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Para CEO da Empiricus Research, o investidor corre riscos ao não comprar Vale (VALE3); entenda

“Toda vez que você escolhe não comprar Vale, você corre o risco de ficar para trás”, aponta Felipe Miranda

Isabelle Santos

Por Isabelle Santos

30 de outubro de 2023, 10:11

Vale VALE3 resultados 2T23
Imagem: Shutterstock

Na última quinta-feira (26), após o pregão, a Vale (VALE3) divulgou seu resultado do terceiro trimestre de 2023, com números dentro do esperado. 

No período, o lucro líquido da companhia foi de US$ 2,8 bilhões. Na comparação com o 2T23 o resultado apresentou um crescimento de 218%, mas em relação com o mesmo período de 2022, houve uma queda de 36%.

Na avaliação dos analistas da Empiricus Research, o Ebitda apresentou um crescimento tímido, mas com expectativas positivas para os próximos trimestres, foram +8% em relação ao 2T23 e +12% na comparação anual. 

Um dos impactos negativos veio do aumento de 12% nas despesas com Brumadinho e de descaracterização, em relação ao segundo trimestre deste ano. 

Além disso, o fluxo de caixa da mineradora teve um movimento negativo de US$ 186 milhões. Diante disso, a Vale encerrou o terceiro trimestre com uma dívida líquida de US$ 10 bilhões.

Assim, diante de mais um trimestre sem grandes novidades positivas, muitos investidores podem se questionar se ainda é uma boa ideia investir na ação. 

Para o CEO da Empiricus Research, Felipe Miranda, “toda vez que você escolhe não comprar Vale, você corre o risco de ficar para trás”.

Por que investir em Vale (VALE3) ainda é um bom negócio?

A Vale não vive um dos seus melhores momentos na bolsa. No ano, as ações já caíram mais 26% até o último fechamento. As expectativas eram de que, com a retomada econômica da China, a companhia pudesse decolar.

Entretanto, contrariando as expectativas, o índice de atividade na China caiu, o que prejudicou a mineradora que tem na potência asiática um dos seus principais clientes. 

Além disso, nas últimas semanas a companhia tem sido impactada pela queda no preço do minério de ferro. O que acabou refletindo em uma queda de 3,9% na produção, segundo dados divulgados na semana passada. 

Com isso, as ações da Vale chegaram a cair 6% em uma semana. Nesse cenário, parece lógico para muitos investidores que a melhor saída seja vender o papel ou ficar de fora

Contudo, essa não é a recomendação feita por Felipe Miranda. Na visão do analista, não ter ações da mineradora na carteira pode representar três riscos para o investidor brasileiro:

1. Ter uma carteira com retorno inferior ao Ibovespa

Um dos primeiros riscos apontados por Miranda está relacionado à participação da Vale (VALE3) no Ibovespa. Atualmente, o peso da mineradora no índice é de 15%. 

Assim, caso o índice dispare, a carteira do investidor que não tem ações da mineradora pode ter um desempenho inferior ao Ibovespa

2. Abrir mão do potencial de hedge (proteção) da ação

A Vale é uma companhia que tem suas receitas em dólar e no atual cenário macroeconômico, essa pode ser uma característica importante para as carteiras. 

Com a alta dos yields dos treasuries, a moeda norte-americana pode disparar. Isso significa que empresas como a Vale, com receita em dólar, podem acabar se beneficiando e entregando resultados ainda maiores e consequentemente maior valorização das ações.

Além disso, se o dólar voltar a subir é provável que haja uma desvalorização do real. Nesse sentido, as ações da mineradora podem se comportar como um hedge (proteção). 

Visto que, nesse cenário, empresas com receita em reais podem ser mais penalizadas pela desvalorização da moeda local do que a mineradora. 

3. Deixar de receber os dividendos ‘gordos’ da Vale

Outro risco que o investidor corre é o de abrir mão de ter em sua carteira uma das melhores pagadoras de dividendos. 

Isso porque, apesar dos impactos do cenário macroeconômico no desempenho da ação, a companhia tem qualidades imprescindíveis. 

Assim, na avaliação dos analistas da Empiricus Research, embora o papel esteja caindo no ano, o potencial de remuneração aos acionistas pode passar dos 10% no ano, considerando dividendos e recompras

Inclusive, a companhia anunciou mais uma recompra de ações. Este é um movimento que deveria chamar a atenção dos investidores, pois significa que a própria Vale acredita que as suas ações estão baratas e que vale a pena comprar

Ou seja, trata-se de uma ação barata, com potencial de geração de renda por meio de dividendos, além do fator de proteção. 

Por esse motivo, a Vale (VALE3) é uma das ações da carteira comandada por Felipe Miranda. Mas não é a única. 

Embora a Vale seja uma excelente pagadora de dividendos e possa se beneficiar da alta do dólar, não dá para apostar todas as suas fichas em um só ativo. Por isso, o melhor a se fazer é diversificar os seus investimentos

Veja outras recomendações de Felipe Miranda 

Você pode conhecer outras recomendações do analista, não só de ações, como de outras classes de ativos como: 

  • Renda fixa; 
  • Fundos imobiliários;
  • Ativos internacionais; 
  • Small Caps; 
  • Criptoativos;
  • Entre outros. 

Felipe Miranda inclusive vai abrir essas recomendações no “Projeto Renda”. Trata-se de um treinamento inédito em que o CEO da Empiricus Research, junto com os analistas Matheus Spiess e Larissa Quaresma, irão ajudar os investidores a desenvolver uma carteira para gerar renda passiva

Não importa se você nunca investiu, a ideia do projeto é ensinar o passo a passo para criar do zero uma fonte geradora de renda passiva.

No dia 13 de novembro, vai acontecer uma transmissão online e gratuita, em que você poderá ficar sabendo mais detalhes deste projeto. 

Mas você já pode garantir a sua vaga se inscrevendo gratuitamente na lista de interessados. Até o dia da transmissão, você vai poder receber informações exclusivas do projeto por meio desse canal. 

Então, se você ficou interessado e quer saber como incluir Vale (VALE3) e outros ativos em uma estratégia para poder gerar renda passiva, clique no botão abaixo: 

Isabelle Santos

Sobre o autor

Isabelle Santos

Comunicóloga formada pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). É redatora do Money Times, Seu Dinheiro e Empiricus.