Imagem criada com auxílio de inteligência artificial e edição da equipe Empiricus.
Este relatório tem como objetivo analisar a relação entre a volatilidade e o retorno no mercado de Fundos Imobiliários (FIIs). Em conjunto com o BTG Pactual, a análise foi conduzida com base em três grupos distintos: FIIs em geral, FIIs de tijolo e FIIs de papel. Para cada grupo, foram formadas duas carteiras hipotéticas, tendo como principal balizador a volatilidade anualizada dos últimos 5 anos, separando os 10 fundos de menor e de maior volatilidade em cada carteira hipotética. A seleção contemplou somente fundos que fazem parte do IFIX e possuem volume médio de negociação superior a R$ 500 mil por dia, com participação igualitária entre os ativos nas carteiras.

Analisando os resultados é possível notar que as carteiras de baixa volatilidade se sobressaem em termos de retorno ajustado ao risco em todos os grupos (superando também o Ifix), apresentando uma relação ainda mais perceptível nos ativos de tijolos, sendo um contraponto a teoria tradicional que diz que quanto maior o risco, maior o retorno potencial (leia-se “volatility anomaly”). Quando olhamos os grupos individualmente, notamos que os fundos de papel apresentaram um desempenho positivo, impulsionado pelo ciclo de alta dos juros e da inflação, beneficiando os rendimentos dos CRIs atrelados ao CDI e ao IPCA, ao passo que a carteira de tijolo de alta volatilidade registrou maior exposição aos segmentos de lajes corporativas e hotéis, segmentos fortemente afetados pela pandemia e pelo ambiente de juros elevados.
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