Investimentos

Decisão da Getnet (GETT11) de sair da Bolsa é positiva e faria sentido Cielo (CIEL3) seguir o mesmo caminho, diz Felipe Miranda

Para CEO e analista da Empiricus, serviços de adquirência não deveriam ser listados, mas sim, seguir dentro de empresas maiores

Compartilhar artigo
Data de publicação
20 de maio de 2022
Categoria
Investimentos
Maquininha na cor vermelha da companhia Getnet
Reprodução: Shutterstock

A Getnet (GETT11) informou que pretende deixar a Bolsa, cerca de sete meses após a sua estreia.

A terceira maior empresa de adquirência do país vai fazer uma oferta pública de delistagem para aquisição da totalidade das ações ordinárias e preferenciais negociadas na B3 e ADRs na Nasdaq.

Felipe Miranda, CEO e estrategista da Empiricus, vê esse movimento com bons olhos. “Hoje, o grande destaque é a ideia de fechamento de capital da Getnet, com um prêmio de aproximadamente 30%. Faz sentido mesmo que isso seja deslistado como fez a Rede lá atrás”, disse nesta sexta-feira (20/05) em seu grupo Ideias Antifrágeis no Telegram, canal exclusivo de comunicação com os assinantes da casa. A Rede, do Itaú, deixou a Bolsa em setembro de 2012, cinco anos depois do seu IPO.

Ele avalia que, para a Cielo (CIEL3), seria melhor seguir o mesmo caminho. “Faria todo o sentido também, se não fossem os acionistas – Banco do Brasil e Bradesco, que não estão se entendendo bem”, ressalta. 

Para ele, ficou óbvio que esse tipo de negócio deve constar dentro de uma estrutura maior e não ficar solto.

No curto prazo ele acredita que a decisão da Getnet vai gerar efeito positivo nas suas ações, refletindo na Cielo.

O serviço de adquirência faz a intermediação entre os pagamentos realizados com cartões de crédito e débito. Ou seja, é responsável pela interligação entre o comércio, as bandeiras de cartões e as instituições financeiras emissoras.

A concorrência no setor se acirrou no país nos últimos anos, com o boom de novos players, a chamada “guerra das maquininhas”.

Saiba mais na matéria do Seu Dinheiro [clique aqui]