Tempo

Os caminhos da história, assim como a própria forma como ela é contada, são engraçados. Não engraçado que faz você rir, mas apenas uma palavra […]

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Tempo

Os caminhos da história, assim como a própria forma como ela é contada, são engraçados.

Não engraçado que faz você rir, mas apenas uma palavra para substituir “estranho”.

Uma série de fatos acontecem e, ao final, alguém vem e conta a história como se ela fosse um simples resultado de fatos concatenados, fatos esses que não dão espaço para outra possibilidade a não ser aquela que aconteceu.

Revolução Francesa, Independência dos Estados Unidos, Diretas Já, Ditadura e por aí vai.

Tudo aconteceu como deveria ter ocorrido, no seu devido lugar e a continuidade da história era óbvia.

“Era óbvio que Bolsonaro ganharia a eleição, dado que a onda direitista se propagava no mundo, como mostrou a eleição do Trump.”

E é com essa premissa que me coloco na posição de fazer uma avaliação a posteriori da história evolutiva das inovações da humanidade.

Gosto de perceber como as mais disruptivas inovações, e até as não tão disruptivas, trouxeram uma melhoria para um dos recursos mais escassos, caros e não transferíveis do mundo.

O tempo é algo que todos acordamos com uma quantidade finita todos os dias, sem distinção de classe social.

Um bilionário excêntrico tem as mesmas 24 horas diárias que uma criança de 12 anos que mora na periferia.

Com isso em mente, é possível perceber que qualquer otimização dessas 24 horas é valiosa.

Entregar mensagens a pé demora mais tempo que a cavalo; logo, quem tem mais recursos pode optar pelo segundo para economizar tempo.

Então, vem o carro, o avião, o helicóptero e até o trem-bala. Tudo para satisfazer uma necessidade de economia de tempo na hora de se locomover.

Podemos extrapolar a lógica para outras áreas.

 

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Foram reveladas as 3 ações mais lucrativas de 2019, com potencial para multiplicar 5 vezes o seu dinheiro. Veja agora a lista completa e aproveite para surfar a grande onda de valorização do bull market brasileiro. Quem se antecipar e agir imediatamente terá uma chance histórica de ganhar R$ 5.000 para cada R$ 1.000 investidos.
 

A prensa que possibilitou a publicação de vários livros de uma única vez acelerou o tempo com que as ideias eram propagadas.

O telefone diminuiu o tempo para trocas de informações. Assim como a internet o diminuiu ainda mais.

Parece uma clara tendência de que aquelas inovações que otimizam o tempo e dão celeridade à humanidade vingam e se tornam status quo no longo prazo.

Quem já tentou transferir dinheiro para fora do país sabe a demora e a complicação que é realizar esse tipo de operação.

Já tentou fazer uma TED durante o final de semana e teve que esperar até segunda-feira para ver se a transação foi efetivada?

Bolsa não tem todo dia. Feriados e fins de semana estão aí para provar, e também o carioca malandro do Leblon, que folga no aniversário de São Paulo.

Em um contexto em que você está todo o tempo e o tempo todo conectado, todos esses sistemas elucidados nas frases acima parecem estar ultrapassados e fazendo piada do nosso recurso.

É nesse arcabouço que surgem os criptoativos.

Para possibilitar transferências financeiras entre países sem nenhuma limitação de fronteira ou tempo, o que resolve também o problema da TED aos fins de semana.

Da mesma forma, o blockchain possibilita que possamos fazer transferências de ativos digitais a qualquer hora do dia.

E essa mesma tecnologia possibilita que sejam representados ativos do mundo real em tokens e, dessa forma, sejam negociados livremente.

Adeus, Bolsa, como a conhecemos; e olá, plataforma de valores mobiliários, como token.

Isso tudo cortando a maioria dos intermediários que geram boa parte dos custos que temos hoje.

É sobre essa mudança de paradigma que trata os criptoativos. Trata-se de muita coisa, mas, resumidamente, de otimização do tempo.

Aquele abraço,

André Franco00