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Investimentos

TSMC (TSMC34): Resultados do 3T26 renovam recordes de receita e empresa avança na venda de chips para IA

Receita chega a US$ 46,72 bilhões, uma alta de 50,9% na comparação anual

Matheus Spiess 2026

Por Matheus Spiess

15 out 2026, 11:22

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Atualizado em 15 out 2026, 11:22

TSMC, TSM, TSMC34, semicondutores

(Imagem: iStock.com/BING-JHEN HONG)

A TSMC (B3: TSMC34 | NYSE: TSM) acaba de entregar seus resultados do 3T26. No período, a companhia renovou recordes de receita chegando a NT$ 1,49 trilhão (US$ 46,72 bilhões), uma alta de 50,9% na comparação anual. O número veio acima do topo da própria faixa de US$ 44,6 bilhões a US$ 45,8 bilhões e também acima do consenso (US$ 45,5 bilhões).

Destaques de segmentos da TSMC

Por linhas de receita, a computação de alto desempenho (HPC), que reúne chips de inteligência artificial e data centers, passou a representar 68% da receita, ante 57% em 3T25.

Os chips para smartphones seguem perdendo representatividade. Apesar do crescimento da receita, o número foi mais modesto em comparação com outras frentes. O segmento passou a representar 21% da receita, ante 30% um ano antes, enquanto Internet das Coisas (IoT) e automotivo ficaram em 4% cada.

Em relação ao tamanho das tecnologias, o nó de 2 nanômetros segue ganhando tração relevante. No período, o produto foi responsável por 8% da receita de silício, 5 p.p. acima do 2T26, quando as vendas desse componente tiveram início.

O de 3 nanômetros representou 33% (+10 p.p. na comparação anual), enquanto os nós maiores, de 5 e 7 nanômetros, vêm perdendo participação na receita de silício, com 28% (-9 p.p.) e 10% (-4 p.p.), respectivamente. A queda reflete a migração para tecnologias mais avançadas.

Margens sofrem leve contração

Embora a receita tenha alcançado novo recorde, as margens sofreram uma leve contração na comparação trimestral, pressionadas pelos custos de produção dos chips de 2 nm. No início de um novo nó tecnológico, o custo por wafer é mais alto, pressionando a margem consolidada até que o volume de produção amadureça.

A margem bruta ficou em 66,4% (+6,9 p.p. a/a e -1,3 p.p. t/t). Já a margem operacional chegou a 58,7% (+8,1 p.p. a/a e -1,6 p.p. t/t).

Na linha final, o lucro líquido atribuível aos acionistas foi de NT$ 763,06 bilhões (US$ 23,85 bilhões), alta de 68,7% na comparação anual. O lucro por ação diluído foi de NT$ 29,43. Trata-se de uma alta de 68,7%, ou US$ 4,60 por ADR, acima das estimativas próximas de US$ 4,45.

Para o quarto trimestre, o guidance aponta receita entre US$ 52,3 bilhões e US$ 54,3 bilhões, acima das projeções próximas de US$ 51 bilhões, considerando uma taxa de câmbio de NT$ 31,8 por dólar. A margem bruta deve ficar entre 65% e 67%, e a operacional, entre 56,5% e 58,5%, faixa cujo teto fica perto do que a companhia acabou de entregar.

TSMC34 é destaque na carteira de ações internacionais da Empiricus

Apesar de o mercado já esperar resultados recordes, as ADRs caem cerca de 3% no pré-market. O movimento parece refletir tanto a leve contração das margens quanto um cenário de maior cautela com o setor de inteligência artificial, observado nos últimos dias, além do clássico movimento de “compra no boato e vende no fato”.

Em suma, o trimestre responde à dúvida que o último resultado tinha deixado aberta. As margens seguem elevadas, mesmo com a produção de chips de 2 nm já pressionando o resultado na margem.

A demanda pelos componentes mais avançados, a participação de mercado de 73% a 75% e o valuation atrativo, de 18,1x os lucros projetados, considerando o perfil de crescimento da companhia, continuam sustentando a tese e nossa recomendação nos papéis da TSMC (B3: TSMC34 | NYSE: TSM), que já acumulam mais de 500% de rentabilidade na nossa carteira Ações Internacionais.

Estudou finanças na University of Regina, no Canadá, tendo concluído lá parte de sua graduação em economia. Pós-graduado em finanças pelo Insper. Trabalhou em duas das maiores casas de análise de investimento do Brasil, além de ter feito parte da equipe de modelagem financeira de uma boutique voltada para fusões e aquisições. Trabalha hoje no time de analistas da Empiricus, sendo responsável, entre outras coisas, por análises macroeconômicas e políticas, além de cobrir estratégias de alocação. É analista com certificação CNPI.