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Investimentos

HGBS11 encerra participação em shopping após 11 anos e lucro estimado em quase R$ 50 milhões; é hora de investir?

A saída total do HGBS11 do Fahion Outlet Novo Hamburgo prevê uma capitalização atrativa para o FII. Confira.

Por Caio Araújo

04 mar 2026, 10:37

Atualizado em 04 mar 2026, 10:37

fundo imobiliário FII shopping

(Imagem: Montagem no Canva Pro)

O Hedge Brasil Shoppings (HGBS11) anunciou um memorando de entendimentos para a venda da integralidade de sua participação de 18,4% no Fashin Outlet Novo Hamburgo, localizado no Rio Grande do Sul, por R$ 63,4 milhões, equivalente a R$ 17,2 mil por m².

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O pagamento será distribuído da seguinte forma:

  1. R$ 15,8 milhões pagos à vista no fechamento da operação;
  2. Duas parcelas de R$ 20,6 milhões, que serão pagas após 3 e 9 meses do fechamento;
  3. Duas parcelas de R$ 3,2 milhões, corrigidas por IPCA, e pagas após 6 e 12 meses do fechamento.

A operação foi firmada a um cap rate de 7,7%, patamar considerado atrativo para a venda do ativo, e representa um valor 29,4% superior ao último laudo de avaliação. Com a conclusão da transação, o fundo deverá registrar lucro não recorrente aproximado de R$ 48 milhões, equivalente a R$ 0,37 por cota, a ser reconhecido ao longo do recebimento das parcelas.

Segundo a gestão, a venda do ativo reforça o guidance de rendimentos de R$ 0,17 por cota para o primeiro semestre de 2026, o que equivale a um dividend yield anualizado de aproximadamente 10% na cota atual.

Vale lembrar que o investimento no ativo teve início em 2012, por meio da estruturação de um CRI para financiar a construção do empreendimento, posteriormente convertido em participação direta no imóvel em 2015 por aproximadamente R$ 12,9 milhões. Assim, o valor da venda atual representa cerca de 4,9x o custo de aquisição, resultando em uma TIR anual estimada de 24,8% ao longo de cerca de 11 anos.

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Após reduzir participação, fundo zera exposição ao shopping

Com a conclusão da operação, o fundo encerra completamente sua exposição ao ativo, após já ter reduzido sua participação em março de 2024, quando alienou 30,6% do empreendimento. O desinvestimento ainda está condicionado ao cumprimento de etapas usuais para transações dessa natureza, incluindo a finalização da documentação definitiva. Conforme o avanço do processo, novas informações deverão ser divulgadas ao mercado.

Avaliamos a transação como positiva para a tese do fundo, considerando o expressivo ganho de capital em relação ao custo de aquisição e as condições atrativas de venda. Vale destacar que outras negociações em 2024 envolvendo participações no mesmo empreendimento ocorreram a um preço médio de aproximadamente R$ 12,4 mil/m², reforçando que a alienação foi realizada em patamar competitivo. Com a captura desse valor e a manutenção do guidance de rendimentos para os próximos meses, mantemos as cotas do HGBS11 entre as recomendações da Empiricus.

Administrador de empresas formado pela Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV) e profissional da Empiricus Research desde 2016. Com as certificações CAIA e CNPI, é o analista de Real Estate e responsável pela série Renda Imobiliária, que atua no mercado de fundos de investimento imobiliários.