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Investimentos

Vale (VALE3): O que a prévia do 4T25 diz sobre novas valorizações das ações após alta de 53% em 6 meses?

A prévia operacional do 4T25 da Vale trouxe mais uma leva de dados animadores para a mineradora e seus acionistas. Confira.

Por Ruy Hungria

28 jan 2026, 09:58

Atualizado em 28 jan 2026, 09:58

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Imagem: Divulgação/Vale

A Vale (VALE3) reportou a prévia operacional do 4T25 com mais uma rodada de números sólidos, superando o guidance estabelecido para 2025.

No segmento de Minério de Ferro, a produção no 4T25 atingiu 90,4 milhões de toneladas (Mt), crescimento anual de +6%, ajudada pelo desempenho positivo de Brucutu e pelo ramp-up de Capanema e VGR1, que mais do que compensaram a queda de produção no Sistema Norte. O destaque negativo ficou com a queda de -9,2% na produção de pelotas, refletindo a menor procura por produtos de maior valor agregado.

Produção de minério de ferro da Vale bate recorde no 4T25

No ano, a produção de Minério de Ferro atingiu 336 Mt, a maior desde 2018 e acima do topo do guidance (335 Mt). Para 2026, a meta de produção é de 335 Mt – 345 Mt.

Ajudada pelo aumento na produção, as vendas cresceram +4,5% vs 4T24, com preços de realização +2,6% mais altos, acompanhando a valorização da commodity no período.

A divisão de metais básicos (Vale Base Metals) também manteve a evolução observada nos últimos trimestres, reflexo de investimentos em melhorias de produtividade e confiabilidade realizados nos últimos anos. A produção de cobre atingiu 108,1 mil toneladas (kt), alta de +6,2% frente ao 4T25 – no ano, a produção atingiu 382 kt, bem acima do topo do guidance, que era de 270 kt. As vendas saltaram +8% no trimestre, acompanhando o aumento de produção, enquanto os preços realizados aumentaram +19%, ajudados pela valorização da commodity.

A produção de níquel cresceu menos, +1,5%, para 46,2 kt, mas também superou o topo do guidance do ano (177,2 kt vs 175 kt). As vendas cresceram em um ritmo mais forte (+5,3% a/a), em função de redução de estoques, por outro lado os preços realizados recuaram -7,1% no trimestre, acompanhando a desvalorização do níquel no período (vale lembrar que na reta final de 2025 os preços saltaram 20%-30%, e têm se sustentado nesses patamares desde então, o que deixa perspectivas bem melhores para o 1T26).

Após alta de 53% nas ações VALE3, ainda dá tempo de investir?

No geral, a Vale apresentou mais uma rodada de números sólidos, que junto com a valorização das commodities metálicas justificam a forte guinada de 53% dos papéis nos últimos 6 meses. Por 5x ebitda esperado para 2026, Vale segue entre as recomendações da Empiricus para dividendos.

Bacharel em Física formado na Universidade de São Paulo (USP), possui MBA de Finanças na Fipe e iniciou a carreira no mercado financeiro em 2011, na própria Empiricus Research. Está à frente da série da casa focada em opções desde 2018, além de contribuir na elaboração e decisões de investimentos nas séries da Empiricus focadas em microcaps e dividendos, além de fazer o acompanhamento de companhias de diversos setores, com mais foco em Utilities e Oil & Gas. Desde o início de 2020 é colunista do portal Seu Dinheiro.