1 2019-12-09T13:32:41-03:00 xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 saved xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 2019-12-09T13:32:41-03:00 Adobe Bridge 2020 (Macintosh) /metadata
Investimentos

Smart Fit (SMFT3) entrega resultados sólidos e boas surpresas com operação no México; confira o resultado do 1T26

A diversificação geográfica e outras fontes de receita impulsionaram o balanço trimestral da Smart Fit. Confira.

Por Ruy Hungria

07 maio 2026, 11:36

Atualizado em 07 maio 2026, 11:36

smartfit SMFT3

Edição: CanvaPro

A Smart Fit (SMFT3) divulgou os resultados do 1T26 com margens superiores às nossas expectativas, beneficiando-se, novamente, da diversificação geográfica e outras fontes de receita. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A receita de R$2,1 bilhão veio em linha com nossas expectativas. O número decorre principalmente da performance de academias próprias, que teve incremento de 12% no ticket médio, aumento de 20% a/a da rede e crescimento de 8% na base média de alunos por unidade, que por sua vez é explicado pelo amadurecimento das unidades mais jovens.

O principal destaque positivo foi a margem bruta de 51,8% (+1,1 p.p. a/a e +1,9 p.p. t/t), sustentada pelo amadurecimento consistente das unidades abertas nos últimos dois anos, pela manutenção da rentabilidade das academias maduras e pelo forte crescimento de frentes como Studios e TotalPass. Os números chamam a atenção especialmente diante do receio recente do mercado de que o aumento da concorrência pressionasse justamente esses indicadores.

Panorama da Smart Fit hoje

A manutenção da margem bruta próxima de 52% nas academias maduras é importante pois esse é um dos principais pilares da tese. Hoje, a Smart Fit possui 1.132 unidades maduras, equivalentes a 68% da base total, ante 956 no 1T25. Como boa parte das academias abertas recentemente deve amadurecer nos próximos anos, a tendência é de expansão relevante da lucratividade, beneficiada pela forte alavancagem operacional do modelo.

A receita da rede Smart Fit Brasil foi de R$ 683 milhões (+18% a/a). Com pressão nos custos, o lucro bruto foi de R$ 326 milhões (+17 % a/a) e a margem bruta caiu -0,7 p.p., para 47,7%, explicada principalmente pela maior concentração de aberturas de academias em dezembro, ainda longe do período de maturação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além das unidades tradicionais, as receitas da Bio Ritmo somadas à rubrica “Outras” (que contempla principalmente Studios, TotalPass e royalties), cresceram 82,5% a/a, totalizando R$ 255 milhões. Juntas, passaram a representar 12% da receita líquida da companhia, e a margem bruta das operações somadas foi de 76%, mostrando que o avanço delas tende a ser acretivo para a rentabilidade consolidada.

Operação SMFT3 no México

No México, a receita cresceu 20% a/a, para R$ 444,8 milhões, impulsionada pelo aumento de 13% no ticket médio e expansão de 6% da base de alunos. O lucro bruto avançou 12% a/a, mas a margem bruta recuou para 43,6% (-3,1 p.p. a/a), pressionada pelo aumento de custos de pessoal e pela maior concentração de academias ainda em fase de maturação.

Outro fator de pressão na operação mexicana vem do TotalPass: nas unidades próprias da Smart Fit, a participação dos check-ins desses alunos é cerca de 40% superior à fatia de receita que eles geram, o que reduz a rentabilidade no curto prazo.

Mesmo com essa pressão, a ampla diversificação geográfica da companhia tem ajudado a compensar esse efeito, tanto é verdade que a rubrica “Outros países” foi novamente a frente que mais contribuiu para o crescimento da receita e margem bruta. A receita desse segmento foi de R$719 milhões (+22% a/a), impulsionada principalmente por 17% de incremento na base de alunos e pelos repasses de preços bem-sucedidos na Colômbia e no Peru. A margem bruta atingiu 54,6% (+0,6p.p. a/a), bem acima de Brasil e México e acima da margem bruta esperada de uma academia madura (52%).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aliás, a própria companhia destacou o amadurecimento chamativo das academias com operação iniciada em 2024, cujas margens brutas atingiram 56%, indicando o ganho de expertise com custos nas unidades mais recentes.

As despesas gerais, administrativas e de vendas somaram R$ 410,6 milhões, equivalentes a 19,5% da receita (+0,2 p.p. a/a), refletindo maiores investimentos na estruturação de novos negócios, além da consolidação do TotalPass México e da FitMaster. Mesmo com a forte alavancagem operacional, entendemos que essa linha ainda pode seguir pressionada no curto prazo, impactando o ebitda, mas tende a voltar a ser diluída à medida que essas operações amadureçam.

Afinal, vale investir nas ações SMFT3?

O ebitda ajustado atingiu recorde de R$ 672 milhões (+29% a/a), com margem de 32% (+1 p.p. a/a), beneficiado principalmente pela expansão da margem bruta.

O lucro líquido foi de R$ 203,5 milhões (+45% a/a), com margem líquida de 9,7% (+1,3 p.p. a/a), refletindo não apenas o forte crescimento operacional, mas também melhora no resultado financeiro e menor pressão tributária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em suma, o crescimento de Studios, TotalPass e das operações em outros países da América Latina segue contribuindo para expansão de receita e rentabilidade. Paralelamente, o amadurecimento das unidades mais jovens deve continuar impulsionando os resultados à medida que a forte expansão dos últimos anos se consolida. Embora o aumento da concorrência e a maior participação do TotalPass tragam desafios pontuais, a alavancagem operacional do modelo segue sendo o principal vetor de crescimento de lucro da companhia.

Os receios recentes do mercado pressionaram a performance das ações nos últimos meses, tornando o valuation mais atrativo em nossa visão. Os resultados do trimestre reforçam que a Smart Fit segue operando de forma robusta e capturando os benefícios da diversificação. Negociando a 12,7x P/L 2026, SMFT3 reforçamos nossa recomendação de compra para os papéis, que segue em diversas séries da Empiricus Research.

Bacharel em Física formado na Universidade de São Paulo (USP), possui MBA de Finanças na Fipe e iniciou a carreira no mercado financeiro em 2011, na própria Empiricus Research. Está à frente da série da casa focada em opções desde 2018, além de contribuir na elaboração e decisões de investimentos nas séries da Empiricus focadas em microcaps e dividendos, além de fazer o acompanhamento de companhias de diversos setores, com mais foco em Utilities e Oil & Gas. Desde o início de 2020 é colunista do portal Seu Dinheiro.