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Investimentos

Meta (M1TA34) tem lucro acima do esperado no 4T25 e CEO revela expectativas para 2026; vale investir?

O balanço do quarto trimestre da Meta Platforms trouxe dados em setores específicos que animaram os investidores. Veja quais.

Por Enzo Pacheco, CFA

29 jan 2026, 11:07

Atualizado em 29 jan 2026, 11:07

meta M1TA34

Imagem: Finbold

Após o fechamento dos mercados da quarta (28), a Meta Platforms (B3: M1TA34 | Nasdaq: META) divulgou os seus balanços do quarto trimestre de 2025. Os resultados vieram acima do esperado pelo mercado, e as perspectivas positivas para o negócio animaram os investidores.

Nos três meses encerrados em dezembro, a empresa apresentou receita de US$ 59,893 bilhões, crescimento de 24% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita média por usuário no trimestre foi de US$ 16,56, um acréscimo de 16% ante o 4T24.

Usuários da Meta em alta, mas custos e despesas também: confira principais dados do 4T25

O número de usuários ativos diários ficou na média de 3,58 bilhões em dezembro, um aumento de 7% na comparação anual. As impressões de anúncios tiveram alta de 18%, com o preço médio dos ads 6% maior ante um ano atrás.

Por outro lado, os custos e despesas da companhia somaram US$ 35,148 bilhões (+40% vs. 4T24), devido aos maiores investimentos feitos nos últimos anos para a construção da infraestrutura necessária para os sistemas de IA desenvolvidos internamente (o que aumentou significativamente as despesas de depreciação), assim como os maiores gastos com serviços de computação em nuvem contratados.

Ainda assim, o lucro operacional totalizou US$ 24,745 bilhões, aumento de 6% comparado com o mesmo trimestre de 2024 e equivalente a uma margem de 41% (-7 pontos percentuais vs. 4T24).

Na linha final de resultado, o lucro líquido da Meta do trimestre foi de US$ 22,768 bilhões, ou US$ 8,88 por ação, valor 11% maior do que um ano atrás.

O fluxo de caixa operacional somou US$ 36,214 bilhões no trimestre (+29% vs. 4T24), enquanto o fluxo de caixa livre (que já desconta os investimentos feitos) totalizou US$ 14,077 bilhões no período (+7%).

Os números referentes a 2025 também mostram a continuidade dos bons resultados nos últimos anos.

As vendas nos doze meses totalizaram US$ 200,966 bilhões, um aumento de 22% em relação a 2024 – resultado de um acréscimo de 12% no número de impressões e um valor médio 9% maior na comparação anual.

Os custos e despesas também tiveram um aumento significativo, encerrando o ano com alta de 24% e totalizando US$ 117,960 bilhões. O lucro operacional anual foi de US$ 83,276 bilhões (+6% vs. 2024) e o equivalente a uma margem de 41% (-1 p.p.).

O lucro líquido foi de US$ 60,458 bilhões em 2025 (margem de 30%), o que representa US$ 23,49 por ação, recuo de 2% na comparação anual. 

Importante lembrar, porém, que o resultado no ano foi impactado pelos efeitos da aprovação do “One Big Beautiful Bill” no terceiro trimestre. Ajustando por esse evento não recorrente, o lucro ficaria na casa dos US$ 29/ação, 20% acima do reportado em 2024.

As operações da companhia geraram um fluxo de caixa no ano foi de US$ 115,800 bilhões (+27% vs. 2024). O fluxo de caixa livre totalizou US$ 43,585 bilhões, valor 16% menor na comparação anual, por conta do aumento de 87% nos investimentos em 2025 – que encerram o período na casa dos US$ 70 bilhões.

Além da ampla capacidade de geração de bons resultados, a companhia também manteve o pagamento de proventos robustos para seus acionistas, que totalizaram mais de US$ 30 bilhões no ano (US$ 26 bilhões em recompras e US$ 5 bilhões em dividendos).

Previsões para o 1T26

De acordo com a CFO Susan Li, a receita do primeiro trimestre desse ano deve ficar no intervalo entre US$ 53,5 bilhões e US$ 56,5 bilhões, o que representaria um aumento de aproximadamente 30% quando comparado com o 1T25.

Já em relação ao ano de 2026 a expectativa da companhia é que os custos e despesas fique perto dos US$ 165 bilhões no ponto médio do intervalo, um valor 40% maior em relação a 2025.

Esse forte aumento estaria relacionado principalmente aos maiores custos com infraestrutura, uma vez que a empresa estima que os investimentos no período devem ficar entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões – o que representaria um aumento de quase 80% na comparação anual – para suportar o desenvolvimento do Meta Superintelligence Lab e outras atividades principais do negócio.  Ainda assim, a direção espera entregar um lucro operacional maior do que o reportado no último ano.

Outro ponto importante é que a grande parte do aumento das despesas virá do segmento da Família de Apps, que representam quase a totalidade da receita (99%) da companhia e contam com uma margem operacional da ordem de 50% em 2025.

Já a parte Reality Labs – que reportou um prejuízo operacional de US$ 19,193 bilhões com uma receita anual de US$ 2,207 bilhões no ano passado – deve manter um resultado negativo perto dos níveis atuais em 2026.

O fato de a direção ter informado uma projeção de receita para o primeiro trimestre bem acima do esperado pelo mercado (cujo consenso estava perto dos US$ 51 bilhões) animou os investidores, com as ações subindo mais de 7% no pré-market. Segundo a CFO Lin, a estimativa estaria baseada na forte demanda que a empresa observou ao final do quarto trimestre do ano, e que continuou neste começo de 2026.

E isso acabou deixando em segundo plano uma eventual preocupação com o nível de investimentos para o ano, que veio muito superior ao projetado pelos analistas (que esperavam US$ 110 bilhões) e se tornou um ponto de atenção da tese nas últimas divulgações de resultados.

Meta: comprar ou vender ações?

Mesmo com a forte alta nas ações, considerando que a empresa mantenha sua lucratividade nos níveis de 2025, estamos falando que a Meta Platforms (B3: M1TA34 | Nasdaq: META) negocia perto das 22 vezes seus lucros projetados para 2026 e aproximadamente 20 vezes para 2027 – níveis próximos ao do S&P 500.

Considerando que se trata de uma companhia com uma qualidade melhor que a média do índice, ainda acho válido o investimento nos preços atuais, mantendo a recomendação de compra nas séries internacionais da Empiricus Research.

Administrador pela Universidade Federal do Espírito Santo com pós-graduação em Operador de Mercado Financeiro pela FIA, Enzo Pacheco atua desde 2017 com análise de investimentos nos mercados internacionais. Hoje, é responsável pela série MoneyBets, voltada para os investidores brasileiros que querem expandir as fronteiras dos seus portfólios. Possui certificações CFA e CNPI.