Guia das Criptomoedas: saiba tudo sobre Bitcoin e altcoins

Descubra como ganhar dinheiro com Altcoins e Bitcoins neste guia definitivo sobre criptomoedas.

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Guia das Criptomoedas: saiba tudo sobre Bitcoin e altcoins

Você gostaria de ter uma valorização de 3.500% em sua carteira de investimentos?

As criptomoedas chegaram para ficar. Elas são uma pauta constante na mídia, e no final de agosto somaram US$ 170 bilhões em valor de mercado.

Você já deve ter ouvido falar do Bitcoin, a primeira e principal criptomoeda do mercado.

Se quer descobrir o que é o Bitcoin, qual sua história e como você pode começar a investir na criptomoeda, leia esse outro guia completo que preparamos para você.

Todavia, não foi o Bitcoin que chegou a valorizar 3.500% neste ano.  A protagonista dessa valorização impressionante  foi a segunda criptomoeda mais negociada no mundo, o Ethereum.

Existem mais de mil criptomoedas, diversas delas valendo apenas alguns poucos dólares, e qualquer uma pode rapidamente dar um salto como esse.

Ou seja, com pouco dinheiro, você pode investir em moedas que ainda não estão consolidadas e ver esse valor multiplicar inúmeras vezes.

Não é sem razão que diversas pessoas tornaram-se milionárias sem ter que trabalhar uma hora a mais para isso. Tudo o que elas fizeram foi investir em Bitcoin e em outras moedas digitais.

Quer ser o próximo milionário do “criptomercado”? Leia com atenção este guia até o fim.

Boa leitura!

Introdução – O que é Bitcoin

O Bitcoin é a primeira e mais consolidada criptomoeda do mercado.

O Bitcoin é uma moeda como o real ou o dólar. Ele tem valor monetário e pode ser trocado por qualquer outra moeda ao redor do mundo.

A diferença é que o Bitcoin não tem cédulas, Governo ou uma economia nacional.

Mesmo assim, o Bitcoin pode ser utilizado para comprar uma grande variedade de coisas. Desde um jogo online até um hambúrguer no McDonald’s.

Assim como o serial de uma cédula de real garante que ela é única, o Bitcoin possui um poderoso código obtido por meio de processamento de dados. Para um bitcoin nascer, são necessários muitos computadores poderosos e muita energia elétrica.

Mas qual foi a grande sacada do Bitcoin? Por que ele é tão disruptivo?

O Bitcoin é genial porque é uma moeda global 100% livre de governos e instituições financeiras.

O que garante o controle da moeda, afinal? A própria rede Bitcoin.

O Bitcoin também é uma rede de transações. O sistema blockchain atua como gerador de novas moedas e fiscalizador de todas as transações.

Sempre que uma fração de bitcoin troca de mãos, é submetida a 6 verificações por sua rede mundial de computadores. Essa rede, a blockchain, que é também o lastro da moeda, garante 100% de segurança aos usuários.

Dentro desse sistema, você não precisa se identificar para negociar a moeda e, ela é praticamente impossível de ser hackeada.

Em outras palavras, o Bitcoin é seguro e transparente. Todos sabem o caminho que cada moeda percorreu e, mesmo assim, todas as identidades ficam seguras e protegidas.

Surgimento do Bitcoin

Em 2008, o conceito do Bitcoin foi publicado em um PDF online por seu misterioso autor Satoshi Nakamoto, cuja identidade real jamais foi revelada.

O início da trajetória da criptomoeda coincidiu com a crise internacional, em que mesmo bancos consolidados se viram obrigados a fechar as portas.

Em uma situação como essa, em que você não pode confiar em governos nem próprio sistema financeiro, onde guardar o seu dinheiro com segurança?

Na internet.

Um país inteiro pode quebrar. Isso aconteceu várias vezes e continuará acontecendo. Mas sabe o que nunca quebrou desde o seu surgimento? A internet e a rede mundial de computadores.

É por isso que o Bitcoin já é considerado o novo ouro. Quando há sinais de possíveis conflitos com a Coreia do Norte, em vez de o ouro disparar, é o Bitcoin quem reage como refúgio de capital.

Como Satoshi projetou o Bitcoin

desde sua concepção, o Bitcoin foi desenvolvido para gerar novas moedas até o limite de 21 milhões unidades. Até hoje, já foram mineradas 16 milhões.

Esse sistema de mineração foi concebido para tornar cada vez mais difícil a aquisição de novas moedas.

Quanto mais pessoas estiverem minerando e mais moedas existirem, mais difícil é minerar um novo bitcoin.

Além disso, a cada quatro anos, a recompensa dos mineradores cai pela metade automaticamente.

Por que investir em moedas digitais?

O mercado de criptomoedas tem atraído um número cada vez maior de investidores.

Veja um pequeno resumo sobre os fatores que tornaram o Bitcoin e as criptomoedas um dos melhores investimentos do mercado:

#1 – Aberto 24/7

O mercado global de Bitcoin não para. Você pode comprar e vender Bitcoin de domingo a domingo, 24 horas por dia. Diferentemente do mercado de ações, que obedece a uma agenda específica em cada país.

#2 – Mercado global

Ninguém gosta de ter o dinheiro preso. Com o Bitcoin, você sempre terá um comprador ou um vendedor disposto a fazer negócio. São milhões de pessoas negociando ao mesmo tempo ao redor do globo. Portanto, esse é um mercado de altíssima liquidez.

Além disso, por ser uma moeda sem fronteiras, ela está acima dos problemas econômicos e políticos de um país.

#3 – Segurança e transparência

Cada bitcoin é único e leva o histórico de movimentações impresso em seu código. Depois de comprar bitcoins, você pode guardar eles em uma carteira online 100% segura ou até mesmo imprimir o código em uma folha e guardá-lo em um cofre.

Veja aqui formas de armazenar o seu Bitcoin e outras moedas com segurança.

#4 – Moeda descentralizada

Imagine como seria a economia brasileira sem tantas interferências do governo e da política. Talvez o Brasil nem tivesse entrado em uma crise econômica.

O mercado de criptomoedas está libre do controle de empresas, governos ou políticos.

Isso não significa que ele não oscile de acordo com decisões governamentais. Na verdade, por não estar nas mãos de um Banco Central que busque a estabilidade, esse é o mercado que mais oscila no mundo.

Por outro lado, esse também é um mercado robusto. Mesmo que um país tente atacar a criptomoeda, proibindo a população de negociá-la, ela continuará existindo porque é global, e não local.

#5 – Tendência deflacionária

Como existe um limite de produção e  a demanda por Bitcoin não está diminuindo, teoricamente, a moeda tende a se valorizar no longo prazo.

#6 – Sem intermediadores

Só no Brasil, os bancos, corretoras e financeiras lucram bilhões. Mas e se essas instituições não fossem mais necessárias? Com o Bitcoin e as criptomoedas, elas não são. Pelo menos não na mesma medida.

Você pode transacionar seus bitcoins de maneira completamente livre, para qualquer parte do mundo. Sem precisar pagar taxas para essas organizações.

No entanto, é preciso pagar uma pequena taxa para os mineradores que validam suas transações. Ela permite que você transacione o dinheiro para qualquer lugar do mundo em questão de minutos, com segurança e privacidade.

O que são criptomoedas e altcoins?

Conheça outras criptomoedas, também chamadas de altcoins.

Nem só de Bitcoin vive o investidor moderno. Existem mais de mil outras criptomoedas. Como o Bitcoin, todas elas são 100% digitais e a maioria também é descentralizada.

Essas moedas são chamadas de altcoins porque são alternativas ao Bitcoin. Você pode acessar uma lista delas no site Coin Market Cap.

Uma nova criptomoeda pode surgir de duas formas: por meio de um hard fork ou por meio de um ICO (lançamento de uma nova criptomoeda).

Antes do Bitcoin, houve outras tentativas de emplacar uma criptomoeda forte, mas foi apenas com o Bitcoin que o mercado se formou de fato.

Com seu código, a blockchain e o conceito de Satoshi foram muito bem desenvolvidos, quando o Bitcoin se tornou popular na comunidade cripto, passou a ser referência para a criação de diversas outras moedas digitais.

Consequentemente, as outras criptomoedas são derivações do Bitcoin. Apesar de poderem se diferenciar bastante no método de mineração, validação e na tecnologia como um todo, de um modo ou de outro, todas bebem da mesma fonte.

Ainda assim, cada criptomoeda representa um avanço tecnológico específico e, portanto, tem objetivos diferentes do Bitcoin.

O Ethereum, por exemplo, foi concebido para programar acordos vinculativos dentro da própria blockchain. Esse se tornou um recurso popular de contrato inteligente, o smart contract.

Outro bom exemplo é o Ripple, que tem como objetivo possibilitar a troca de dinheiro de modo similar ao que já é feito com a troca de informações.  A ideia é permitir que você mande dinheiro para uma pessoa assim como envia um e-mail.

São muitos os exemplos de objetivos de altcoin. Isso acontece pois a blockchain traz inúmeras possibilidades de uso no mercado financeiro.

Qual é a melhor criptomoeda?

Uma criptomoeda pode ser avaliada de muitas formas:  por sua utilidade, eficiência, potencial de valorização, etc.

Logo, cada uma delas é melhor para um fim específico.

O mercado de cryptocurrencies é como um mercado competitivo dessas empresas.

Cada moeda tem um segmento específico. Aquela que for melhor em atender às demandas do seu segmento acaba sendo a mais valorizada.

Além disso, a melhor criptomoeda para você depende do seu perfil de investidor.

Se você busca rentabilidades incríveis, deve investir em ICO’s e criptomoedas que ainda estão desvalorizadas, esperando um boom em seu preço.

Como os projetos dessas criptomoedas já são bem-sucedidos, e elas ainda têm pela frente um longo caminho de valorização, você só precisa esperar pela popularização e maior confiança em suas utilidades.

A seguir, falamos um pouco como nascem novas criptomoedas.

O que é um fork

“Fork” é o nome dado ao processo de divisão de uma criptomoeda.

Toda criptomoeda é mantida por uma comunidade, principalmente por mineradores que geram novas moedas e validam as transações realizadas.

nas comunidades de criptomoedas, como em qualquer comunidade, manter um grande números de pessoas alinhadas a um mesmo objetivo não é tarefa fácil. Quando um pequeno grupo delas não está feliz com mudanças ou decisões sobre a moeda, ele faz um fork.

O fork é o ato de dividir uma moeda em duas, como aconteceu com o Bitcoin, que deu origem ao Bitcoin Cash no dia 1º de agosto.

Neste caso, os mineiradores divergiam quanto quais tipo de bloco Bitcoin desejavam minerar. Como consequência, a moeda acabou dividida em duas.

Todos os bitcoins foram copiados para a rede Bitcoin Cash.

 Isso pode ser bom ou ruim para o investidor. Bom porque ele passa a ter o dobro de moedas, e ruim porque uma das duas, ou ambas, pode perder valor vertiginosamente no curto prazo.

Para não perder dinheiro, o investidor deve tomar alguns cuidados antes, durante e depois do fork. Leia aqui para saber mais.

O que são ICOs?

Participar de um ICO pode trazer grandes lucros.

ICO (Initial Coin Offering) é um processo que dá origem a novas moedas virtuais. Um ICO pode ser comparado a um IPO (Initial Public Offering), processo usado para abrir o capital de uma empresa dentro de uma Bolsa de Valores.

No entanto, existem muitas diferenças entre um IPO e um ICO. Uma delas é que este último também funciona como um financiamento coletivo (crowdfunding), sendo muito utilizado por start-ups (pequenas empresas de tecnologia focadas em inovação).

Imagine uma pessoa que tenha uma ideia brilhante para o mercado financeiro, mas não possua os recursos para executar o projeto.

Essa pessoa pode organizar um ICO e divulgar a ideia, estabelecendo a quantia mínima para os investidores participarem.

Ao fazer um aporte em um ICO,  um investidor ganha direito ou à futura criptomoeda ou a tokens que podem ser trocados por Bitcoin ou Ethereum.

Quando o ICO consegue captar os recursos necessários, os desenvolvedores executam a ideia e depois listam sua criptomoeda em uma exchange (casa de câmbio em que os usuários compram e vendem criptomoedas).

Nesse momento, o mercado inteiro pode comprar e vender a moeda. A partir daí, se o projeto tiver sido bem executado, a criptomoeda tende a subir e trazer lucros para desenvolvedores e os investidores.

Se não houver adesão,  contudo, a tendência é de queda, o que pode acarretar prejuízos para os investidores.

Portanto, aplicar em um ICO é uma atividade que exige confiança e conhecimento. Nunca faça aplicações sem antes entender o projeto que ele se refere.

O fato é que, existem ICO’s bons e outros não tão promissores. Como avaliá-los?

Exatamente como faríamos com uma empresa: analisando a equipe de desenvolvimento e sua experiência, o objetivo da moeda e o “hype” do mercado.

Neste site, você pode ficar por dentro de todos os ICOs.

Exemplos de sucesso

Muitos ICOs foram bem-sucedidos e trouxeram um bom lucro aos investidores. Esse foi o caso do primeiro ICO da história: o mastercoin.

Os desenvolvedores conseguiram arrecadar US$ 5 milhões em troca dos tokens. Quando foi listado em exchanges, o mastercoin chegou a valer mais de uma centena de dólares.

Hoje, o OMNI (ticker do mastercoin) vale um quarto disso, como consequência do hype do mercado que precificou a nova tecnologia acima do valor real.

Outra história de sucesso é a do principal concorrente do Bitcoin, o Ethereum. A moeda arrecadou US$ 18 milhões em 2014 e sua tecnologia foi muito bem aceita.

Para você ter uma ideia, a maioria dos novos ICOs acontecem no sistema Ethereum. Assim, hoje, um ETH (ticker da criptomoeda) vale mais de US$ 300.

O que afeta a cotação do Bitcoin e outras criptomoedas

Conheça alguns dos fatores que fazem as moedas oscilarem.

Não é porque as criptomoedas não têm uma economia nacional que elas não oscilam de acordo com as notícias mundiais.

Na verdade, é justamente a falta de regulação que torna as criptomoedas tão oscilantes.

Imagine um mercado onde não existem intervenções, apenas a lei da oferta e da demanda. Se você acha o mercado de ações agressivo, precisa ver os gráficos das criptomoedas.

Veja a seguir o que pode fazer uma criptomoeda perder ou ganhar valor.

Criptomercado

No universo das criptomoedas, se uma grande instituição, como uma exchange ou a desenvolvedora de uma moeda, quebra e dá calote em seus clientes, o mercado tende a perder confiança.

Quando a confiança vai embora, os investidores mais emotivos reagem como uma manada. Desesperados, começam a vender suas moedas – faz com que a cotação caia cada vez mais.

Isso aconteceu quando a MtGox (exchange de bitcoins) fechou e simplesmente sumiu com os bitcoins dos seus clientes, um total de US$ 480 milhões de dólares na época.

Eles diziam controlar 80% dos bitcoins existentes em 2014, o que fez com que a criptomoeda perdesse valor.

O caso da MtGox nos ensina uma lição importante: exchange não é wallet!

Se você pretende comprar criptomoedas e guardá-las para lucrar no longo prazo, mantenha-as em um wallet fora da exchange.

Aceitação ou rejeição por parte dos países

Mesmo sendo independente de economias, o Bitcoin é como qualquer moeda: quanto mais pessoas o utilizarem e confiarem nele, maior será o seu valor.

No dia 25 de maio, entrou em vigor a primeira lei que reconhece moedas digitais como forma de pagamento no Japão.

A consequência para o preço do Bitcoin foi rápida. No mês de junho, a cotação disparou e atingiu o recorde histórico até então, de US$ 2.700. Hoje, o Bitcoin já passou de US$ 4.000.

No entanto, assim como a aceitação pode catapultar o Bitcoin, a rejeição de países estratégicos podem fazer o mercado sangrar.

Há pouco tempo, o governo chinês proibiu ICO’s e sinalizou que criará leis rígidas para as criptomoedas.

Se isso tivesse acontecido em um país menos ativo no mercado de criptomoedas, o problema seria menor.

Acontece que a China é um grande polo de mineração, pois tem um ambiente favorável, com energia elétrica, equipamentos e mão de obra baratos.

Consequentemente, o mercado inteiro deu um mergulho em suas cotações.

Quando uma notícia faz o valor do Bitcoin ou das altcoins subir ou cair, a cotação de uma criptomoeda afeta todas as outras.

É como uma série de barcos em um píer. Quando vem uma onda, todos são mais ou menos afetados.

Instabilidade política e econômica

Antes de o Bitcoin existir, o investimento que mais se valorizava em momentos de instabilidade mundial era o ouro, pois ele tem valor intrínseco, assim como o Bitcoin que tem produção limitada.

Hoje, o Bitcoin é considerado o ouro digital justamente porque os investidores o têm utilizado como reserva de segurança, impulsionando sua valorização em momentos de tensão global.

Quando países estão em declínio econômico ou político, é comum as pessoas passarem a utilizar mais o dólar, que é a principal moeda global. No Brasil, quando a hiperinflação esteve no auge, muitas pessoas utilizavam o dólar no dia a dia.

O Bitcoin funciona como um refúgio de capital, mantendo-o a salvo de economias e de políticos. Uma prova recente disso foi a valorização do Bitcoin estimulada pelos crescentes atritos entre Coreia do Norte e Estados Unidos.

Mudanças de tecnologia

Se uma criptomoeda tem o objetivo de resolver um problema no mercado e surge outra solução para esse problema, com certeza ela perderá valor.

Quem for o melhor em prover uma solução tende a crescer e a tirar mercado dos concorrentes.

Por isso, nunca invista em algo que você não entende. Procure analisar muito bem o objetivo de cada moeda.

Uma criptomoeda precisa realmente ser inovadora e resolver uma demanda do mercado para ser bem-sucedida no médio e no longo prazo.

Caso contrário, a criptomoeda será apenas uma ferramenta especulativa sem valor agregado.

Quais são as criptomoedas mais valorizadas?

O Bitcoin lidera o mercado e não há previsões de outra moeda tomar o seu posto.

Não é fácil revolucionar a tecnologia de um mercado inteiro, ser conhecido, fazer as pessoas acreditarem em uma solução nova e, por fim, conseguir adeptos.

O Bitcoin é a moeda que chegou mais perto desse objetivo. Ele é aceito no mundo todo, algumas economias já o reconhecem como um meio de pagamento oficial.

Além disso, sua natureza deflacionária faz com que o valor apenas aumente com o passar do tempo.

Todas as outras moedas ainda precisam percorrer um longo caminho de confiança para chegar ao patamar do Bitcoin.

Veja o ranking das cinco criptomoedas (dados de 6/9/2017) com maior valor em circulação:

MoedaMarket Cap (dólar)Preço (dólar)
Bitcoin75.798.470.1124580,48
Ethereum31.032.015.399328,51
Bitcoin Cash10.582.554.708638,92
Ripple8.535.914.3610,222615
Litecoin4.073.617.40377,14

Apesar de terem grande relevência, as moedas concorrentes dificilmente chegarão à cotação de um bitcoin, dada a natureza de valorização deste e sua alta procura como principal criptomoeda.

Veja a seguir as principais criptomoedas do mercado e seus objetivos.

Lista das principais criptomoedas do mundo

Existem mais de mil criptomoedas, mas nem todas são promissoras. Abaixo, fazemos uma breve análise de cada uma delas.

Bitcoin (BTC)

No mercado de criptomoedas, o Bitcoin é o campeão absoluto em qualquer critério: liquidez, preço, solidez.

No entanto, ele já fez um grande movimento de valorização em 2017, tornando difícil uma nova onda crescente no curto prazo.

Mesmo assim, parte da comunidade acredita que o BTC possa chegar a US$ 20.000 em 2020.

Portanto, o Bitcoin é um investimento de segurança que trará uma boa rentabilidade no médio e no longo prazo.

Bitcoin Cash (BCH)

O BCH é um hard fork do Bitcoin cujo objetivo é atuar com uma tecnologia mais ágil.

Mesmo assim, a criptomoeda herdou a maioria das características do Bitcoin, incluindo a alta dificuldade de mineração.

Como ambos apresentam a mesma dificuldade nesse quesito, o Bitcoin logicamente acaba sendo mais lucrativo, em vista de seu valor de mercado.

Por causa disso, uma regra foi adicionada ao Bitcoin Cash, se o hashing power da rede for muito pequeno (menos mineradores e capacidade de mineração), a dificuldade de minerar a moeda cai.

Isso já valia para o Bitcoin, mas com um limite de 75% de redução da dificuldade. Com a nova regra, o Bitcoin Cash se tornou mais lucrativo para os mineradores, que passaram a ser capazes de minerar mais dinheiro com menos estrutura.

Ethereum (ETH)

O Ethereum não é apenas uma criptomoeda.

Ele é uma plataforma de computação compartilhada mundial e de código aberto.

Trata-se de um “computador mundial” que permite a verificação descentralizada de transações para qualquer implementação viável de Turing.

Com o Ethereum, as tecnologias blockchain podem ser implementadas facilmente em outros projetos de tecnologia.

Diferentemente do Bitcoin, que tem uma limitação universal, o Ethereum tem apenas um limite anual de produção de 18 milhões de ETH.

Outra diferença entre as moedas é a forma de remuneração dos mineradores.

Hoje, o Bitcoin trabalha com o princípio de proof-of-work, ou seja, o minerador é remunerado de acordo com o poder de processamento (e com toda a infraestrutura e energia necessárias para ter esse poder).

O problema é que isso afeta sustentabilidade da moeda no longo prazo tanto financeiramente quanto ambientalmente. Hoje, gasta-se muita eletricidade com mineração.

O Ethereum está migrando para um sistema que mistura o proof-of-work com o proof-of-stake, em que os mineradores não gastam com infraestrutura, mas investem em um sistema de mineração virtual.

Ethereum Classic (ETC)

O ETC é um hardfork do ETH. A divisão foi necessária para controlar os danos causadados pela invasão da DAO por hackers em 2016, quando foram roubados US$ 50 milhões em ETH.

Ao contrário do que se possa imaginar, o ETC é a moeda dos mineradores que decidiram continuar na blockchain inicial quando a maioria migrou para uma versão nova e mais segura e hoje continuam produzindo ETH. 

Stratis (STRAT)

Assim como o Ethereum, o Stratis não é apenas uma criptomoeda, mas também um ambiente para o desenvolvimento de novas aplicações. Muito utilizado nos produtos da Microsoft, tem algumas diferenças do Ethereum:

  • Possibilidade de programar soluções descentralizadas em uma linguagem mais popular (C#);
  • Permite que os contratos sejam facilitados em sidechains diferente do ETH, o qual pode apresentar lentidão por concentrar tudo em sua blockchain;
  • Utiliza apenas o sistema de proof-of-stake (mineração limpa).

Ripple (XRP)

O Ripple teve seu início com um ICO bem-sucedido que captou US$ 90 milhões no mercado. A sua proposta é implementar uma “Internet de Valor (IoV)” em que todos possam trocar valores, como fazem com os dados hoje em dia.

Litecoin (LTC)

A criptomoeda é obra de Charles Lee, ex-engenheiro do Google.

Lee criou o Litecoin com o seu intuito inicial de melhorar o Bitcoin. Com a nova moeda, a velocidade para gerar um novo bloco foi otimizada drasticamente e as transações se tornaram mais rápidas.

O LTC foi desenvolvido de modo a não ser tão escasso quanto o Bitcoin.

Iota (IOT)

Há quem diga que essa criptomoeda seja a “bitcoin killer”, chamando-a de “o próximo Bitcoin”. Mas, muitas moedas já receberam esse título e, mesmo assim, o BTC tem se mantido como o “campeão das criptomoedas”.

O Iota tem diversas características interessantes em relação ao Bitcoin:

Todos querem saber qual é a próxima altcoin que explodirá e, tornará seus investidores ricos em pouco tempo. Infelizmente, essa projeção é muito difícil de ser feita. Portanto, invista em criptomoedas apenas valores que você possa arriscar perder.

Neo (Antshares)

Também conhecido como o “Ethereum da China”, o Neo, além de criptomoeda, é uma plataforma para desenvolvimento de aplicações digitais.

A China é um mercado fechado, o que significa que tecnologias estrangeiras são pouco aceitas no mercado interno do país. Por esse motivo, desenvolvedores criaram uma criptomoeda para atender especificamente ao mercado chinês.

Entretanto, como você deve ter visto, o governo  da China está combatendo os ICOs e pretende regular o mercado de criptomoedas. Isso fez com o que o Ethereum chinês mergulhasse fundo.

E, acredite, isso é uma coisa boa para você. Como é inevitável que a China utilize a blockchain, para cumprir essas medidas, as autoridades precisarão de soluções desenvolvidas por chineses na plataforma da NEO.

Ao proibir ICOs, a China está tornando o mercado de criptomoedas mais seguro e imune a possíveis fraudes. No médio prazo, quando existirem leis que regulem o mercado, certamente surgirão novas moedas chinesas.

NEM (XEM)

Programado em Java, o NEM foi construído em uma base de código nova e à parte do código fonte do Bitcoin.

Ao contrário do Bitcoin que usa proof-of-work, essa moeda introduziu o algoritmo de proof-of-importance (prova de importância). Nesse modelo, o patrimônio de um usuário e o número de transações são usados para registrar as transações.

Essa criptomoeda cresceu rápido em sua avaliação desde o início de 2017, quando foi abraçada pelos japoneses.

Dash (DASH)

O Dash é o dinheiro da internet. Seu nome surge da combinação das palavras “digital” e “cash”.

Trata-se de uma criptomoeda ágil, com transações são instantâneas, que acontecem literalmente em menos de um segundo. Provavelmente, você levaria mais tempo para pegar a sua carteira, contar o dinheiro e fazer o pagamento do que para realizar uma transação com Dash.

Dúvidas frequentes sobre Bitcoin e criptomoedas

Novo no mercado? Tire suas dúvidas agora mesmo!

O que é Bitcoin?

É uma criptomoeda gerada de forma limitada em um sistema de mineração e validação de transações. O Bitcoin é descentralizado e não precisa de nenhuma instituição para funcionar.

Onde o Bitcoin é aceito?

Apesar de não ser considerado moeda oficial por nenhum país, diversos estabelecimentos comerciais ao redor do mundo aceitam bitcoins como forma de pagamento. Veja a seguir:

Você pode conferir duas listas com lugares para gastar os seus bitcoins: Guia do Bitcoin e Negocie Coins.

O que são altcoins?

São criptomoedas alternativas e derivações do Bitcoin.

Elas podem surgir de forks (quando uma moeda dá origem a outra moeda) ou em ICOs (processo semelhante a um IPO).

Normalmente, um altcoin tem um objetivo em específico,  que pode ser proporcionar uma melhoria do sistema, uma nova usabilidade para o mercado, como uma mudança de privacidade, de mineração, etc.

Como posso comprar Bitcoin?

Para isso, você precisa criar uma conta em uma exchange. As exchanges são um misto de casas de câmbio e Bolsa de Valores. No Brasil, as mais populares são a FOXBIT e a Mercado Bitcoin.

Como posso comprar altcoins?

Em primeiro lugar, você precisa comprar bitcoins. Depois, deve criar uma conta em uma exchange de altcoins internacional, como a Bittrex. Então, basta transferir seus bitcoins para sua conta na exchange de altcoins e começar a negociar.

Como devo armazenar criptomoedas no longo prazo?

Se você não está fazendo negociações constantes no mercado, é recomendado que você transfira suas moedas para uma wallet online ou física. Uma wallet funciona como uma conta corrente pessoal, à qual apenas você, o titular, tem acesso.

Processando dessa forma, você se protege dos riscos da exchanges, que podem quebrar e levar suas criptomoedas, ficar com o sistema pode ficar lento em momentos de muito tráfego, entre outros problemas. Ao manter suas moedas em uma wallet pessoal, você é o dono e controlador do seu dinheiro.

Conclusão – Vale a pena investir em criptomoedas?

Investir ou não em criptomoedas depende do seu perfil de investidor e do capital à disposição.

As criptomoedas são um caminho sem volta. Como você viu, elas não são apenas dinheiro virtual. Elas representam avanços tecnológicos disruptivos.

Como acontece com toda tecnologia nova, pode demorar para que as criptomoedas se popularizarem. No entanto, quando isso acontecer, será um processo massivo e irreversível.

Por essa razão, muitos investidores buscam ficar ricos apenas investindo em criptomoedas de pouco valor, escolhendo aquelas cujos projetos de tecnologia consideram promissor.

Se ele for bem-sucedido, a moeda se valorizará no médio e no longo prazo.

Ou seja, é possível ficar rico assim.

Imagine se você tivesse comprado 10 ETH’s quando a moeda valia US$ 50, há menos de um ano, em abril de 2017.

Você teria investido aproximadamente R$ 1.600 – dependendo da cotação – e, hoje, poderia vender essas moedas e receber mais de R$ 9.000.

Em cerca de 4 meses, você teria um rendimento de 562%.

Sabe em que outro mercado isso é possível? Nenhum!

O que você poderia fazer com R$ 7.400 de lucro?

O final do ano está chegando. Você poderia levar toda a família para passar alguns dias em alguma praia do Nordeste.

Poderia comprar ótimos presentes de Natal para parentes e amigos.

Ou poderia pagar algumas contas e entrar em 2018 com o seu orçamento no positivo.

Talvez seja difícil o Ethereum realizar o mesmo movimento de valorização com essa mesma agressividade. No entanto, diversas outras moedas têm um potencial parecido.

Você pode comprar muitas moedas por um valor baixíssimo e, se elas escalarem, obter rendimentos inacreditáveis.

Veja o exemplo da criptomoeda NEO. No começo de agosto, ela custava US$ 8. No dia 13 do mesmo mês, já valia US$ 50.

Estamos falando de um boom de 625%, em que você poderia ter multiplicado o seu capital em pelo menos 5 vezes.

É claro que, assim como o lucro pode ser astronômico, a perda também pode ser.

Por isso, recomendamos que você aplique apenas um valor que possa correr o risco de perder, e que sempre defina um stop loss para estancar possíveis quedas brutas.

Entre apenas em operações de criptomoedas cujos fundamentos você tenha investigado e validado.

Tenha sempre muita cautela. Comprar criptomoedas é um investimento de alto risco. Nunca comprometa uma parcela importante do seu patrimônio para tanto.

E, depois que investir, guarde as suas moedas em um local seguro, como uma wallet online ou física.

As criptomoedas estão mudando o mundo. Não sabemos ainda até que ponto o Bitcoin e outras moedas permearão nas economias nacionais, mas temos certeza de que o mercado financeiro nunca mais será o mesmo.

Se você tiver qualquer tipo de dúvida, deixe o seu comentário logo abaixo!

Obrigado por ler até aqui!

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