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Investimentos

Vale (VALE3) aposta na diversificação por meio dos metais básicos; é o momento de investir?

Companhia enxerga um potencial relevante de crescimento para os negócios de cobre e níquel, juntamente com o minério de ferro, avaliam analistas

Por Julia Martins

24 jun 2026, 11:00

fachada de unidade da Vale

Imagem: Shutterstock

Depois de semanas complicadas para os investidores, o anúncio do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã trouxe alívio para o mercado.

Porém, a trégua não será suficiente para arrefecer as expectativas da inflação, afirmam os analistas da Empiricus, já que a tensão geopolítica foi acompanhada de gastos fiscais elevados, tarifas comerciais e cadeias produtivas desagregadas.

Para quem quer buscar em renda extra, o cenário reforça a necessidade de escolher ativos que combinem qualidade, previsibilidade, diversificação e preço adequado.

Por isso, uma das recomendações dos analistas é a Vale (VALE3), que apresenta uma “geração de caixa robusta, crescente diversificação por meio dos metais básicos e exposição as tendências estruturais ligadas à eletrificação da economia global”.

Metais básicos ganham protagonismo: confira a tese da Vale (VALE3)

A Vale (VALE3) atualizou suas projeções para a participação da divisão de Metais Básicos no Ebitda consolidado, na última semana, e elevou a expectativa para 28%.

Como comparação, nos últimos doze meses a unidade tinha respondido por cerca de 21% do resultado operacional. Para os analistas da Empiricus, a revisão aponta que a empresa “enxerga um potencial relevante de crescimento para os negócios no setor”.

O cenário segue positivo principalmente nos negócios que envolvem o minério de ferro. Apesar das turbulências enfrentadas por conta da tensão geopolítica e o consequente aumento dos custos de frete, a demanda pela commodity continuou resiliente e a valorização do minério compensou a pressão.

Para se ter ideia, em maio, a Vale elevou em R$ 1,5 bilhão sua estimativa de fluxo de caixa livre, reflexo da revisão do preço médio do minério de ferro de US$ 102 para US$ 112 por tonelada.

Além disso, outro fator que tem ganhado destaque na estratégia da empresa é a Índia. Ao longo da próxima década, a expectativa é que o país dobre sua capacidade de produção de aço, o que o torna um dos principais motores de crescimento da demanda global de ferro.

“Mais do que abrir uma nova avenida de crescimento, esse movimento contribui para diversificar a base de consumidores da Vale em um momento em que a economia chinesa, ainda amplamente dominante no mercado global de minério, apresenta sinais mais evidentes de desaceleração estrutural”, apontam os analistas.

Vale e quem mais? Veja outros ativos para investir com foco em renda extra

A Vale (VALE3) é um dos ativos escolhidos pelos analistas da Empiricus para a carteira recomendada de renda extra.

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Além disso, você também pode investir no portfólio completo de forma automatizada.

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Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo (USP). Escreve sobre mercado financeiro para os portais Empiricus, Money Times e Seu Dinheiro.