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Volatilidade: entenda o que é e como avaliá-la em seus investimentos

A volatilidade mostra quanto o preço de um ativo varia para cima ou para baixo, em determinado período. Saiba mais sobre a volatilidade e como avaliá-la.

Por Equipe Empiricus

16 de fevereiro de 2023, 09:56

Imagem representando a volatilidade, mostrando a apresentação de gráfico ascendente para um grupo de investidores.

Os produtos disponíveis no mercado financeiro sofrem com uma volatilidade constante. Mas, alguns variam mais e outros menos, o que cria oportunidades de investimento para todos os perfis.

Neste texto, você vai entender quais os riscos da volatilidade e como transformá-la em algo positivo e lucrativo. Confira!

O que é volatilidade?

A volatilidade no mercado financeiro é um termo usado para descrever a quantidade de flutuação do preço de um ativo, geralmente um estoque, título, moeda ou índice.

Quando um mercado é volátil, isso significa que o preço de um ativo pode flutuar de modo significativo durante um curto período de tempo. A volatilidade geralmente se mensura pelos indicadores de desempenho.

Essas medidas usam dados históricos do mercado para criar uma imagem clara da variação de preço de um ativo ao longo do tempo. Além disso, a volatilidade também é usada para determinar o tamanho de uma posição de investimento ou o risco de um investimento em particular.

O maior nível de variações no mercado financeiro aumenta o risco de investir, pois há sempre a possibilidade de flutuações contrárias ao esperado, o que resulta em perdas de capital.

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Qual a relação entre risco e volatilidade?

A volatilidade representa a possibilidade da ação ou outro ativo flutuar amplamente em seu preço durante um período de tempo. Isto torna os retornos potenciais difíceis de prever.

Quando os mercados são mais voláteis, os investimentos financeiros têm um maior risco de perdas substanciais. As flutuações ampliam a probabilidade de resultados extremos, sejam lucrativos ou não. Por conseguinte, um ativo volátil aumenta o risco para o investidor.

Esses conceitos caminham juntos no mercado, então não há como falar em um sem falar no outro. Por isso, encontrar uma forma de equilibrar os dois é o melhor caminho para o sucesso.

Como usar a volatilidade a seu favor?

As grandes variações de preço podem ser extremamente úteis ao investidor, desde que ele tome as seguintes atitudes:

  1. Utilize análise técnica para acompanhar os movimentos de preços. A análise técnica é uma forma de prever o que o mercado vai fazer em resposta às mudanças do mercado. Você pode usar gráficos, análise de tendências e outras ferramentas para identificar oportunidades de negociação;
  2. Desenvolva estratégias de gerenciamento de risco. É importante aprender a gerenciar os riscos inerentes à volatilidade do mercado, usando stop-loss orders e limit orders, por exemplo. Isso ajudará você a evitar grandes perdas enquanto aproveita as oscilações no mercado;
  3. Invista em ações voláteis. Investir em ações voláteis é uma ótima maneira de aproveitar os movimentos de preços e lucrar com altos retornos. No entanto, é importante notar que investir em ações voláteis também envolve riscos muito altos;
  4. Utilize produtos derivados. Os produtos derivados permitem que os investidores entrem em contratos baseados nos preços futuros dos ativos. Isso lhe dá acesso a uma ampla variedade de opções de investimento para controlar os riscos e ganhar dinheiro a partir das flutuações do mercado.

Por que a volatilidade é importante para os especuladores?

A volatilidade ajuda os especuladores do mercado financeiro porque lhes oferece oportunidades de lucrar muito em um curto período.

Pois, quando os preços se movem bruscamente para cima ou para baixo, os especuladores podem lucrar com a compra e venda desses ativos. Fornece também aos especuladores um meio de explorar uma variedade de estratégias diferentes para lucrar com essas movimentações.

Um exemplo mais claro são os chamados Day Traders, ou seja, aqueles operadores do mercado financeiro que abrem e fecham operações no mesmo dia. Esses investidores estão sempre em busca de grandes oscilações no mercado.

Imagine o mini-índice, um tipo de derivativo do mercado futuro baseado no índice Bovespa. Muitos especuladores gostam desse ativo porque ele varia milhares de pontos em um único dia. Então, quando o trader consegue acertar as entradas corretas, há muitas chances de lucros.

Quais os riscos que a volatilidade traz aos seus investimentos?

Os principais riscos dessas grandes movimentações são:

  1. Risco de perda substancial: devido à volatilidade do mercado, uma carteira de ações pode sofrer significativas perdas de valor;
  2. Dificuldade de prever o preço futuro: Com as mudanças voláteis nos preços, pode ser muito difícil para um investidor prever qual será o preço das ações no futuro;
  3. Risco de liquidez: Quando os preços das ações flutuam muito, o volume de negócios pode diminuir e tornar difícil para os investidores vender seus títulos;
  4. Desenvolve estratégias arriscadas: durante períodos de volatilidade, os investidores podem se sentir tentados a tomar decisões de investimento muito arriscadas;
  5. Risco de ações e investimentos: investimentos que permitem aproveitar a volatilidade do mercado podem ser extremamente arriscados, pois os resultados podem não corresponder às expectativas dos investidores.

Mas, apesar dos riscos, há de se considerar que essas movimentações são uma ótima forma de potencializar os ganhos. Por isso, o investidor deve estudar e se preparar para aproveitar esses momentos.

Além do conhecimento técnico, é muito importante que a pessoa possua bom controle emocional. Pois, as grandes variações vão potencializar os ganhos e eventuais perdas.

Assim, se o fator emocional não estiver em equilíbrio, isso pode contribuir para a tomada de decisões equivocadas que piorem a situação.

Como calcular a volatilidade?

Para calcular a volatilidade do mercado é necessário considerar o desempenho das ações. As variações têm a ver com quantos picos, recessões e variações substanciais ocorrem no dia a dia e como elas se comparam com o desempenho histórico do mercado.

As medidas mais comuns usadas para medir a volatilidade são: desvio padrão, coeficiente de variação, índice beta, índice de Sharpe e variância. Estes indicadores ajudam a mensurar a probabilidade de redução de preços, além de apontar as direções de alta e baixa futuras.

Como é a volatilidade dos principais ativos do mercado?

Cada ativo do mercado financeiro vai variar de forma diferente. É importante notar que alguns apresentam oscilações menores, enquanto outros são capazes de flutuar muito em um curto período.

Fundos de investimentos

A volatilidade dos fundos de investimento depende de fatores como as condições econômicas, a composição do fundo, o perfil de risco dos administradores e a exposição às mudanças das taxas de câmbio.

Por outro lado, geralmente é possível reduzir a movimentação dos fundos de investimento escolhendo fundos diversificados com uma abordagem mais conservadora ou recorrendo às formas alternativas de investimento.

Ações

A volatilidade das ações varia amplamente, dependendo do índice ou da empresa em questão. Uma ação geralmente será mais volátil quando existem mudanças (ou expectativa de mudanças) nas perspectivas de lucro e/ou preço da empresa. Por outro lado, ações de empresas estabelecidas ou de setores estáveis tendem a ser menos voláteis.

Tesouro direto

A volatilidade dos títulos do Tesouro Direto depende do prazo de vencimento. Títulos com prazos curtos tendem a ter menos volatilidade, enquanto títulos mais longos podem ter maior variação. O índice de flutuação do Tesouro Direto é menor do que o índice de volatilidade da bolsa de valores ou do mercado FOREX.

Esse tipo de investimento é um dos preferidos dos investidores conservadores, já que as movimentações são mais previsíveis e, geralmente, é possível saber com boa exatidão qual será o resultado final do investimento logo no momento da aplicação.

Como proteger seus investimentos contra a volatilidade?

Para diminuir os riscos provenientes de grandes flutuações, o investidor pode seguir algumas ideias:

  1. Evite seguir o rebanho. É comum ouvirmos conselhos para comprar todas as ações que estão em alta. No entanto, isso pode aumentar a volatilidade de seus investimentos. Se você acompanhar o comportamento dos outros e não desenvolver uma estratégia, pode ter problemas;
  2. Diversifique sua carteira. Uma boa opção é investir em ações, títulos, fundos mútuos, imóveis e outros investimentos adequados ao seu perfil. A diversificação financeira ajudará a reduzir as flutuações de seus investimentos ao garantir maior estabilidade;
  3. Use alavancagem de forma responsável. A alavancagem em finanças é o uso de empréstimos para obter lucros, o que aumenta os riscos. O uso recorrente de alavancagem ou o uso desse recurso em títulos de empresas muito voláteis pode aumentar ainda mais as variações. Por isso, utilize alavancagem com responsabilidade;
  4. Tenha um plano de investimento. É aconselhável ter um plano de investimento e acompanhar seu desempenho no curto, médio e longo prazo, além de se manter informado sobre as próximas mudanças no mercado;
  5. Use ordens de stop loss. A utilização de ordens de stop loss é uma boa forma de lidar com as oscilações do mercado. Essa ordem garante a venda de uma determinada ação caso ela caia abaixo de um preço específico pré-determinado, ajudando a limitar o potencial de queda em seus investimentos.

Além disso, esteja ciente do seu perfil como investidor e siga as recomendações adequadas. Pois, ao entrar para o mercado, muitas pessoas ficam de olho em oportunidades de ganhos em um curto prazo.

Mas, para se aventurar nesse tipo de investimento é preciso ter muito conhecimento e um perfil arrojado.

Por outro lado, se uma pessoa conservadora se arrisca nesse tipo de opção, ela pode perder o controle e sofrer com grandes perdas financeiras.

O ideal é que todo iniciante tenha uma carteira diversificada e aplique apenas o menor percentual do capital disponível em ativos com alta volatilidade.

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