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Palavra do Estrategista

A reprecificação do Regime Monetário: a inflação se recusa a ir embora

Avaliamos a dinâmica recente da inflação no Brasil e no mundo, seus desdobramentos para a política monetária dos principais bancos centrais e os impactos sobre os ativos de risco Comentamos as últimas movimentações da Cosan, envolvendo a Rumo e os ativos da Raízen na Argentina Trazemos notas sobre o processo de amadurecimento da indústria de […]

Matheus Spiess

Por Matheus Spiess

10 jun 2026, 09:30

Palavra do Estrategista

Imagem criada com auxílio de inteligência artificial e edição da equipe Empiricus.

Avaliamos a dinâmica recente da inflação no Brasil e no mundo, seus desdobramentos para a política monetária dos principais bancos centrais e os impactos sobre os ativos de risco

Comentamos as últimas movimentações da Cosan, envolvendo a Rumo e os ativos da Raízen na Argentina

Trazemos notas sobre o processo de amadurecimento da indústria de fundos imobiliários, em sua busca natural por estruturas maiores, mais líquidas e mais eficientes

Enquanto a inteligência artificial domina os fluxos globais, analisamos por que o Bitcoin voltou a depender da liquidez para recuperar protagonismo

E também apresentamos algumas atualizações sobre a indústria global de energia nuclear

Resumo: No relatório de hoje, analisamos a dinâmica recente da inflação no Brasil e nas principais economias do mundo, buscando entender por que o processo de convergência dos preços tem se mostrado mais lento do que o esperado e quais podem ser os desdobramentos para a trajetória dos juros, a atuação dos bancos centrais e o comportamento dos ativos de risco nos próximos meses. Em seguida, avaliamos as mais recentes movimentações estratégicas da Cosan, incluindo os desdobramentos envolvendo a Rumo e os ativos da Raízen na Argentina, procurando identificar o que essas decisões revelam sobre a alocação de capital do grupo, seu processo de desalavancagem e suas prioridades estratégicas para os próximos anos. Na sequência, trazemos algumas reflexões sobre o amadurecimento da indústria de fundos imobiliários, que parece ingressar em uma nova etapa marcada pela busca por maior escala, liquidez, eficiência operacional e simplificação de estruturas, em um movimento que pode redefinir a dinâmica competitiva do setor ao longo da próxima década. Também discutimos o mercado de criptoativos em um ambiente no qual a inteligência artificial continua concentrando uma parcela relevante dos fluxos globais de capital, analisando por que o Bitcoin perdeu momentum recentemente e voltou a depender mais diretamente da liquidez global e da trajetória dos juros para recuperar protagonismo. Por fim, atualizamos nossa visão sobre a indústria global de energia nuclear, abordando o avanço acelerado da China, os desafios relacionados à oferta de urânio e as implicações de longo prazo para a segurança energética, a transição para fontes de menor emissão de carbono e as oportunidades de investimento associadas ao setor. Espero que gostem da leitura.

Índice

Parte 1 — O Banco Central diante de um erro de calibragem
Parte 2 —Cosan: os negócios avançam, o cenário penaliza
Parte 3 — A nova etapa de consolidação dos fundos imobiliários
Parte 4 — Quando a liquidez aperta, o Bitcoin sente
Parte 5 — A China na nova corrida pela segurança energética

Como temos comentado já há algum tempo, o mercado global operou nos últimos meses sob uma narrativa relativamente confortável. A economia americana seguia crescendo, os lucros das grandes companhias continuavam resilientes e a inteligência artificial oferecia uma história poderosa de produtividade, investimento e expansão de margens. O resultado foi um rali expressivo em tecnologia, semicondutores e empresas ligadas à infraestrutura digital.

O problema é que mercados não se movem apenas por histórias. Eles também dependem de liquidez, juros e valuation. Quando os preços sobem rápido demais, qualquer decepção marginal pode funcionar como desculpa para realização. Foi exatamente isso que aconteceu com a Broadcom: o resultado não destruiu a tese de IA, mas foi suficiente para lembrar que nem mesmo uma tendência estrutural elimina o risco de excesso de expectativa.

Esse conteúdo é exclusivo para assinantes do Empiricus+

Estudou finanças na University of Regina, no Canadá, tendo concluído lá parte de sua graduação em economia. Pós-graduado em finanças pelo Insper. Trabalhou em duas das maiores casas de análise de investimento do Brasil, além de ter feito parte da equipe de modelagem financeira de uma boutique voltada para fusões e aquisições. Trabalha hoje no time de analistas da Empiricus, sendo responsável, entre outras coisas, por análises macroeconômicas e políticas, além de cobrir estratégias de alocação. É analista com certificação CNPI.