gente se deu conta disso até o momento. Pouca gente se mexeu.

Pra se ter ideia da imaturidade ainda patente, a alocação dos brasileiros na poupança AUMENTOU (de 67% para 69%) no primeiro semestre, na contramão da tendência secular em vigor.

A indústria de fundos nacional tem mais de R$ 5 trilhões sob gestão, mas sua alocação em renda variável não passa de 10%, muito abaixo dos 50% a 60% vistos ao redor do mundo.

Quem não tem Bolsa ainda terá que quebrar preconceitos antiquados, de que Bolsa é só cassino, coisa de rico ou coisa arrojada demais para mim.

Investir em ações é algo básico no mundo inteiro, não é aplicação sofisticada.

Milhões de idosos nos EUA, na Europa e no Japão construíram a maior parte dos patrimônios de uma vida inteira com a ajuda da Bolsa.

Milhões de jovens brasileiros estão prestes a fazer a mesma coisa.

There is no alternative, fear of missing out. Mas a verdade mesmo é que vai ser legal demais.

Saiba mais sobre Financial Deepening

Se tem um assunto que está dando o que falar ultimamente, é o “Financial Deepening”. Um tema super importante para os interessados no mercado financeiro. 

O termo que vem sendo utilizado por diversos economistas no mundo todo, inclusive pelo banqueiro André Esteves, sócio do Banco BTG, que tenta traduzir o termo para “aprofundamento financeiro’’.

Financial Deepening nada mais é do que o desenvolvimento de mais produtos financeiros e pessoas migrando da Renda Fixa para a Renda Variável.

É um processo estrutural que dura muito tempo e acontece pela população, principalmente por pessoas físicas. Nós já vimos acontecer em países desenvolvidos e veremos nos emergentes nas próximas décadas. 

Separamos quatro tópicos importantes para você entender o que movimenta este acontecimento: 

  • Jovens investidores: uma safra de jovens influenciadores e criadores de conteúdo, interessados no mundo dos investimentos.
  • Aumento do número de investidores na Bolsa: Em 2011 tínhamos menos de 600 mil investidores na Bolsa, já em 2020, esse número passa de 3 milhões.
  • Acesso à informação democratizado.
  • Plataformas de investimentos mais acessíveis.

Tudo isso porque estamos em um processo mundial, que ocasiona a migração das pessoas da Renda Fixa para a Renda Variável + produtos sofisticados. Isso é o aprofundamento financeiro. 

Outro termo que você precisa conhecer é o TINA (there is no alternative), que define as 3 tendências mundiais, irreversíveis e que impulsionam a taxa de juros pra baixo: 
– Demografia
– Tecnologia 
– Globalização

Com taxas de juros mais baixas, os produtos ligados à Renda Fixa perdem rendimento, logo, as pessoas querem produtos com maior rentabilidade. Isso já aconteceu em diversos países e está acontecendo no Brasil atualmente.

Com essas mudanças, outro fenômeno começa a acontecer: o FOMO, ou “fear of missing out”. As pessoas com medo de perder a alta da Bolsa, começam a investir.

E por fim, temos os investidores estrangeiros. Lembra que mencionamos que países desenvolvidos já passaram por isso? Com a alta da Bolsa nestes locais, esses investidores começam a investir em países emergentes, como o Brasil, garantindo assim uma maior rentabilidade. 

Existem diversos fatores que contribuem no entendimento de que nos próximos anos, as pessoas vão sofisticar os seus portfólios e investir cada vez mais. O ideal é que você comece agora a alocar seu patrimônio de forma inteligente, pensando a longo prazo.

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Sócio-fundador e CEO da Empiricus, é bacharel em Economia pela FEA-USP, em Jornalismo pela Cásper Líbero e mestre em Finanças pela FGV-EESP.