(Imagem: iStock.com/BING-JHEN HONG)
A TSMC (B3: TSMC34 | NYSE: TSM) acaba de entregar seus resultados do 3T26. No período, a companhia renovou recordes de receita chegando a NT$ 1,49 trilhão (US$ 46,72 bilhões), uma alta de 50,9% na comparação anual. O número veio acima do topo da própria faixa de US$ 44,6 bilhões a US$ 45,8 bilhões e também acima do consenso (US$ 45,5 bilhões).
Destaques de segmentos da TSMC
Por linhas de receita, a computação de alto desempenho (HPC), que reúne chips de inteligência artificial e data centers, passou a representar 68% da receita, ante 57% em 3T25.
Os chips para smartphones seguem perdendo representatividade. Apesar do crescimento da receita, o número foi mais modesto em comparação com outras frentes. O segmento passou a representar 21% da receita, ante 30% um ano antes, enquanto Internet das Coisas (IoT) e automotivo ficaram em 4% cada.
Em relação ao tamanho das tecnologias, o nó de 2 nanômetros segue ganhando tração relevante. No período, o produto foi responsável por 8% da receita de silício, 5 p.p. acima do 2T26, quando as vendas desse componente tiveram início.
O de 3 nanômetros representou 33% (+10 p.p. na comparação anual), enquanto os nós maiores, de 5 e 7 nanômetros, vêm perdendo participação na receita de silício, com 28% (-9 p.p.) e 10% (-4 p.p.), respectivamente. A queda reflete a migração para tecnologias mais avançadas.
Margens sofrem leve contração
Embora a receita tenha alcançado novo recorde, as margens sofreram uma leve contração na comparação trimestral, pressionadas pelos custos de produção dos chips de 2 nm. No início de um novo nó tecnológico, o custo por wafer é mais alto, pressionando a margem consolidada até que o volume de produção amadureça.
A margem bruta ficou em 66,4% (+6,9 p.p. a/a e -1,3 p.p. t/t). Já a margem operacional chegou a 58,7% (+8,1 p.p. a/a e -1,6 p.p. t/t).
Na linha final, o lucro líquido atribuível aos acionistas foi de NT$ 763,06 bilhões (US$ 23,85 bilhões), alta de 68,7% na comparação anual. O lucro por ação diluído foi de NT$ 29,43. Trata-se de uma alta de 68,7%, ou US$ 4,60 por ADR, acima das estimativas próximas de US$ 4,45.
Para o quarto trimestre, o guidance aponta receita entre US$ 52,3 bilhões e US$ 54,3 bilhões, acima das projeções próximas de US$ 51 bilhões, considerando uma taxa de câmbio de NT$ 31,8 por dólar. A margem bruta deve ficar entre 65% e 67%, e a operacional, entre 56,5% e 58,5%, faixa cujo teto fica perto do que a companhia acabou de entregar.
TSMC34 é destaque na carteira de ações internacionais da Empiricus
Apesar de o mercado já esperar resultados recordes, as ADRs caem cerca de 3% no pré-market. O movimento parece refletir tanto a leve contração das margens quanto um cenário de maior cautela com o setor de inteligência artificial, observado nos últimos dias, além do clássico movimento de “compra no boato e vende no fato”.
Em suma, o trimestre responde à dúvida que o último resultado tinha deixado aberta. As margens seguem elevadas, mesmo com a produção de chips de 2 nm já pressionando o resultado na margem.
A demanda pelos componentes mais avançados, a participação de mercado de 73% a 75% e o valuation atrativo, de 18,1x os lucros projetados, considerando o perfil de crescimento da companhia, continuam sustentando a tese e nossa recomendação nos papéis da TSMC (B3: TSMC34 | NYSE: TSM), que já acumulam mais de 500% de rentabilidade na nossa carteira Ações Internacionais.