Reprodução/Divulgação Eneva
A Eneva (ENEV3) divulgou a prévia operacional do 1T26, com forte aumento na geração de energia frente ao 1T25. O padrão climático mais seco no início do trimestre, a continuidade das restrições operacionais de usinas renováveis por conta dos curtailments e a necessidade de suprimento de energia com queda da geração solar no fim do dia continuam contribuindo para despachos acima do que vimos nos anos anteriores.
Nesse contexto, o despacho médio das usinas da Eneva atingiu 33% no 1T26, ante 8% no ano anterior. A geração bruta chegou a 3,6 GWh, aumento anual de 327%, com grande destaque para as usinas que usam gás próprio como combustível (Complexo Parnaíba e Jaguatirica II).

Vale notar que os reservatórios voltaram a se recuperar a partir de fevereiro, por outro lado, o novo modelo (Newave) adotado para gestão do Sistema Interligado Nacional (SIN) tem maior aversão ao risco de escassez hídrica, o que favorece níveis maiores de preços e despachos.
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Eneva também enfrenta restrições, porém menos significativas
Se de um lado as termelétricas da companhia são ajudadas pelos curtailments, por outro o complexo solar Futura 1 segue com restrições e entregando energia abaixo de sua capacidade. No entanto, esse ativo é pouco representativo no consolidado.
A companhia também aproveitou para atualizar as suas reservas, que terminaram o trimestre em 47 bilhões de metros cúbicos, 0,5 bcm a menos que no fim de 2025, em função dos maiores níveis de despachos.
No geral, apesar de já esperado pelo mercado, Eneva apresentou números sólidos de geração. Dentro de um contexto setorial favorável e com vários novos projetos entrando em operação nos próximos anos, ENEV3 segue com recomendação de compra.