Imagem: Pexels/Dan Nelson
A evolução da inteligência artificial (IA) tem ampliado a necessidade de soluções voltadas para a cibersegurança. O mercado global do setor deve crescer mais de 12,5% em 2026 e atingir cerca de US$ 240 bilhões.
Para Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, a incorporação de agentes autônomos em suas operações tornou o perímetro de segurança das empresas mais amplo, dinâmico e difícil de monitorar.
“[Isso acaba] exigindo investimentos contínuos em controle de acessos, proteção de informações sensíveis e acompanhamento de ameaças”, afirma o analista.
IA pode ajudar na cibersegurança, mas também amplia riscos
O uso cada vez maior de copilotos e agentes autônomos que utilizam inteligência artificial nos ambientes corporativos tem sido responsável pela criação de novas superfícies de exposição.
O conceito diz respeito a soma de todos os pontos vulneráveis, de uma empresa ou organização, que agentes mal-intencionados podem utilizar para obter acesso não autorizado à rede ou a dados sensíveis.
A prevenção, detecção de ameaças e respostas a incidentes cibernéticos estão entre as funções que podem ser automatizadas com a ajuda da IA. Porém, Spiess aponta que essas frentes respondem por uma parcela limitada do mercado.
“Segmentos centrais como segurança de identidade, nuvem, dados, redes e dispositivos, tendem a ganhar ainda mais relevância à medida que os ambientes digitais se tornam mais amplos, conectados e complexos”, afirma o analista.
Spiess aponta que o avanço dos agentes de inteligência artificial também deve exigir mais investimentos do setor nos próximos anos. Os agentes são programas capazes de realizarem tarefas de maneira autônoma, com pouca ou nenhuma supervisão.
A expectativa é de que a IA baseada em agentes responda por cerca de 15% dos orçamentos globais de cibersegurança até 2029, quase três vezes o nível atual.
Para se ter ideia, atualmente, os gastos com segurança digital representam apenas 4% das despesas totais com tecnologia da informação. Na visão do analista, isso sugere um “espaço relevante para expansão à medida que a economia se torna mais digital e dependente de inteligência artificial.”
E para quem aproveitar a oportunidade no segmento de cibersegurança, Spiess tem uma recomendação de investimento…
Descubra onde investir para aproveitar ciclo da cibersegurança
Para os investidores interessados em cibersegurança, Spiess recomenda o BDR BBUG39, que replica na Bolsa Brasileira o ETF Global X Cybersecurity.
O analista destaca que o ETF reúne empresas:
- Líderes em defesa digital;
- Com receitas recorrentes e atuação global e
- Crescente incorporação de inteligência artificial em seus modelos de negócio.
O BBGU39 é uma alternativa local para acessá-lo.
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