“As coisas” estão melhorando

Quando eu era criança, nas férias escolares, meu pai encaixava alguma viagem para a família inteira sempre que possível. Como meus tios e tias, irmãos […]

Quando eu era criança, nas férias escolares, meu pai encaixava alguma viagem para a família inteira sempre que possível.

Como meus tios e tias, irmãos e irmãs de mamãe ficavam no Mato Grosso do Sul, nossas viagens eram sempre para o Piauí, terra natal do meu pai.

No começo, a minha percepção era de que a viagem demorava uns dois dias dentro daquele Monza. Mesmo dormindo boa parte da viagem no banco de trás.

Aos poucos, minha noção de tempo me fez entender que não era nada mais do que seis ou sete horas de viagem.

Outra coisa que ia notando com o passar dos anos era que “as coisas” estavam melhorando.

No entanto, parecia que só eu tinha esse tipo de sentimento.

Meu pai, por exemplo, dizia que tudo estava indo de mal a pior.
“Antigamente dava para andar por essa rua sem ter medo de nada. Hoje, se você sair aqui distraído, não sabe o que pode te acontecer.”

Essa era uma das frases que ele sempre falava para expressar sua insatisfação com o momento em questão.

Sempre achei exagero o que ele falava e, do meu ponto de vista, “as coisas” estavam melhorando.

Aos poucos, na adolescência, eu tinha mais liberdade e até consegui que meus pais me dessem um celular, apesar de perdê-lo duas semanas depois.

Essa visão de que o mundo está piorando é uma falácia se você avaliar os números do mundo como um todo.


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Pense na quantidade de pessoas que venceram a linha da pobreza, na distribuição de renda mundial atual comparada com 500 anos antes.

Segundo os especialistas Peter Diamandis e Steven Kotler, vivemos um período de abundância, com o qual concordo plenamente.

Hoje, a informação é muito mais acessível, barata, se não até de graça. Temos mais informação no The New York Times do que um cidadão do século 17 iria encontrar em toda a sua vida.

Atualmente, a energia elétrica é aproximadamente 20 mil vezes mais barata do que no ano de 1300 na Inglaterra.

Segundo a ONU, a pobreza se reduziu mais nos últimos 50 anos do que nos 500 anos precedentes.

Peter e Steven acreditam que as pessoas que nasceram nesse século não poderiam ter nascido em período melhor.

E esse é o contexto em que os criptoativos surgiram: em um mundo abundante, tanto de recursos quanto de potencial cognitivo.

É por isso que o conceito de economia descentralizada se encaixa tão bem no atual momento.

Isso porque as pessoas já podem trabalhar de casa e contribuir para aquilo que nem são pagas para fazer diretamente.

Do conforto da sua casa, é possível escolher o trabalho que deseja fazer.

Não estou falando de algo no futuro, estou utilizando dados de hoje. Pois, só nos Estados Unidos, a força de trabalho de freelancers é de 35 por cento.

E, no contexto dos criptoativos, esse excedente cognitivo que trabalha de casa pode contribuir para o desenvolvimento dessa economia na próxima década.

No entanto, a velocidade com que esse desenvolvimento vai se desenrolar na próxima década vai ser exponencialmente maior do que foi nos últimos dez anos.

Na série Empiricus Crypto Alert, tratamos desse movimento e também indicamos aqueles projetos que têm maior chance de sucesso nesse contexto para os próximos anos.

Aquele abraço,

André Franco

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