Imagem: Divulgação/Vale
A Vale (VALE3) reportou a prévia operacional do 4T25 com mais uma rodada de números sólidos, superando o guidance estabelecido para 2025.
No segmento de Minério de Ferro, a produção no 4T25 atingiu 90,4 milhões de toneladas (Mt), crescimento anual de +6%, ajudada pelo desempenho positivo de Brucutu e pelo ramp-up de Capanema e VGR1, que mais do que compensaram a queda de produção no Sistema Norte. O destaque negativo ficou com a queda de -9,2% na produção de pelotas, refletindo a menor procura por produtos de maior valor agregado.
Produção de minério de ferro da Vale bate recorde no 4T25
No ano, a produção de Minério de Ferro atingiu 336 Mt, a maior desde 2018 e acima do topo do guidance (335 Mt). Para 2026, a meta de produção é de 335 Mt – 345 Mt.
Ajudada pelo aumento na produção, as vendas cresceram +4,5% vs 4T24, com preços de realização +2,6% mais altos, acompanhando a valorização da commodity no período.
A divisão de metais básicos (Vale Base Metals) também manteve a evolução observada nos últimos trimestres, reflexo de investimentos em melhorias de produtividade e confiabilidade realizados nos últimos anos. A produção de cobre atingiu 108,1 mil toneladas (kt), alta de +6,2% frente ao 4T25 – no ano, a produção atingiu 382 kt, bem acima do topo do guidance, que era de 270 kt. As vendas saltaram +8% no trimestre, acompanhando o aumento de produção, enquanto os preços realizados aumentaram +19%, ajudados pela valorização da commodity.
A produção de níquel cresceu menos, +1,5%, para 46,2 kt, mas também superou o topo do guidance do ano (177,2 kt vs 175 kt). As vendas cresceram em um ritmo mais forte (+5,3% a/a), em função de redução de estoques, por outro lado os preços realizados recuaram -7,1% no trimestre, acompanhando a desvalorização do níquel no período (vale lembrar que na reta final de 2025 os preços saltaram 20%-30%, e têm se sustentado nesses patamares desde então, o que deixa perspectivas bem melhores para o 1T26).
Após alta de 53% nas ações VALE3, ainda dá tempo de investir?
No geral, a Vale apresentou mais uma rodada de números sólidos, que junto com a valorização das commodities metálicas justificam a forte guinada de 53% dos papéis nos últimos 6 meses. Por 5x ebitda esperado para 2026, Vale segue entre as recomendações da Empiricus para dividendos.
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