Imagem: iStock.com/sankai
O Ibovespa bateu sua máxima histórica bem próxima dos 200 mil pontos no último dia 14 de abril. Porém, em seguida, engatou uma série de quedas. Até o fechamento deste texto, na tarde de quarta-feira (29), o índice negociava na casa dos 185 mil pontos, uma queda acumulada de cerca de 7% desde o topo.
Nesse momento, pode ser que investidores se questionem se esse é o “fim do sonho” dos 200 mil pontos, ou se essa é apenas uma correção antes de mais uma toada de alta. O que esperar a partir de agora?
Marlon Scatolin, analista da Empiricus Research, traz algumas inferências sobre o “destino” do Ibovespa nas próxima semanas, à luz da análise técnica. Confira a seguir.
Ibovespa em 175 mil pontos? Correção pode continuar, mas viés de alta é visto para o médio prazo
Em relatório publicado na última terça-feira (27), o analista traz um panorama do que esperar do Ibovespa a partir da análise técnica.

O índice entrou em uma “fase de correção mais ampla” recentemente. Segundo o analista, a antiga região de suporte estava em 192.620 pontos, e o rompimento dessa zona pode acarretar mais quedas:
“Pelo price action, a perda da região de 192.600 reforça a quebra de uma zona de polaridade importante, abrindo espaço para continuidade da correção. O suporte imediato está na faixa dos 187.400, e sua perda pode acelerar o movimento em direção ao próximo nível relevante em 175.050 pontos.”
Aqui, vale ressaltar que, até o fechamento deste texto, o Ibovespa já havia perdido esse suporte imediato dos 187 mil pontos, negociado a 185 mil na mínima da quarta-feira (29).
Em contrapartida, apesar dessa fase, a expectativa para o médio prazo é diferente: “O Ibovespa mantém uma tendência de alta no médio prazo, válida desde a reversão iniciada no primeiro trimestre de 2025, com sequência consistente de topos e fundos ascendentes”, afirma.
Ou seja, é possível que a fase de correção perdure por um tempo, mas investidores podem esperar pelo melhor em breve.
Vale lembrar que, apesar do momento de alta volatilidade nos mercados, especialmente por conta do conflito no Oriente Médio, existem gatilhos que podem continuar influenciando uma possível alta do Ibovespa e dos ativos brasileiros ao longo deste ano, como:
- Ciclo de cortes de juros no Brasil, que deve continuar ao longo do ano, mesmo que em uma magnitude menor que a esperada antes da guerra; e
- Possível mudança no pêndulo político com as eleições presidenciais de outubro.
Small caps brasileiras acompanham tendência do Ibovespa, enquanto dólar pode manter viés de queda
No relatório, o analista também traz um panorama para as small caps da bolsa brasileira e para o dólar: dois pontos que, a depender do contexto econômico, também se associam ao desempenho do Ibovespa.
Índice de small caps (SMLL)

O índice de small caps (SMLL) acompanha empresas de menor capitalização na bolsa brasileira, mais sensíveis ao ciclo doméstico.
Semelhantemente ao Ibovespa, “no curto prazo, o índice SMLL apresenta deterioração, após perder força compradora recente”, afirma o analista. Mas “apesar da correção, a tendência de alta no médio prazo ainda não foi invalidada, uma vez que o preço permanece acima da média longa”.
“O ativo voltou a romper negativamente as médias de 21 e 50 períodos, que agora se encontram alinhadas e com inclinação negativa. Esse movimento caracteriza uma inflexão no curto prazo, sugerindo continuidade da correção dentro da tendência principal. A região dos 2.312 pontos atua como suporte imediato, enquanto a faixa entre 2.460 e 2.480 pontos passa a ser resistência relevante no curto prazo. A perda do suporte pode aprofundar a correção, enquanto a retomada acima das médias tende a reativar o viés positivo.”
Dólar comercial futuro (DOLFUT)

DOLFUT é um contrato negociado na B3, que indica as expectativas futuras para o dólar, representando um derivativo financeiro para investidores e empresas.
“O DOLFUT mantém uma tendência de baixa no médio e curto prazo, válida desde a formação do topo mais amplo no período anterior, com consequência consistente de topos e fundos descendentes”, afirma o analista.
O analista aponta uma dominância vendedora e a ausência de força compradora suficiente para alterar a tendência de baixa.
“Pelo price action, o ativo segue pressionando regiões de suporte, com o nível mais imediato na faixa dos 4.938 pontos, seguido por um suporte mais relevante na região dos 4.790 pontos. A perda desses patamares tende a dar continuidade ao movimento vendedor, com possível aceleração da queda”.
De fato, nas últimas semanas, o dólar tem mantido o viés de queda frente ao real, chegando a ser negociado abaixo de R$ 5 até a semana passada.
O movimento é explicado, principalmente, pela entrada de fluxo estrangeiro nos ativos brasileiros: investidores globais têm buscado alternativas de investimento nos mercados emergentes, enquanto o conflito no Oriente Médio tem tido seus impactos em ativos norte-americanos.
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