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Crypto Insights

Batalha pela stablecoin da Hyperliquid acabou; entenda como notícia movimentou mercado de criptomoedas

A Hyperliquid atualmente movimenta cerca de US$400 bilhões em volume mensal de perpétuos

Por Marcello Cestari

16 set 2025, 09:12

Atualizado em 16 set 2025, 09:14

hyperliquid criptomoeda

Imagem: Divulgação

Como um emissor com apenas algumas semanas de existência venceu a batalha para dar suporte à nova stablecoin $USDH da Hyperliquid?

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Caso você tenha perdido: a Hyperliquid atualmente movimenta cerca de US$400 bilhões em volume mensal de perpétuos (perpétuos = operações alavancadas em criptomoedas) e gera mais de US$100 milhões em receita mensal. 👇

Fonte: DeFiLlama

Além disso, cerca de US$ 6 bilhões em stablecoins estão na Hyperliquid e possibilitam esses volumes/receitas e advinha do que esses bilhões de dólares em stablecoins são compostos?

São compostos principalmente por $USDC.

Ainda não entendeu, né? Eu explico.

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Se a Hyperliquid lançasse sua própria stablecoin → absorvesse o mercado de stablecoins de US$ 6 bilhões que existe em sua plataforma → colocasse esse dinheiro em títulos do tesouro de longo prazo (como a Circle faz com $USDC)…

Eles estariam ganhando US$ 240 milhões a mais por ano somente com os rendimentos dos títulos do Tesouro.

(Que eles poderiam então canalizar para recompras de $HYPE, recompensas para usuários, incentivos para validadores, iniciativas de crescimento do ecossistema, etc.)

Agora, não é surpresa para ninguém: eles recentemente aproveitaram essa oportunidade e anunciaram que aceitariam propostas de qualquer pessoa que quisesse fazer parceria com eles para criar a stablecoin $USDH.

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E havia alguns nomes grandes e bem estabelecidos no lineup:

  • Paxos (emissor do $PYUSD do PayPal e do $BUSD da Binance)
  • Ecossistema Sky (emissor de $USDS)
  • Ethena (Emissor de $USDe)

Todos oferecendo uma variedade de vantagens diferentes…

Fonte: @glxyresearch

No entanto, de alguma forma, foram os ‘Native Markets’ recentemente formados que garantiram a vitória no dia 14/09, ganhando aproximadamente 70% dos votos dos validadores da Hyperliquid. 👇

Fonte: @fiege_max

Ok… mas como?

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Resposta simples: os Native Markets tiveram desempenho superior tanto no alinhamento quanto nos lances.

Max Fiege (o cara por trás da Native Markets) é um OG na comunidade Hyperliquid e propôs que 100% da receita de rendimento da stablecoin fosse injetada de volta no ecossistema.

(50% para o Alliance Fund que recompra $HYPE, e 50% para aumentar a adoção de $USDH.)

Ou seja, uma stablecoin que autofinancia sua adoção mais ampla e adiciona cada vez mais pressão de compra ao token $HYPE à medida que seu valor de mercado ($USDH) cresce.

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Ou seja, faz muito sentido e isso é um ponto muito atraente.

Variações semanais (08/09/25 a 15/09/25) 

  • ₿ Bitcoin (BTC): US$ 115.282 | Var. +2,66% 
  • ♦ Ethereum (ETH): US$ 4.514 | Var. +4,47%
  • 🟠 Dominância Bitcoin: 58,18% | Var. -0,07% 
  • 🌐 Valor total do mercado cripto: US$ 3,95t | Var. +2,86%
  • 💵 Valor de mercado de stablecoins: US$ 289,278b | Var. +1,07%
  • 📊 Valor total travado (TVL) em DeFi: US$ 159,529b | Var.+2,88%

* dados referentes ao fechamento em 15/09/25

Tópicos da semana 

  • Polymarket e Kalshi miram avaliações bilionárias: Polymarket e Kalshi estão preparando novas rodadas de captação a avaliações elevadas. O Polymarket planeja levantar recursos a uma avaliação de US$ 9-10 bilhões, enquanto o Kalshi busca US$ 5 bilhões. O Polymarket, recém-autorizado pela CFTC a relançar nos EUA, está crescendo rapidamente com negociações pseudônimas globais na Polygon e liquidações em USDC, enquanto o Kalshi permanece como uma plataforma regulada pela CFTC nos EUA, exigindo depósitos em moeda fiduciária e KYC.
  • Mike Novogratz (Galaxy Digital) diz que, embora o Bitcoin continue como “ouro digital” e tenda a subir no longo prazo, o maior “beta” do momento está nas altcoins e em tesourarias corporativas alocando nesses ativo: Segundo ele, o mercado cripto de ~US$ 4 tri entra numa nova fase: BTC em consolidação enquanto “novos dólares” entram via projetos como a Forward Industries, que levantou US$ 1,6 bi para uma tesouraria focada em Solana (com apoio de Galaxy, Jump e Multicoin). O ambiente está mudando rápido: a Nasdaq busca listar versões tokenizadas de ações/ETFs on-chain e o novo chair da SEC, Paul Atkins, defende levar “todos os mercados para on-chain” — uma guinada radical em relação à era Gensler —, o que, somado a blockchains mais rápidas e seguras, abre caminho para adoção por Wall Street. Ele nota que cripto ainda é pequeno frente aos ~US$ 400 tri de riqueza global e prevê um novo rali até o fim do ano se o Fed cortar juros, visão ecoada por apostas como US$ 200–250 mil para o BTC por casas como Bitwise, Bernstein, Standard Chartered e por Arthur Hayes.
  • Native Markets ganha a corrida pela stablecoin USDH, da Hyperliquid: Após um processo de votação comunitária conturbado, a Native Markets garantiu o ticker USDH para a stablecoin atrelada ao dólar da Hyperliquid. O lançamento começará com uma fase de testes com transações limitadas, seguida pela abertura do livro de ordens spot USDH/USDC e a remoção desses limites. O processo de seleção atraiu críticas de executivos da indústria, que alegaram um resultado previamente definido em favor da Native Markets, levantando controvérsias sobre o que foi apresentado como um processo competitivo aberto entre vários emissores de stablecoins, incluindo players estabelecidos como Paxos, BitGo e Ethena.
  • Multicoin cria a maior Solana Treasury Company do mundo: A Multicoin Capital, Jump Crypto e Galaxy investiram US$ 1,65 bilhão na Forward Industries (FORD) para formar a maior Solana Treasury Company, com Kyle Samani como presidente. O modelo segue a lógica da MicroStrategy em Bitcoin, mas aplicado ao SOL, buscando aumentar “SOL por ação” via gestão ativa de tesouraria, participação em DeFi e arbitragem de capital. Samani argumenta que Solana é mais atraente que Bitcoin e Ethereum, oferecendo cerca de 8% de rendimento nativo (com 1,86% de yield real), contra 3,2% do Ethereum e zero do Bitcoin.

Gráficos da semana 

Bitcoin alcança a marca de U$ 150 mil até o final do ano?

Se você acredita que o preço do Bitcoin alcançará a marca de US$150 mil até o final do ano, uma forma eficiente de expressar essa visão é por meio do Polymarket. Nesse caso, o retorno potencial oferecido pela plataforma é superior ao que seria obtido simplesmente comprando o ativo diretamente.

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Esse é o tema do novo episódio do Crypto Never Sleeps com Gerson Júnior. O episódio está disponível no Youtube do Market Makers e também no Spotify. Crypto Never Sleeps #20

Por fim, vale salientar que escrevo aqui no Crypto Insights como convidado do time da Empiricus Research, uma vez que faço parte do time da Empiricus Gestão. Mas é sempre um prazer escrever aqui para vocês e agradeço novamente pelo convite.

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Aviso obrigatório: Este conteúdo é apenas informativo e tem como objetivo compartilhar insights e análises sobre o mercado. Não constitui recomendação de investimento, e qualquer decisão financeira deve ser feita com base em sua própria análise e, preferencialmente, com o apoio de profissionais qualificados.

Analista de criptoativos na Empiricus Asset, responsável pela gestão dos fundos da casa focados em ativos digitais. Formado em Administração de Empresas pela FGV com mais de cinco anos de experiência no mercado financeiro, com atuação em research, alocação e execução de estratégias no universo cripto. Colunista no Money Times e apresentador do podcast Crypto Never Sleeps, onde entrevista os principais nomes do setor para discutir tendências, tecnologia e investimento em Web3.