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Como de costume, o Itaú (ITUB4) apresentou resultados trimestrais sólidos referentes ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), com crescimento saudável das operações de crédito, bons níveis de eficiência e manutenção de indicadores de inadimplência em patamares saudáveis.
A carteira de crédito total, excluindo variação cambial, cresceu 9% frente ao 1T25, para R$ 1,48 trilhão, com o aumento tímido de 4,2% na América Latina sendo mais do que compensado pela expansão no Brasil (+7,8%), com contribuições positivas nas três frentes: Pessoas Físicas (+6,8%, com destaque para a alta de 11,2% em crédito imobiliário), PMEs (+10,9%) e Grandes Empresas (+6,9%).
Isso permitiu a Margem Financeira com Clientes crescer 4,5%, para R$ 31,5 bilhões, com o aumento da carteira de crédito mais do que compensando uma pequena pressão de -0,1 p.p. nos spreads – vale mencionar que a antecipação de dividendos no fim de 2025 por conta da mudança de tributação impactou marginalmente essa linha. A Margem Financeira com o Mercado (mesa de trading) chegou a R$ 820 milhões, recuo anual de 11,2%, impactado por aumento em custos de hedge.
O Custo do Crédito cresceu 4,5%, ligeiramente acima das receitas com juros, impactada pelo aumento nas despesas com provisão.
Itaú mantém inadimplência em patamares saudáveis
Apesar disso, vale destacar o bom comportamento das linhas de inadimplência. O índice de inadimplência de 15 a 90 dias aumentou de 1,6% no 4T25 para 1,7% no 1T26, o que está em linha com o comportamento sazonal (esse número saiu de 1,6% no 4T24 para 1,8% no 1T25).
No Brasil, o único segmento que apresentou um indicador pior que um ano antes foi PMEs (+0,2p.p.). O índice de atrasos acima de 90 dias aumentou 0,1 p.p., no mesmo patamar do 1T25, também puxado por PMEs.
O segmento de Serviços e Seguros apresentou um desempenho misto. Enquanto a operação de Seguros mostrou forte crescimento anual de 17%, a linha de Serviços cresceu apenas 2,4%, impactada principalmente por menores receitas com tarifas de conta corrente e pagamentos, parcialmente compensadas por maiores taxas de administração de recursos.
Por outro lado, o banco atingiu o melhor índice de eficiência de sua história no Brasil (34,9%), com o crescimento de despesas com pessoal e tecnologia parcialmente compensados por despesas transacionais.
Lucro líquido em linha com o esperado e ROE de 24,8%
Como resultado, o lucro operacional atingiu R$ 17,5 bilhões, alta de 4,8%, mas um pouco abaixo das estimativas, por conta do efeito negativo da antecipação de dividendos nas operações de crédito.
Por outro lado, o lucro líquido recorrente de R$ 12,3 bilhões (+10,4% vs 1T25) ficou em linha com o consenso, ajudado por uma menor alíquota de imposto no período.
O ROE consolidado atingiu 24,8%, enquanto a operação brasileira chegou a 26,4% – ótima expansão anual de 2,3 p.p. e 2,7 p.p. respectivamente.
ITUB4: recomendação de compra
Mesmo em um ambiente macro mais desafiador, o Itaú continua mostrando que segue bem-posicionado para continuar entregando resultados resilientes, ainda que com alguma desaceleração, o que justifica o prêmio de valuation sobre os principais incumbentes.
Itaú segue com recomendação de compra pela Empiricus Research.
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