O que aconteceu (e vai acontecer) com os Fundos de Investimento Imobiliário FIIs? | com Caio Araújo

Hoje, Caio Araújo, responsável pela série Renda Imobiliária, veio te contar sobre os panoramas deste mercado após um ano com tantas incertezas. 

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Paralisação de shoppings, a popularização do Home Office e o aumento do setor logístico, foram questões recorrentes para o investidor brasileiro em 2020, inclusive para os alocados no setor imobiliário. Hoje, Caio Araújo, responsável pela série Renda Imobiliária, veio te contar sobre os panoramas deste mercado após um ano com tantas incertezas. 

Mas o que são Fundos Imobiliários e por que todas essas questões atingem esses investidores? Basicamente, Fundos Imobiliários são veículos para você se expor a imóveis na Bolsa. Se tornando cotista de um imóvel, você tem direito a receber os proveitos mensais que eles oferecem. Em 2020, um dos anos mais cruciais para o mercado financeiro, o IFIX (principal índice de Fundos Imobiliários da Bolsa) terminou o ano abaixo, com uma queda de 10% em seus resultados. 

Ainda sobre o IFIX, é importante saber que ele é muito concentrado em 4 setores:

- Lajes Corporativas: este é o setor que foi impactado por conta do home office. Com as empresas adotando este modelo de trabalho, o setor que se beneficia pelos custos de espaços corporativos é afetado diretamente. Isso não significa descartar  este setor, e sim, uma mudança no critério de escolha e ser mais rigoroso no momento de escolher uma Laje Corporativa, que é o setor mais interessante para ganho de renda. 

- Shoppings: este setor tem algumas ameaças, como a popularização do seu competidor, o E-commerce, e a paralisação que afetou suas atividades e até mesmo o home office, que diminui a frequência de seus consumidores. Mas no panorama geral, o setor de shoppings está cotado para a recuperação econômica, já que ele é visto também como uma opção de lazer.

- Fundos de papéis:são os fundos que compram títulos privados, que normalmente são os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) ou Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e outros papéis. Este segmento se manteve estável, mas um pouco abaixo do esperado no primeiro semestre de 2020, por conta dos impactos no mercado de capitais. Mas vimos uma recuperação ao final do mesmo ano, em razão da parcela residencial, já que muitos desses títulos são indexados a imóveis residenciais, que estão em alta por conta dos juros baixos. 

-Fundos de Galpão: teve uma alta durante a pandemia, por conta do setor logístico. O maior impulso veio das empresas de E-commerce, que cada vez mais precisam dessas estruturas para atender a demanda nacional e de exportação. 

Por fim, o mercado imobiliário teve uma crescente em 2020 e estamos otimistas para 2021. Após um ano desafiador, a quantidade de investidores no segmento teve uma alta de 80% e o numero de ofertas aumentou. Com este mercado mais maduro, acreditamos que os fundos imobiliários tem tudo pra aproveitar este âmbito de retomada e crescer ainda mais. 

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