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Investimentos

Alphabet (GOGL34) surpreende com avanço do Cloud no 2T26, mas investimentos geram receio no mercado; ações valem a pena?

Apesar dos fortes resultados, ações caíram no after market de quarta-feira (22); entenda reação e por que seguimos construtivos na tese

Por Matheus Spiess

23 jul 2026, 14:34

Atualizado em 23 jul 2026, 14:51

Google, Alphabet, GOOG34, GOOG, GOOGL

(Imagem: iStock.com/jetcityimage)

Ontem (22), após o fechamento de mercado, a Alphabet (B3: GOGL34 | Nasdaq: GOOGL) divulgou resultados fortes para o 2T26, com a receita totalizando US$ 119,8 bilhões, alta de 24% na comparação anual (+23% desconsiderando o câmbio).

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Em relação às frentes da companhia, Google Services contribuiu com US$ 94,5 bilhões (+15% a/a) para a receita total. A subdivisão que mais contribuiu para esse crescimento foi o Google Search, que se expandiu 17%, acumulando US$ 63,3 bilhões. YouTube Ads e Assinaturas cresceram 13% e 15%, respectivamente, enquanto Google Network recuou marginalmente, cerca de 1% na comparação anual.

Já a frente mais esperada, o Google Cloud, foi a principal surpresa do trimestre, com receita atingindo US$ 24,8 bilhões, alta impressionante de 82% na comparação anual, impulsionada por soluções e infraestrutura de inteligência artificial empresarial, além dos serviços de computação, armazenamento e dados.

Em relação aos indicadores da frente, a companhia reportou um backlog de US$ 514 bilhões, que representa contratos já firmados, mas ainda não reconhecidos como receita. Além disso, a inteligência artificial da companhia, Gemini, alcançou 950 milhões de usuários ativos mensais, enquanto processou cerca de 22 bilhões de tokens por minuto.

Em termos operacionais, o segmento de Google Services apresentou margem de 41,8% (+1,8 p.p. a/a), enquanto o Cloud entregou margem de 35,6% (+14,8 p.p.). No consolidado, a margem operacional atingiu 34% (+2,0 p.p.).

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Apesar dos bons números, ações da Alphabet (GOGL34) caíram no after market

Na linha final, o lucro líquido atribuível aos acionistas somou US$ 112,1 bilhões, alta de 298% a/a. O salto, contudo, foi fortemente impulsionado por ganhos líquidos de US$ 98 bilhões, sobretudo pela valorização não-realizada de participações acionárias, que adicionou US$ 77 bilhões ao lucro líquido.

Entretanto, esse valor, por ser majoritariamente contábil, não contribui para a geração efetiva de caixa. Esse foi um dos fatores que contribuiu para a queda de 4,7% da ação no after market, já que a companhia consumiu US$ 5,9 bilhões em fluxo de caixa livre (mesmo captando US$ 49,6 bilhões via emissão de dívida no trimestre).

Por que seguimos otimistas com Alphabet (GOGL34)

Apesar da reação adversa do mercado, as operações da Alphabet combinam negócios extremamente lucrativos, com margens operacionais em expansão mesmo em meio ao ciclo de investimentos.

Além desses fatores, a forte aceleração do Cloud, que segue crescendo de forma consistente trimestre a trimestre, e a resiliência do Search, que mesmo diante do avanço dos chatbots continua capturando crescimento ao incorporar inteligência artificial ao buscador, seguem impulsionando os resultados.

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Considerando um P/L estimado para os próximos 12 meses de 25,6x, somado a esse conjunto de fatores, reforçamos nossa convicção na Alphabet (B3: GOGL34 | Nasdaq: GOOGL).

Estudou finanças na University of Regina, no Canadá, tendo concluído lá parte de sua graduação em economia. Pós-graduado em finanças pelo Insper. Trabalhou em duas das maiores casas de análise de investimento do Brasil, além de ter feito parte da equipe de modelagem financeira de uma boutique voltada para fusões e aquisições. Trabalha hoje no time de analistas da Empiricus, sendo responsável, entre outras coisas, por análises macroeconômicas e políticas, além de cobrir estratégias de alocação. É analista com certificação CNPI.