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Empiricus Educação

A grande aposta de Bill Gates, ao seu alcance

Não é de hoje que somos alertados sobre a necessidade de preservar o planeta. Mas há poucos dias, o relatório publicado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU) trouxe um “sinal vermelho sobre os combustíveis fósseis”, nas palavras do próprio secretário-geral António Guterres. 

Por Rodolfo Amstalden

23 ago 2021, 13:46

Não é de hoje que somos alertados sobre a necessidade de preservar o planeta. Mas há poucos dias, o relatório publicado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU) trouxe um “sinal vermelho sobre os combustíveis fósseis”, nas palavras do próprio secretário-geral António Guterres. 

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Segundo a ONU, as mudanças climáticas trazidas pela ação humana “não têm precedentes” e é necessária uma redução drástica das emissões de gases do efeito estufa – principalmente de dióxido de carbono (CO2), para mitigar o aquecimento global. A recomendação aos líderes globais é uma atuação mais vigorosa na transição para uma matriz energética mais limpa. 

Em meio a esse debate, imagine um combustível com potencial para substituir o petróleo e que, em vez de emitir gás carbônico, liberasse água na atmosfera? 

Sim, ele existe: é o hidrogênio verde, uma das grandes apostas de Bill Gates e das principais potências globais. Aqui, eu quero trazer algumas informações relevantes sobre este mercado que tem bastante potencial. Vale a pena você ficar por dentro. 

Assim como a gasolina, por exemplo, o H2 verde armazena grande quantidade de energia e pode ser usado em indústrias, termelétricas, veículos, aviões e navios. Inclusive, já é usado pela NASA como combustível de foguete. 

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Mas por que é chamado hidrogênio verde? 

O motivo dessa denominação é porque ele é produzido a partir da eletrólise da água, com utilização de fontes renováveis como energia eólica e solar. Então, além de evitar a poluição no consumo, o combustível é resultante de um processo totalmente limpo. 

A sua produção ainda é muito cara e esse é um dos principais desafios para que ganhe escala.

Para você ter uma ideia, mais de 90% de todo o hidrogênio produzido no mundo é o cinza, gerado a partir do gás natural, e existe também o hidrogênio preto, feito a partir do carvão. Esses dois tipos são mais baratos para produzir, mas não ideais na pauta ambiental. 

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Porém, as perspectivas são positivas para o H2 verde e tudo indica que ele ocupará cada vez mais espaço como fonte de energia globalmente. 

Apesar de ainda elevado, o custo de produção vem diminuindo. Hoje, um quilo de hidrogênio verde custa entre US$ 3 e US$ 6,5, abaixo da faixa de US$ 10 a US$ 15 de dez anos atrás. Por sua vez, o preço dos eletrolisadores, máquinas que produzem hidrogênio a partir da água, caiu 50% nos últimos cinco anos e, segundo especialistas, pode cair até 90% até 2030. 

As grandes economias estão adotando políticas para impulsionar o novo combustível. A União Europeia, por exemplo, tem no hidrogênio verde um dos seus principais pilares na transição energética e fará maciços investimentos até 2030. Já o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que pretende equiparar o preço do hidrogênio verde ao cinza em uma década. 

Esse segmento pode assumir uma dimensão gigantesca, conforme estudos que temos acompanhado. O Bank of America, uma das instituições financeiras mais respeitadas do mundo, fez um levantamento que revela que diante das mudanças na matriz energética mundial, o hidrogênio poderia gerar US$ 11 trilhões em oportunidades de investimentos em infraestrutura nos próximos 30 anos e receitas anuais de US$ 2,5 trilhões. 

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Um investimento democrático

Aí estão as chances de altos retornos no longo prazo – o H2 verde está piscando no radar. Cada vez mais investidores e gestores se posicionam nesse mercado. Como mencionei, um dos exemplos é  Bill Gates, fundador da Microsoft, que já injetou mais de US$ 2 bilhões em uma startup israelense que atua para aumentar a eficiência da eletrólise. 

E você, assim como ele, também pode investir nesse combustível, pois existem diversos ETFs (fundos de índices) e companhias abertas promissoras no segmento. 

Aqui no Brasil, a Vitreo está na vanguarda. A plataforma de investimentos lançou recentemente o fundo Vitreo Hidrogênio.

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Entre os ativos que fazem parte de um ETF que o fundo comprou está a Plug Power (Nasdaq:PLUG), desenvolvedora de tecnologias de produção de hidrogênio e célula de combustível que possui entre seus clientes a NASA, Amazon, Boeing e BMW. As ações dessa companhia valorizaram 220% nos últimos 12 meses. 

Outra empresa presente no fundo da Vitreo é a ITM Power (LSE: ITM), que já construiu sete postos de abastecimento de hidrogênio no Reino Unido e pretende chegar a 100 em cinco anos. 

A vantagem é que não é preciso ter muito dinheiro para investir no Vitreo Hidrogênio e diversificar ainda mais sua carteira. A partir de apenas R$ 100 já é possível começar a surfar nesse mercado. Isso com a gestão de profissionais que realmente entendem do assunto.  

Eu gostaria de destacar que, por ser um investimento alternativo, é recomendável mesmo um pequeno aporte, algo que represente uma fatia módica do seu patrimônio, de 1% a 3%. Além disso, é uma estratégia para uma janela temporal maior, uma vez que as alterações na matriz energética não ocorrem da noite para o dia.

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O ponto positivo é que o hidrogênio verde se tornou mais uma alternativa de investimento ao alcance de todos.

Um abraço,

Sócio-fundador e CEO da Empiricus, é bacharel em Economia pela FEA-USP, em Jornalismo pela Cásper Líbero e mestre em Finanças pela FGV-EESP.