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Investimentos

Equatorial (EQTL3) ou Magazine Luiza (MGLU3): Em qual vale mais a pena ‘apostar as fichas’?

Na hora de investir, entenda quais são os “jogadores” com maior potencial para a carteira.

Camila Paim Figueiredo Jornalista

Por Camila Paim

01 jul 2026, 08:00

mercado pesquisa ibovespa gráfico

Imagem: iStock/ @Weim

Assim como no bolão dos jogos de futebol, na bolsa de valores os investidores também têm seus players preferidos. Para as empresas que estão sempre nos holofotes do mercado e do noticiário, é mais raro conseguir uma valorização exponencial, pois seu papel costuma estar precificado previamente de acordo com as boas avaliações do mercado.

Quem investe em uma empresa mais “desacreditada” ou fora do radar pode ver o investimento ter uma grande multiplicação caso a empresa supere as expectativas de forma inesperada.

Para exemplificar o tema, o analista de ações Ruy Hungria, da Empiricus Research, usou duas empresas de segmentos totalmente diferentes da bolsa: Magazine Luiza (MGLU3) e Equatorial (EQTL3).

MGLU3 e EQTL3: entenda a comparação entre as empresas

Desde o início da guerra e da consequente piora das perspectivas para a inflação, o ano de 2026 pressionou as ações da bolsa brasileira.

Tanto que os papéis de algumas empresas mais cíclicas despencaram em 2026, como Magazine Luiza (MGLU3), que viu seu preço derreter quase pela metade (-49%). Já a Equatorial (EQTL3), companhia do setor elétrico e de saneamento, permaneceu praticamente no zero a zero no mesmo período.

Depois dessa forte desvalorização, Hungria comenta que as ações MGLU3 ficaram “bem abaixo” do preço-alvo de R$ 9 que os analistas têm para o papel. “À primeira vista, trata-se de um potencial bastante atrativo, de cerca de 90%.” 

Por outro lado, as ações EQTL3 permaneceram em um patamar menos distante de seu preço-alvo de aproximadamente R$ 50 — um potencial de alta de 35%

Na visão de Hungria, essa diferença de taxas de valorização possíveis precisa ser levada em conta na hora de montar uma carteira de investimentos. No entanto, a probabilidade de o valor da ação chegar ao preço-alvo, dado todo o contexto, não pode ser ignorado.

“Esse exercício ajuda a entender como deveria ser o método de construção de uma carteira: nunca pensar apenas no potencial de retorno dos ativos, mas em uma combinação do potencial com a probabilidade de esses resultados acontecerem”, comenta o analista.

Algumas ações brasileiras passaram por quedas relevantes em 2026, na casa dos 30%, 40%, 50% no ano. Mas, nem por isso, tratam-se de uma boa escolha para a carteira, avalia o analista.

“Isso não é o suficiente para fazer delas boas escolhas. MGLU3 despencou, mas a vida dela também ficou muito mais difícil desde o início do ano, com a guinada nas perspectivas para a Selic, restrição de crédito e competição cada vez mais acirrada no e-commerce”, explica Hungria.

Enquanto isso, a piora macroeconômica não beneficia a EQTL3, mas atrapalha pouco, visto que o negócio de distribuição de água e energia não depende tanto desse cenário. Além disso, a companhia conseguiu arrematar a Copasa recentemente no leilão de privatização, adquirindo uma fatia relevante no setor.

Por que o bolão e a carteira de ações têm lógicas parecidas?

Retomando o paralelo do bolão da Copa do Mundo, o analista aponta que olhar apenas para o potencial de alta ou a métrica de desconto dos papéis é um fator arriscado. “A aposta na vitória da Jordânia [sobre a Argentina, referente ao jogo entre os dois times na fase de grupos] é certamente mais ‘lucrativa’, mas tem muito menos chance de acontecer”, afirma.

Hungria enxerga que apostar em alguma “zebra” pode valer a pena em algumas situações, especialmente se você conhecer profundamente o potencial do azarão.

“Isso normalmente será exceção, e não a regra para a sua carteira de investimentos, que deve ser composta majoritariamente por empresas de qualidade e capazes de enfrentar até mesmo os adversários mais difíceis”, aponta o analista.

Para investidores que desejam acompanhar mais análises atualizadas de companhias e ainda conhecer as estratégias especializadas, a Empiricus tem uma plataforma desenvolvida especialmente para isso: a Empiricus+.

Veja como preparar a sua carteira com a Empiricus+

Conforme explica Hungria, na Empiricus+, o investidor encontra alguns portfólios que buscam capturar ganhos caso um cenário mais favorável impulsione os mercados, assim como outros que mantêm exposição a múltiplos descontados, oferecendo potencial de valorização mesmo em contextos mais desafiadores.

Com uma só assinatura, o investidor encontra a carteira Empiricus Ações, focada em empresas de muita qualidade, e a carteira de Small Caps, para “escolhas menos óbvias” — “menos favoritismo, maior assimetria”.

A Empiricus+ funciona como um “streaming” do mercado financeiro: em um só lugar, o investidor encontra sugestões de investimentos em ações, dividendos, renda fixa e estratégias de renda extra, entre outras oportunidades.

Além das recomendações, a plataforma oferece tutoriais e guias práticos para ajudar o investidor a colocar as estratégias em prática de forma simples, além de lives semanais com os analistas. Assim, é possível acompanhar os temas mais relevantes do mercado e esclarecer dúvidas em tempo real.

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Jornalista formada na Universidade de São Paulo (USP), com mobilidade acadêmica na Université Lumière Lyon 2 (França). Trabalhou com redação de jornalismo econômico e mercado financeiro, webdesign e redes sociais, além de escrever sobre gastronomia e literatura.