Imagem: Agência Brasil
O mercado já esperava que a Petrobras (PETR4) entregasse resultados fortes no 2T26, ajudados pelos preços elevados de petróleo e derivados no período. Ainda assim, a companhia superou as expectativas.
Em Exploração e Produção (E&P), a receita cresceu 42% vs 1T26, para US$ 22,8 bilhões e o ebitda saltou 54%, para US$ 15,9 bilhões, com ganho de 6 p.p. de margem.
Esse resultado foi proporcionado em grande parte pela forte alta do petróleo no período (o brent médio foi US$ 24/barril maior no 2T26), mas também por maior produção e menor custo de extração (lifting cost), que mais do que compensaram maiores gastos com royalties.
No segmento de Refino, a receita cresceu 45%, explicado por maiores preços de derivados e maior volume de exportação. Apesar disso, o ebitda ajustado do segmento caiu 7,4% vs 1T26, para US$ 3,6 bilhões, por conta de um menor ganho com giro de estoques, maiores despesas com vendas e frete, além do aumento nos impostos de exportação.
Ainda assim, os números ficaram acima das estimativas e mostraram avanço 230% na comparação anual.
Em Gás e Energia o ebitda cresceu 25%, para US$ 419 milhões, também impactado positivamente por preços maiores no período.
No consolidado, o ebitda chegou a US$ 18,6 bilhões, alta trimestral de 64%, com ganho de 7 p.p. de margem, e o lucro líquido chegou a US$ 10,4 bilhões, ambos acima das estimativas do mercado.
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O grande destaque do trimestre foi o fluxo de caixa livre, que praticamente dobrou frente ao 1T26 e permitiu o anúncio de R$ 17,4 bilhões em dividendos, também acima das expectativas do mercado.
No geral, a Petrobras apresentou resultados fortes, beneficiados pela alta do petróleo, mas também por um ótimo desempenho operacional.
Com perspectivas de um ambiente de preços ainda favorável e de aumento de produção pela frente, seguimos construtivos com a tese de Petrobras. PETR4 segue com recomendação de compra pela Empiricus.