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Investimentos

Equatorial (EQTL3) reporta resultados sólidos apesar do impacto de renováveis e redução de dividendos; confira análise do 4T25

O balanço da Equatorial (EQTL3) no 4T25 mostrou números elevados pelo bom desempenho da companhia na distribuição de energia. Leia mais.

Por Ruy Hungria

26 mar 2026, 15:33

Atualizado em 26 mar 2026, 15:33

equatorial energia eqtl3

Imagem: iStock.com/Artur Nichiporenko | Edição CanvaPro

Como de costume, a Equatorial (EQTL3) apresentou resultados ajustados sólidos no 4T25, impulsionados mais uma vez pelo bom desempenho em distribuição, mas afetado por baixas contábeis no segmento de renováveis.

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Resultado segmentado da Equatorial no 4T25

No segmento de distribuição, de longe o mais relevante, o ebitda ajustado atingiu R$ 2,9 bilhões, alta de 18% na comparação com o 4T24, reflexo de maior energia distribuída, bom controle de gastos gerenciáveis (crescimento de 8%, abaixo da receita) e bom desempenho tanto no controle de perdas de energia (-0,2 p.p. vs 4T24) como nas perdas com inadimplência (-0,7 p.p. vs 4T24).

Seguindo a tendência dos últimos trimestres, o segmento de renováveis apresentou mais um resultado ruim, afetado pelas restrições de operação (curtailments). Com esses efeitos adversos, a geração consolidada de energia recuou 11,2% frente ao 4T24, provocando uma queda de 8,8% no ebitda, que atingiu R$ 225,8 milhões.

Importante destacar que a sequência de resultados decepcionantes causadas pelas restrições impostas pelo regulador fizeram a Equatorial reconhecer uma baixa de R$ 3,5 bilhões para os ativos renováveis. Por outro lado, a companhia também reconheceu um ganho de capital de R$ 2,2 bilhões da venda dos ativos de transmissão.

No segmento de saneamento (concessão da CSA no Amapá), o ebitda saiu de R$ 1,4 milhão no 4T24 para R$ 7,9 milhões no 4T25, ajudado principalmente pelo controle de gastos.

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Além disso, a companhia também reconheceu R$ 394 milhões na linha de ebitda referente à participação na Sabesp, que segue mostrando melhorias.

No consolidado, o ebitda ajustado atingiu R$ 3,5 bilhões, alta anual de 10,5%. Excluindo participações (como é o caso da Sabesp), o número chegou a R$ 3,1 bilhões, sólido e ligeiramente acima das estimativas.

O resultado financeiro da Equatorial piorou R$ 321 milhões, reflexo de maiores juros e endividamento. Ainda assim, vale destacar a redução da relação da dívida líquida/ebitda, que caiu de 3,3x para 2,6x, reflexo da venda dos ativos de transmissão.

Por fim, o lucro líquido ajustado ficou em R$ 802 milhões, queda de 20,7%, atrapalhado pela não contribuição de transmissão no período, e efeitos negativos mencionados em renováveis e resultado financeiro, parcialmente compensados pelas contribuições de distribuição e Sabesp.

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Dividendos de EQTL3

Além dos resultados, a Equatorial também informou que seu Conselho de Administração aprovou a redução do dividendo obrigatório, que passará de 25% para 1% do lucro líquido anual.

Como a Equatorial não é uma grande pagadora de dividendos, essa mudança não representa uma grande alteração na tese. Além disso, ela deve aumentar a flexibilidade financeira para que a companhia tenha maior capacidade na disputa por novos ativos, tanto em saneamento como em distribuição de energia.

Aliás, é justamente esse apetite por crescimento que faz da Equatorial uma tese que se encaixa tão bem em uma das carteiras da Empiricus Research.

Bacharel em Física formado na Universidade de São Paulo (USP), possui MBA de Finanças na Fipe e iniciou a carreira no mercado financeiro em 2011, na própria Empiricus Research. Está à frente da série da casa focada em opções desde 2018, além de contribuir na elaboração e decisões de investimentos nas séries da Empiricus focadas em microcaps e dividendos, além de fazer o acompanhamento de companhias de diversos setores, com mais foco em Utilities e Oil & Gas. Desde o início de 2020 é colunista do portal Seu Dinheiro.