Estamos no exato ponto do financial deepening em que não dá mais para voltar pra trás.
Mercado cunhou a expressão “financial deepening” para descrever o profundo mergulho de uma população de investidores.
Financial Deepening: conheça o aprofundamento financeiro
Já aconteceu nos EUA, nos países desenvolvidos, e agora acontece em emergentes como o Brasil.
Tal mergulho é conduzido de forma a abandonar o beira-mar da renda fixa rumo à tomada de risco (e retorno!) nas profundezas de produtos financeiros mais diversos, com foco em renda variável.
É um mergulho inevitável neste momento, com o CDI nos empurrando para dentro da água quentinha.
Felizmente, posso lhe garantir, não faltará oxigênio lá embaixo.
Quanto ao ponto em que estamos nesta jornada: acabamos de entrar no mar, água rasa batendo na canela.
Financial deepening tupiniquim é algo para os próximos dez anos, pelo menos.
Não é um driver de 2020-21. É muito mais do que isso.
Se o Brasil der minimamente certo (ou simplesmente não der errado), a Selic não vai voltar para onde estava, nunca mais.
Pouca gente se deu conta disso até o momento. Pouca gente se mexeu.
Pra se ter ideia da imaturidade ainda patente, a alocação dos brasileiros na poupança AUMENTOU (de 67% para 69%) no primeiro semestre, na contramão da tendência secular em vigor.
A indústria de fundos nacional tem mais de R$ 5 trilhões sob gestão, mas sua alocação em renda variável não passa de 10%, muito abaixo dos 50% a 60% vistos ao redor do mundo.
Quem não tem Bolsa ainda terá que quebrar preconceitos antiquados, de que Bolsa é só cassino, coisa de rico ou coisa arrojada demais para mim.
Investir em ações é algo básico no mundo inteiro, não é aplicação sofisticada.
Milhões de idosos nos EUA, na Europa e no Japão construíram a maior parte dos patrimônios de uma vida inteira com a ajuda da Bolsa.
Milhões de jovens brasileiros estão prestes a fazer a mesma coisa.
There is no alternative, fear of missing out. Mas a verdade mesmo é que vai ser legal demais.
Saiba mais sobre Financial Deepening
Se tem um assunto que está dando o que falar ultimamente, é o “Financial Deepening”. Um tema super importante para os interessados no mercado financeiro.
O termo que vem sendo utilizado por diversos economistas no mundo todo, inclusive pelo banqueiro André Esteves, sócio do Banco BTG, que tenta traduzir o termo para “aprofundamento financeiro’’.
Financial Deepening nada mais é do que o desenvolvimento de mais produtos financeiros e pessoas migrando da Renda Fixa para a Renda Variável.
É um processo estrutural que dura muito tempo e acontece pela população, principalmente por pessoas físicas. Nós já vimos acontecer em países desenvolvidos e veremos nos emergentes nas próximas décadas.
Separamos quatro tópicos importantes para você entender o que movimenta este acontecimento:
- Jovens investidores: uma safra de jovens influenciadores e criadores de conteúdo, interessados no mundo dos investimentos.
- Aumento do número de investidores na Bolsa: Em 2011 tínhamos menos de 600 mil investidores na Bolsa, já em 2020, esse número passa de 3 milhões.
- Acesso à informação democratizado.
- Plataformas de investimentos mais acessíveis.
Tudo isso porque estamos em um processo mundial, que ocasiona a migração das pessoas da Renda Fixa para a Renda Variável + produtos sofisticados. Isso é o aprofundamento financeiro.
Outro termo que você precisa conhecer é o TINA (there is no alternative), que define as 3 tendências mundiais, irreversíveis e que impulsionam a taxa de juros pra baixo:
– Demografia
– Tecnologia
– Globalização
Com taxas de juros mais baixas, os produtos ligados à Renda Fixa perdem rendimento, logo, as pessoas querem produtos com maior rentabilidade. Isso já aconteceu em diversos países e está acontecendo no Brasil atualmente.
Com essas mudanças, outro fenômeno começa a acontecer: o FOMO, ou “fear of missing out”. As pessoas com medo de perder a alta da Bolsa, começam a investir.
E por fim, temos os investidores estrangeiros. Lembra que mencionamos que países desenvolvidos já passaram por isso? Com a alta da Bolsa nestes locais, esses investidores começam a investir em países emergentes, como o Brasil, garantindo assim uma maior rentabilidade.
Existem diversos fatores que contribuem no entendimento de que nos próximos anos, as pessoas vão sofisticar os seus portfólios e investir cada vez mais. O ideal é que você comece agora a alocar seu patrimônio de forma inteligente, pensando a longo prazo.
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