Nu

Escrevo estas linhas totalmente nu, sentado à mesa da sala, esperando o sol nascer… Sim, tive mais uma daquelas noites de insônia. Ainda não está […]

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Nu

Escrevo estas linhas totalmente nu, sentado à mesa da sala, esperando o sol nascer… Sim, tive mais uma daquelas noites de insônia.

Ainda não está muito quente, mas eu já começo a transpirar e minhas pernas estão começando a ficar coladas no estofado da cadeira.

Você deve imaginar que, se eu não morasse sozinho, essa cena seria constrangedora. Afinal, o que faz um cara totalmente nu na frente notebook?

Provavelmente pensaria que estava fazendo outra coisa e não escrevendo para você.

Outro ponto que me incomoda de estar sem roupas é que a cadeira não tem um encosto de estofado.

Então, toda vez que penso em apoiar minhas costas, o metal me lembra o quanto ele é frio e por isso volto à minha posição natural, com as costas curvadas.

Infelizmente, eu não posso provar para você que estou realmente nu porque uma imagem minha nessa situação não passaria pela nossa competente equipe de disparos.

Logo, você só tem a minha palavra e a minha breve descrição acima.

Já peço desculpas para o leitor que visualizou isso mentalmente (de alguma forma), pois tudo não passa de uma brincadeira.

A verdade é que estou no escritório, devidamente vestido, e escrevendo estas linhas no conforto de uma cadeira ergonômica, sem encosto de metal.

Fiz essa breve introdução acima apenas para você entender a cabeça de um visionário que tenta explicar para o resto da população mundial sua ideia (disruptiva).

A ideia que pode mudar o mundo e transformá-lo para sempre são apenas conexões em sua cabeça.

 

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A prova cabal do futuro que ele vê não pode ser facilmente compreendida porque está anos-luz à frente.

Assim foi Jeff Bezos quando começou a Amazon – projetando o mundo para dali a algumas décadas –, com a internet englobando praticamente tudo o que fazemos.

Hoje vivemos um momento parecido com o da internet na década de 90. Muitos visionários estão por aí abrindo suas ideias de futuro nos criptoativos para o grande público.

Para muitos, suas ideias soam ridículas e sem sentido, como eu tentando convencer você de que estava pelado.

Os mais céticos desejam provas que não podem ser apresentadas no momento. Infelizmente, vai ser necessário tempo para que tudo o que está na cabeça deles se concretize.

Muito parecido com o hoje hilário artigo do astrônomo e pesquisador Clifford Stoll. Em fevereiro de 1995, o americano escreveu uma peça para a Newsweek criticando a internet e tudo aquilo que ela não seria.

No início do texto, Stoll critica o que os visionários de então chamavam de “futuro dos trabalhadores online”, “bibliotecas interativas” e “salas de aula multimídia”.

O autor deixa claro que empresas e comércios nunca iriam migrar seus escritórios e lojas para o mundo online.

Na sequência, ele também fala que a internet nunca iria substituir o jornal impresso, que nenhum CD-ROM tomaria o lugar de um professor e terminava afirmando que uma rede de computadores não poderia mudar a forma como os governos funcionavam.

Parabéns, Stoll. Você foi um visionário… às avessas! Se tivéssemos a opção de “shortear” as teses dele, seríamos mais ricos que o próprio Jeff Bezos.

Então, hoje quero fazer igual ao nosso amigo em 1995, falar do quão ridículo é esse futuro que projetam para a criptoeconomia.

Ninguém vai querer ser o seu próprio banco daqui a dez anos – é simplesmente uma bobagem achar que as pessoas têm capacidade para isso.

É impossível que os governos aceitem qualquer tipo de moeda, senão a que emitiram, circulando dentro de suas fronteiras e fazendo concorrência com o seu dinheiro soberano.

E, por último, é inconcebível imaginar que as pessoas vão querer fazer investimentos ao redor do mundo quando nem sequer conseguem controlar suas finanças pessoais.

Assim soa a ideia de um mundo em que os criptoativos vão fazer parte do nosso dia a dia para os mais céticos.

Aquele abraço!

André Franco